De olho no Draft – Os principais prospects de Georgia na final do college

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Georgia chega à final do College Football Playoff como um time considerado blue-chip, já que vários de jogadores saíram do high school para Athens muito bem avaliados, com quatro ou cinco estrelas. O melhor exemplo disso é da posição que os Bulldogs se encontram no primeiro ano do Early Signing Day, com um total de cinco jogadores cinco estrelas e 12 com quatro estrelas já firmados com Smart e a sua equipe. Aqui nós vamos avaliar os principais nomes de Georgia que irão para o draft em 2018.

#3 Roquan Smith

Linebacker – Junior – 1,85 m, 102 kg
Quatro estrelas – Macon County (GA)

Pontos fortes

A defesa dos Bulldogs tem sido uma das melhores no país nos últimos anos. Desde a chegada de Kirby Smart o time só continuou a melhorar e uma das principais peças dessa equipe é o linebacker Roquan Smith. Com instintos muito acima da média e uma velocidade surpreendente (4,5 segundos no 40 yard dash), Roquan é quase um míssil dentro de campo, especialmente pelo impacto que ele produz no ball carrier. E sendo um dos líderes dessa defesa, Roquan tem aumentado o seu stock no draft a cada dia que passa.

Pontos fracos

A única crítica é em relação ao seu tamanho. Quando se trata de inside linebackers, há sempre uma perspectiva de prospects com tamanhos como o de Brian Urlacher, do contrário sofreriam contra corredores e bloqueadores mais fortes.

Onde deve parar?

Roquan é o jogador que está sendo cotado por todo o board. Ele poderá ser essencial na defesa de diversos times da NFL e isso pode ir desde a 9ª escolha até a 32ª, mas ele não voltará para o segundo dia.

#1 Sony Michel

Running back – Senior – 1,80 m, 96 kg
Cinco estrelas – Plantation (FL)

Pontos fortes

Mesmo não tendo todo o hype que seu colega de equipe durante os primeiros anos, Sony Michel se estabeleceu como um running back muito produtivo em um corpo de corredores com ótimos nomes ao longo dos anos. Apesar de ter sido backup nos últimos anos, as carregadas que ele dividia com Chubb permitiram que ele tivesse bons números, passando das mil jardas em duas ocasiões e na sua temporada como senior está com uma média de oito jardas por corrida. Michel tem instintos excepcionais, conseguindo observar os buracos que são produzidos a sua frente com uma enorme antecipação, além de ser um jogador muto forte e que costuma punir os seus oponentes durante as corridas, além disso tem se mostrado melhor que seu colega Chubb na proteção contra o passe e recebendo a bola.

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Pontos fracos

Por não ter sido um full time starter, alguns scouts só começam a ter a certeza de Michel sendo um three down back em sua temporada como senior. Algumas vezes acabou sofrendo tentando bloquear edge rushers mais técnicos, e também ainda precisa melhorar como um recebedor saindo do backfield.

Onde deve parar?

Em um draft recheado de talentos, Michel pode acabar como o seu colega de equipe e saindo apenas no segundo dia, porém não passa do meio do terceiro round.

#27 Nick Chubb

Running back – Senior – 1,78 m, 103 kg
Cinco estrelas – Cedartown (GA)

Pontos fortes

Quando Nick Chubb assumiu pelo então lesionado Todd Gurley, ninguém imaginou que ele fosse ser tão dominante como foi. Com números absurdos (1.547 jardas, média de 7,1 por corrida e 14 touchdowns), Chubb acabou sofrendo o mesmo destino do seu antecessor e no seu segundo ano acabou sofrendo uma lesão séria após cinco jogos e em 2016, quando retornou, não parecia estar na mesma forma que no seu primeiro ano. Porém em 2017, dividindo as carregadas com Sony Michel, pudemos ver Chubb próximo do seu auge como running back. Com bons instintos, excelente visão durante a corrida e bom apoio na proteção do passe, Chubb é um corredor muito completo, físico e explosivo.

Pontos fracos

Os maiores questionamentos são a sua primeira lesão e o seu tamanho. E ele também não é um running back tão completo recebendo a bola, mas ainda sim consegue manter números razoáveis. Dependendo da sua avaliação médica, seu stock poderá cair no draft.

Onde deve parar?

Especialmente pela lesão, Chubb continua como um jogador de segundo round. É provável que ele saia ainda nas primeiras escolhas do segundo dia, mas uma avaliação médica negativa pode fazer com que ele caia como o running back Jay Ajayi caiu no draft de 2015.

#77 Isaiah Wynn

Tackle/Guard – Senior – 1,92 m, 136 kg
Quatro estrelas – St. Petersburg (FL)

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Pontos fortes

Durante os seus 43 jogos como um Bulldog, Isaiah Wynn mostrou ser capaz de jogar em todas as posições da linha ofensiva, apesar de ter passado a maior parte do tempo como LG e no ano de 2017 ter jogado como left tackle. Isaiah surpreende por ter jogado contra os melhores edge rushers da SEC e não ter sofrido durante os confrontos. Com uma força muito grande, tanto nos braços como nos membros inferiores, Wynn consegue abrir buracos enormes, ajudando que Georgia ficasse entre os dez melhores correndo com a bola. Além disso ele também é preciso protegendo contra o passe, demonstrando muita técnica e consistência durante todo o jogo.

Pontos fracos

Quando Isaiah “atinge” a segunda linha da defesa, ele costuma ter problemas para encaixar bloqueios e parece pouco seguro em como bloquear um jogador menor. Além disso precisa melhorar a colocação das suas mãos durante os bloqueios, normalmente acaba preferindo segurar os lineman pelos ombros, o que pode ser um problema no próximo nível.

Onde deve parar?

Graças ao seu tamanho e uma produção um pouco tardia, Isaiah acabou caindo nas projeções para o segundo e terceiro round do draft. Alguns esperam que ele acabe jogando de center ou guard, mas também é possível que ele se mantenha como tackle graças a sua técnica.

#7 Lorenzo Carter

Linebacker – Senior – 2,01 m, 110 kg
Cinco estrelas – Norcross (GA)

Pontos fortes

Lorenzo Carter chegou com força total no seu ano como freshman e acabou tendo uma queda brusca de produção no segundo ano, mas decidindo ficar com os Bulldogs durante a sua temporada como junior, Carter viu o seu stock subir assim como o ranking de Georgia. Com um ano estaticamente produtivo, Carter se viu espalhado por todo o campo graças ao esquema hibrido utilizado por Smart, o edge rusher não só alinhava em três pontos, mas também chegou a cobrir wide receivers no slot. É um jogador com muita habilidade física, que tem melhorado tecnicamente com o passar dos anos.

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Pontos fracos

O maior questionamento fica pelo ano muito ruim que ele teve como sophomore. Apesar de ser alto, é considerado um pouco magro para a posição, o que faz com que o jogador não seja um pure pass rusher e crie inconsistências em alguns esquemas defensivos na NFL.

Onde deve parar?

Com a ajuda de um ótimo ano, tanto para o time como para si mesmo, Carter voltou a ser cogitado como um jogador a ser draftado. Ele pode sair no segundo dia do draft ou mesmo esperar até o quarto round para ouvir o seu nome.

 

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