E agora, Georgia?

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Passaram-se exatos dez dias daquele fatídico 8 de janeiro de 2018. O cenário é fúnebre em Athens. As lembranças daquele field goal espetacular de Rodrigo Blankenship seguido da bomba lançada pelo então desconhecido Tua Tagovailoa numa 2&26 ainda perduram na memória de torcedores, jogadores e comissão técnica dos Bulldogs. Pois bem, agora é hora de juntar os cacos, rever os erros e acertos e investir nos ajustes necessários. Afinal, o que esperar de Georgia na próxima temporada?

Georgia vai ter que lidar com baixas expressivas no seu plantel. Nick Chubb e Sony Michel, que juntos formaram a melhor dupla em jardas terrestres na história da FBS, vão embora. O multi-facetado linha ofensiva Isaiah Wynn é outro que não voltará. Lorenzo Carter e Dominick Sanders foram duas peças importantíssimas na defesa e não continuarão. Mas a perda mais significante foi noticiada no apagar das luzes. No último dia permitido, o linebacker Roquan Smith, grande estrela da unidade de Mel Tucker, declarou que irá pular o ano de senior e também será considerado elegível para o próximo draft.

Outro que está indo embora, mas por outro motivo, é Jacob Eason. O quarterback, que sofreu uma lesão no joelho que o tirou de toda a temporada passada, viu da sideline a ascensão de Jake Fromm e sua afirmação como o novo dono da posição.. Até o lançamento desse texto, não houve qualquer confirmação sobre o destino de Eason, mas há um fortíssimo rumor que ele irá reforçar Washington.

Uma coisa que Kirby Smart não precisa se preocupar tanto é com sua comissão técnica. Foram pouquíssimas alterações – e não tão relevantes assim. A mais notável foi a saída do treinador de linebackers Kevin Sherrer, que se tornou o novo coordenador defensivo de Tennessee. Em seu lugar, veio Dan Lanning, que trabalhou com Smart em Alabama há dois anos. O diretor assistente de força e condicionamento Aaron Feld e o chefe de controle de qualidade da defesa Jay Valai foram, respectivamente, para Oregon e Kansas City Chifes exercerem as mesmas funções que lhes eram cabidas em Athens. O analista de special teams Scott Fountain também está de saída, para Mississippi State mais especificamente.

Georgia pode se amparar em suas duas últimas fabulosas classes de recrutamento. Em 2017, os Bulldogs obtiveram a terceira colocação no 247 Sports Composite, sistema que computa todos os principais rankings do país. Os grandes destaques acabaram ficando com jogadores que acabaram se tornando titulares mais por necessidade do que por outra coisa e acabaram surpreedendo positivamente. É o caso de Jake Fromm e do right tackle Andrew Thomas. Com a iminente saída de todo o corpo titular de linebackers, outros nomes que podem ter bastante espaço são Walter Grant, Monty Rice, Nate McBride e Jade Hunter – todos prospectos quatro estrelas.

Só que o desempenho de Kirby Smart e seu staff foi ainda melhor na safra seguinte, conquistando a primeira posição. Mais que isso, a classe de 2018 de Georgia se tornou a sexta melhor da história desde que os rankings foram criados, lá no começo da década passada. Foram seis jogadores listados no top 25. Olho no quarterback Justin Fields: o dual-threat QB anotou 69 touchdowns em suas duas temporadas no high school e foi o #2 na última classe. Além de Fields, preste bastante atenção também nos seguintes atletas: running back Zamir White, guard Jamaree Salyer, offensive tackle Cade Mays, linebacker Adam Anderson e o defensive end Brenton Cox.

Mesmo com tantas ausências, a manutenção da comissão técnica e o desempenho de Jake Fromm fazem com que o torcedor pense novamente em agendar uma viagem para a terra da final, dessa vez em Santa Clara. Além disso, há peças de reposição nas posições mais carentes e o calendário aparentemente é bem mais tranquilo que o da temporada anterior – só LSU e Auburn expressam alguma ameaça. Continuem sonhando, Dawg Nation

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