O que os computadores nos dizem sobre a temporada do college football?

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Num passado não muito distante (até 2013), o sistema do Bowl Championship Series usava tanto polls humanas quanto rankings computacionais (isto é, obtidos através de cálculos) para decidir quais equipes brigariam pelo título nacional. Embora o BCS tenha sido substituído pelo College Football Playoff, esses rankings continuam relativamente famosos na comunidade do college football e, agora que todos já foram publicados, vamos te mostrar abaixo qual equipe seria coroada campeã nacional pelos computadores do antigo sistema.

A metodologia do BCS usava seis rankings, sendo que para cada time a melhor e a pior colocação eram descartadas e se calculava um rating proporcional à posição (de 1 a 25) para contar como uma das componentes do rating final (as outras duas componentes eram as notas vindas da Harris Poll e da Coaches’ Poll). Bem, pra facilitar as coisas, vamos mostrar abaixo somente as posições em que as equipes ficaram em cada um dos seis rankings e o “ranking médio” excluindo o melhor e o pior.

Na tabela abaixo, são usadas as seguintes abreviações para os seis rankings: KM (Kenneth Massey), JS (Jeff Sagarin), PW (Dr. Peter Wolfe), AH (Anderson & Hester), CM (Colley Matrix) e RB (Richard Billingsey).

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Observações interessantes:

  • A campeã nacional Alabama ficou em primeiro lugar em cinco dos seis rankings, mas UCF, única equipe invicta da temporada, terminou como #1 pelo ranking Colley Matrix. Por ter uma distribuição mais uniforme em suas colocações, Georgia acabou ficando com o segundo lugar geral (se você reparar bem, verá que UCF foi top 3 em quatro rankings, mas #8 e #14 nos demais).
  • O único nome realmente estranho do top 25 é Iowa em #17, mas a tabela complicada e  vitória convincente sobre Ohio State (do top 5) deve ter aumentado um pouco o perfil do time. Michigan também tem uma colocação estranha (eu, particularmente, não esperava ver a equipe com classificação superior a #30), mas uma possível explicação esteja no fato de todas as cinco derrotas terem vindo para times também ranqueados – quatro delas para equipes do Top 11.
  • Oklahoma em #7 (muito baixo?) e Michigan State em #11 (muito alto?) mostram a neutralidade dos rankings computacionais quando comparados a polls humanas: eles estão pouco se f*dendo se um time tem um vencedor do Heisman no elenco, se as vitórias importantes vieram todas sob condições climáticas adversas e outras coisas do tipo. Isso pode ser algo tanto positivo quanto negativo dependendo da situação, porém são fatores externos e não afetam os rankings.
  • Como não podia deixar de ser, UTEP – única equipe que não venceu um jogo sequer – ficou em último lugar. Dentre as equipes do Power Five, a pior colocada também é um nome esperado: Kansas, que teve uma das piores temporadas da história do programa (o que significa MUITO, já que todas as temporadas recente têm sido nada menos que péssimas).

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