Nick Foles: o quarterback que sempre jogava bem e perdia em Arizona

Browse By

Nick Foles foi a sensação da NFL em 2013 (indo até para o Pro Bowl), caiu no esquecimento e passou um bom tempo como quarterback reserva na NFL e até chegou a pensar em se aposentar antes de integrar o elenco do Philadelphia Eagles para ser o reserva de Carson Wentz na temporada 2017. E após uma lesão do titular, ele assumiu o cargo, passou por altos e baixos – incluindo uma atuação fenomenal no e terá a oportunidade de dar a Philly seu primeiro título de Super Bowl na história da franquia.

Mas antes de tudo isso, Foles era um quarterback com uma sina bem curiosa no college: perder jogos mesmo tendo ótimas atuações.

Recrutado por bons programas para jogar basquete, Foles decidiu pelo futebol americano e tinha tudo para ir para Arizona State, mas acabou indo parar em Michigan State no ano de 2007. Só que como os Spartans tinham Brian Hoyer (que estará do outro lado do campo neste Super Bowl) e Kirk Cousins usando sua redshirt, Foles não se viu em uma boa situação após só jogar em uma partida daquela temporada e resolveu pedir transferência.

Curiosamente, o quarterback foi para a rival de Arizona State, Arizona. Depois de ficar fora por um ano por causa das regras de transferências, Foles perdeu a disputa da vaga de titular para Matt Scott. Só que Scott não foi muito bem em vitórias contra um time da MAC e outro da FCS, então o ex-Spartan assumiu o comando e não soltou mais depois disso.

Foles fez um bom primeiro ano, liderando os Wildcats a seis vitórias nos 11 jogos em que foi titular. Mas já em 2009, duas de suas melhores atuações aconteceram em derrotas da equipe. Contra Washington, Foles lançou para 384 jardas, um touchdown e duas interceptações no revés por 36 a 33. Mais para o final da temporada, enfrentando a então #11 do país, Oregon, Foles passou para 314 jardas, quatro touchdowns e uma interceptação no que quase virou uma zebra, com Arizona perdendo novamente por três pontos, 44 a 41.

A temporada 2010 foi desapontadora para Arizona, com apenas sete vitórias em 13 jogos, sendo que duas delas vieram sem o Foles em campo. Mas aqui foi o ano em que o quarterback mais viu seus ótimos esforços indo em vão, tanto que vamos precisar até separar para que esse parágrafo não fique muito grande.

Antes da lesão que o afastou por dois jogos, contra Oregon State, Foles lançou para 440 jardas, três touchdowns e uma interceptação na derrota por 29 a 27. Na segunda partida após voltar, Arizona perdeu por 24 a 21 para USC, mesmo com seu titular acumulando 353 jardas e três touchdowns pelo ar.

Na semana seguinte, Arizona foi até Eugene enfrentar a #3 Oregon e foi atropelada: 48 a 29. Mas mesmo assim, Foles teve um belo jogo: 448 jardas, três touchdowns e uma interceptação. E para fechar a temporada, sete dias depois, na rivalidade contra Arizona State, Foles teve um número de jardas mais modesto (262), mas lançou para três touchdowns. E qual foi o resultado? Derrota dos Wildcats, 30 a 29, com direito a dois pontos extras errados pelo kicker Alex Zendejas.

No ano final de Foles, os Wildcats demitiram o técnico Mike Stoops após o começo horrível – cinco derrotas em seis jogos. E o que tivemos neste período? Sim, mais Nick Foles carregando o ataque de Arizona nas costas e morrendo na praia.

Já no segundo jogo da temporada, contra a #9 Oklahoma State, Foles quase chegou em 400 jardas (398) e lançou um touchdown em uma derrota feia (37 a 14). Três semanas depois, mais um revés feio, novamente contra a então #4 Oregon (56 a 31), mas mesmo assim, o titular dos Wildcats lançou para 398 jardas de novo e três touchdowns.

Mas a melhor atuação de Foles veio justamente uma semana após a derrota para Oregon, no penúltimo jogo de Stoops no cargo. Fora de casa, contra a então #6 USC, o quarterback completou 77,4% dos seus passes para 425 jardas, quatro touchdowns e duas interceptações em uma partida que Arizona quase aprontou a zebra, perdendo por apenas uma posse, 48 a 41.

Este foi basicamente o resumo da carreira de Foles em Arizona: em suas melhores atuações, a defesa não colaborava e a equipe acabava perdendo, seja por um ponto ou por muito, mas sempre acontecia.

Os torcedores dos Eagles rezam muito para que isso não aconteça domingo.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Veja também