Preview: Final da FCS – #2 North Dakota State vs. #1 James Madison

Browse By

James Madison e North Dakota State passaram a temporada inteira como as melhores equipes da FCS, indisputavelmente e merecidamente #1 e #2 e nada mais justo que ambas se enfrentarem numa partida que tem potencial para bater recordes de audiência do segundo nível do college football e envolve um desejo de revanche – ou seja, imperdível para qualquer fã verdadeiro do esporte!

📝 O que? FCS Championship Game – #2 North Dakota State Bison (13-1) vs. #1 James Madison Dukes (14-0)
🕛 Quando? Sábado, 6 de janeiro, às 15:00 (horário brasileiro de verão)
🌎 Onde? Toyota Stadium – Frisco, Texas
📺 Como assistir? WatchESPN e fique de olho no nosso Twitter

>> Clique aqui e confira nossa Central dos Bowls <<

🆚 Último confronto: James Madison 27, North Dakota State 17 (2016)
🎰 Linha de Vegas: 4,0 – NDSU

De um lado, a equipe que foi cinco vezes campeã da FCS de 2011 a 2015; do outro, o time que impediu seu hexa ao derrotá-lo numa semifinal eletrizante em dezembro de 2016. Esta partida entre North Dakota State e James Madison servirá de tira-teima: ou a dinastia dos Bison se restabelece ou os Dukes confirmarão de uma vez por todas o seu status de novos reis da FCS.

🛤 A estrada até Frisco

Depois da derrota amarga para JMU na semifinal de 2016, North Dakota State chegou com altas expectativas para 2017 e as atendeu na maior parte do tempo: até o fim de outubro, a única partida realmente difícil foi o confronto fora de casa contra Youngstown State, que a equipe precisou de prorrogação para vencer. Porém o começo de novembro não foi nada doce, já que os Bison perderam para seus arquirrivais de South Dakota State fora de casa por 33-21. De lá pra cá, só atropelamentos, garantindo o título da Missouri Valley Football Conference e mais uma seed alta nos Playoffs. Desempenho de NDSU nos Playoffs da FCS: 38-3 vs. San Diego; 42-10 vs. Wofford; 55-13 vs. Sam Houston State.

LEIA TAMBÉM:  Preview: Hawai'i Bowl: Fresno State vs. Houston

Campeã da temporada passada, James Madison, chegou chegando (como diria Ludmilla) e continuou dando show. Mesmo enfrentando seis times ranqueados (dois a menos que NDSU) ao longo da temporada, os Dukes só suaram para vencer mesmo um deles, já nos playoffs. Não é à toa que a equipe vem numa sequência de 26 vitórias consecutivas (maior em atividade dentre todas as três divisões da NCAA) e tenta, agora, ser campeã pelo segundo ano consecutivo. Desempenho de JMU nos Playoffs: 26-7 vs. Stony Brook; 31-28 vs. Weber State; 51-16 vs. South Dakota State.

Bruce Anderson, de NDSU, foi provavelmente o melhor running back dos Playoffs da FCS.

Quando North Dakota State tiver a bola

Espere muito do ataque terrestre dos Bison. Mesmo tendo perdido três dos principais running backs da sua rotação ao longo da temporada a unidade não decepcionou, em grande parte graças à ascensão de Bruce Anderson, que provou jogar tão bem quanto importante é a partida: só nos três jogos dos playoffs, acumulou 468 jardas e 10 touchdowns entre corridas e recepções. Ter um playmaker deste calibre certamente alivia para o lado do quarterback Easton Stick, que teve algumas performances irregulares ao longo do ano, especialmente contra times capazes de parar a corrida como Western Illinois, Northern Iowa e South Dakota State (única derrota de NDSU) – nestes três jogos, ele lançou um total de sete interceptações.

James Madison também é um time capaz de parar a corrida – tem uma das melhores linhas defensivas desta temporada – e também conta com uma secundária capaz de massacrar Stick, já que é sem sombra de dúvidas a melhor de toda a FCS: foram 31 interceptações este ano, sendo que só o safety Jordan Brown e o cornerback Rashad Robinson, ambos All-American, somaram 16. Aliás, a defesa como um todo é bastante oportunista e consegue forçar turnovers, acumulando 43 nesta temporada (dos quais 10 vieram só contra South Dakota State na semifinal) e tendo uma margem de +24, ambas liderando a FCS.

LEIA TAMBÉM:  Michigan e Ohio State - A rivalidade que foi acesa por causa de uma guerra

Quando James Madison tiver a bola

Os Dukes também devem tentar estabelecer o jogo corrido desde cedo, porém seu running back titular Marcus Marshall não é nenhum Bruce Anderson – embora tenha bons números. Para completar, o quarterback Bryan Schor não tem jogado tão bem quanto em 2016 e, pra ser bem sincero, o ataque em geral não tem muita coisa a ser destacada além do trabalho da linha ofensiva: se JMU chegou onde chegou foi em grande parte por conta de sua excelente defesa e de um bom kicker, que foi capaz de salvar drives que Schor e companhia muitas vezes perderam de mão – sim, vamos dar o merecido destaque a Ethan Ratke, que vem numa boa sequência de nove acertos em 11 tentativas desde que assumiu a posto de titular, incluindo o que venceu o difícil jogo contra Weber State nas quartas de final.

Este ataque problemático pode se tornar um prato cheio para a defesa de North Dakota State, que é eficiente tanto defendendo tanto o jogo terrestre quanto o aéreo e mostrou isso ao longo da corrida nos playoffs, vencendo os três jogos por um placar combinado de 135-26 mesmo se tratando de equipes com sistemas ofensivos totalmente diferentes (o equilibrado pro-style de San Diego, a option de Wofford e o no-huddle/spread de Sam Houston State). O grande destaque é o linebacker Nick DeLuca, que recebeu honrarias de All-American após uma excelente performance (70 tackles, sendo 9,5 para perda de jardas, além de 5,5 sacks, três fumbles forçados e uma interceptação).

O cornerback Rashad Robinson é um dos destaques da secundária de JMU, a melhor de toda a FCS.

🔮 Previsão

Não espere um jogo cheio de pontos, uma vez que o destaque primário de ambas as equipes está na defesa – se você curte apostas, o under aqui é uma opção bastante tentadora. De qualquer forma, independentemente do resultado direto da partida, é difícil imaginar que North Dakota State cubra a linha de 4,0 pontos pela qual é favorito em Vegas – ou seja, mais uma opção tentadora para se apostar.

LEIA TAMBÉM:  Católicos vs Condenados: Como surgiu a rivalidade entre Notre Dame e Miami?

De qualquer forma, será uma partida entre dois times muito parecidos em todos os sentidos, desde aspectos táticos e pontos fortes (foco nas linha de scrimmage, defesas 4-3, jogo corrido predominante) até os defeitos (basicamente, a irregularidade dos seus quarterbacks). Comparando com os jogos de pós-temporada da FBS que tivemos até então, o nível de competitividade da final da FCS deve ser mais próximo ao do Rose Bowl do que o massacre que vimos no Sugar Bowl – e se você não entendeu a referência, essa é uma boa hora para aproveitar que está aqui no site e ler nossos recaps das duas partidas!

Bassi Henrique João Vitor Kelvin Matheus Nick Vitor Weinny
               

Comentários

comments

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Veja também