Balanço Final do Recrutamento – Georgia no topo, com Ohio State e Texas seguindo

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Nesta quarta (7) tivemos o National Signing Day (NSD), a data em que normalmente os principais prospectos vindos do high school assinam suas cartas de intenções com os programas de futebol americano. Em 2018, a data foi menos badalada porque aconteceu pela primeira vez o Early NSD, em dezembro de 2017, e vários dos grandes nomes da classe já se comprometeram logo na primeira oportunidade de enviar seu documento.

Mesmo assim, tivemos alguns bons nomes, incluindo três jogadores do Top 10, anunciando para que faculdade irão e uma boa movimentação na corrida pelas melhores classes do país.

Mas o que podemos fazer agora que os dois NSDs passaram é fazer um resumo de tudo o que aconteceu. Então vamos lá.

Obs: Todos os números citados são do ranking composite do site 247 Sports, que agrega rankings dos principais serviços de recrutamento para tentar pintar uma figura melhor dos atletas.

O presente de Georgia é bom e o futuro pode ser ainda melhor

Logo no segundo ano com Kirby Smart, Georgia chegou à final do College Football Playoff. E os Bulldogs retornam boa parte de seu elenco para a temporada 2018. Para melhorar ainda mais as perspectivas em Athens, UGA terminou com a melhor classe do país, levando sete jogadores avaliados com cinco estrelas e 15 quatro estrelas.

Georgia garantiu a primeira posição ao conseguir ótimos prospectos também no segundo NSD. O segundo melhor conerback do país, Tyson Campbell, era um dos três cinco estrelas disponíveis e resolveu ir para Athens. Além disso, o programa conseguiu dois flips – quando um programa “rouba” um jogador que tinha dado sua palavra a outro – bem interessantes na posição de outside linebacker: Quay Walker (31º melhor jogador do país, apalavrado com Alabama) e Otis Reese (87º, apalavrado com Michigan).

Entre os recrutados por Georgia no geral, o grande destaque é o quarterback Justin Fields (segundo melhor do país), que deve lutar pelo cargo de titular com Jake Fromm. Outro nome que chama bastante a atenção é o running back Zamir White (nono), já que os Bulldogs perdem Nick Chubb e Sony Michel na posição, tendo espaço para contribuir já no primeiro ano.

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Sai da frente, Big Ten. Aí vem (novamente) Ohio State e Penn State!

Ohio State e Penn State têm colocado ótimos times em campo recentemente, dominando a Big Ten. Espere que isso continue, já que os dois programas foram os únicos da conferência a aparecer entre as 20 melhores classes do país. E existe um fator bem importante para isso: as duas também foram as únicas da B1G a conseguir jogadores que ficaram na lista dos 100 melhores prospectos do país.

Os Buckeyes ficaram em segundo lugar. Após ter um ótimo primeiro NSD, o programa conseguiuum dos principais prospectos disponíveis no segundo, o offensive tackle Nicholas Petit-Frere (sétimo melhor jogador do país). OSU finalizou a classe com três cinco estrelas e impressionantes 20 quatro estrelas.

Enquanto isso, Penn State trabalhou muito bem internamente, pegando o único jogador cinco estrelas do estado da Pensilvânia – o defensive end Micah Parsons (quinto melhor atleta do país) e cinco dos dez jogadores avaliados com quatro estrelas. Além disso, James Franklin e cia tiveram sucesso nos estados em volta, pegando os melhores jogadores de New Jersey e Virgínia – WR Justin Shorter (oitavo) e RB Ricky Slade (27º), respectivamente. Com isso, os Nitanny Lions fecharam em quinto lugar.

O time mais próximo deles é Michigan, que fechou o ciclo em 21º lugar. Nebraska aparece logo a seguir e Maryland ficou na respeitável 28ª colocação.

Trump não construiu o muro, mas Texas sim

Texas é um programa extremamente tradicional e que sempre conseguiu sua força no próprio estado, já que a maioria dos locais cresce sonhando em jogar pelos Longhorns, praticamente o principal estágio do futebol americano por lá, mesmo com a existência de duas franquias profissionais no estado. Mas ultimamente, o programa de Austin vinha sofrendo para conseguir segurar os jogadores locais. Não foi bem o que aconteceu neste ciclo, e isso ajudou Tom Herman e cia a fechar em terceiro lugar, uma incrível evolução em relação ao último ano.

