Kirby Smart e Nick Saban: Será que uma cria finalmente baterá o criador?

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Nos próximos dias, uma das estatísticas que você mais ouvirá durante a cobertura da final do college football é de que Nick Saban não perdeu nenhuma vez para um técnico que tinha sido seu coordenador anteriormente na carreira (11 vitórias). Isso porque o adversário do head coach de Alabama na próxima segunda, Kirby Smart, técnico de Georgia, trabalhou com ele durante 11 anos (dez deles ininterruptos).

Smart participou pela primeira vez de uma comissão técnica chefiada por Saban em 2004, quando assumiu o posto de técnico de defensive backs em LSU, seu primeiro trabalho efetivo em uma equipe da FBS. Quando Saban foi para a NFL no ano seguinte para dirigir o Miami Dolphins, o então position coach teve mais um encontro com sua alma mater Georgia, sendo técnico de running backs dos Bulldogs. Mas não demorou para que Saban buscasse seu aprendiz em 2006 para treinar os safeties dos Dolphins.

Como muita gente sabe, a carreira de Saban na NFL durou pouco, deixando os Dolphins após a temporada de 2006 para virar o head coach de Alabama. E de Miami, ele só levou Smart para Tuscaloosa como técnico de defensive backs, mas demorou só um ano para que Kirby fosse promovido ao cargo de coordenador defensivo.

Nos oito anos da parceria entre Saban como HC e Smart como DC, Alabama sempre esteve entre as sete melhores defesas do país em pontos cedidos por jogo, sendo a melhor em duas oportunidades, e só ficou fora do Top 10 em jardas cedidas por partida em uma ocasião, ficando no topo também em duas ocasiões. Dá para falar que foi uma parceria de bastante sucesso, né?

Só em 2016 que Smart resolveu deixar Alabama, não sendo tão precipitado quanto outros ex-assistentes de Saban, que assumiram cargos de menor importância ou que não estavam prontos para Power Five. Em seus últimos anos em Tuscaloosa, o então coordenador defensivo foi procurado por diversos programas que precisavam de head coaches, mas esperou e saiu apenas quando recebeu uma proposta de sua alma mater, Georgia.

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Em Athens, Smart faz muito do que fazia em Alabama. Recruta de forma excelente – UGA teve a terceira melhor classe de 2017 (que inclui o quarterback Jake Fromm) e está no topo do ranking do site 247 Sports para 2018 – e coloca uma defesa forte, um jogo corrido excelente e um ataque não sofre muitos turnovers em campo. Talvez a grande diferença que exista entre os dois times é que o ataque de Georgia é mais dinâmico que o de Alabama.

Por fim, voltemos àquela estatística de que Saban venceu todos os 11 confrontos contra seus ex-assistentes. Vamos a todos eles:

Derek Dooley: Três derrotas com Tennessee;
Jim McElwain: Uma derrota com Colorado State e duas com Florida;
Will Muschamp: Duas derrotas com Florida;
Mark Dantonio: Duas derrotas com Michigan State;
Jimbo Fisher: Uma derrota com Florida State.

Dos três primeiros nem dá para falar muita coisa, já que não provaram suas qualidades como técnicos de verdade. Em MSU, Dantonio tem muito sucesso, mas é com jogadores menos visados pelos programas maiores, então existe uma boa diferença de talento. Por fim, Jimbo provavelmente é quem teve a melhor chance, no tão esperado jogo de abertura da atual temporada, mas os Seminoles acabaram sucumbindo ao talento da Crimson Tide e o resto de 2017 mostrou que não era um time tão bom quanto o esperado.

Vendo o contexto, não dá para negar que Smart seja o mais preparado dos ex-assistentes para bater Saban. Mas isso nós só vamos saber de verdade se vai acontecer ou não na madrugada de segunda para terça.

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