No ciclo atual, apenas quatro dos 15 melhores jogadores de Texas foram para outros programas (três para Texas A&M e um para Alabama), incluindo os únicos dois avaliados com cinco estrelas: os safeties Caden Sterns (19º melhor jogador do país) e BJ Foster (24º). Compare isso aos últimos anos e mostra o quanto a equipe de Herman trabalhou para assegurar que os melhores talentos do estado fossem para Austin. Em 2017, só um dos 20 principais jogadores locais acertou com os Longhorns (o quarterback Sam Ehlinger). Em 2016, o recrutamento foi melhor, mas nem tanto: só seis dos 20 melhores.

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Dominar o estado no recrutamento é fundamental para que Texas volte a ser o programa que conhecemos do passado. E os Longhorns estão começando a fazer isso.

California love(s Trojans)

Além de Texas e Penn State, quem também defendeu seu território para conseguir uma ótima classe foi USC, que terminou na quarta posição geral. Os Trojans levaram todos os cinco estrelas da Califórnia: o wide receiver Amon-Ra St. Brown (11º melhor jogador do país), o quarterback JT Daniels (16º) e o cornerback Olaijah Griffin 28º). Além deles, o quarto, o sexto e o décimo melhores jogadores do estado também fecharam com Clay Helton

Ao total, USC fechou o ciclo com quatro jogadores cinco estrelas (o outro foi Palaie Gaoteote, inside linebacker de Nevada) e 13 quatro estrelas.

Clemson continuará tendo um time bom, principalmente na linha defensiva

Após o título e mais uma aparição nos playoffs, Clemson fechou o ciclo com a sexta posição, tendo pegado o melhor jogador da classe, o quarterback Trevor Lawrence, que provavelmente já competirá com Kelly Bryant pelo posto de titular. Mas o que mais impressiona do recrutamento dos Tigers é que eles conseguiram dois dos melhores defensive ends do país: Xavier Thomas (terceiro melhor jogador da nação) e KJ Henry (14º). Pense que os Tigers retornam toda a sua linha do ano passado – Austin Bryant, Christian Wilkins, Clellin Farrell e Dexter Lawrence – e ainda levam dois jogadores de alto calibre. Já sinto pena das linhas ofensivas da ACC pelos próximos anos.

Observações gerais

– Alabama terminou em 7º lugar, a pior colocação desde que Nick Saban está em Tuscaloosa, mas não espere que o time piore. O programa adicionou boas peças a um elenco que já teve muitos jovens em destaque em 2017.

– Boise State, Cincinnati e FIU foram as únicas equipes do Group of Five que conseguiram jogadores quatro estrelas. Destaque para Florida International, que levou dois deles.

– Georgia teve três dos dez melhores recrutadores da classe. O técnico de running backs Dell McGee levou o título de melhor recrutador do ano, enquanto o técnico de linha ofensiva Sam Pittman e o técnico de inside linebackers Glenn Schulmann ficaram em quarto e nono, respectivamente.

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– Após não ter muito tempo para recrutar em Texas A&M, o técnico Jimbo Fisher disse que o programa terá uma das duas melhores classes do país em 2019. O salto seria grande, já que os Aggies terminaram o atual ciclo em 17º lugar.

– Em um dos estados mais disputados, os locais sofreram muito. Apenas um dos dez melhores jogadores da Flórida escolheu jogar perto de casa – o running back Lorenzo Lingard (25º melhor do país, sexto no estado) decidiu ir para Miami. E foram justamente os Hurricanes que terminaram no topo do estado, na oitava colocação. Florida State foi a 11 e Florida a 14ª.

– Florida terminou em 14º lugar, mas dá para aceitar como uma vitória, já que boa parte dos esforços vieram já como o novo técnico Dan Mullen no comando. Desde que ele assumiu, os Gators ganharam três disputas ferrenhas com Alabama, incluindo o quarterback quatro estrelas Emory Jones, que cabe muito bem no sistema ofensivo que Mullen gosta de rodar.

– Mesmo tendo Herm Edwards, que parece nem saber o que é recrutamento, como novo técnico, Arizona State fechou o ciclo muito bem. Os Sun Devils começaram o segundo NSD na 78ª posição, a pior entre times do Power Five. Só que um ótimo trabalho no dia final, conseguindo três jogadores quatro estrelas e outros três estrelas, fez com que eles pulassem para o 36º lugar.

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