De olho no Draft – Os principais prospects de Alabama na final do college

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Esse ano a final do college football reunirá dois times conhecidos por uma boa trilha de recrutamento. Georgia se fortaleceu ainda mais nos últimos dois anos com a chegada de Kirby Smart, mas o seu mentor Nick Saban já domina a NFL há mais de uma década. Para se ter uma ideia da diferença do poderio que o técnico trouxe de volta a universidade, 65 jogadores foram selecionados no draft desde 2009, sem contar também que ele está em terceiro lugar com o técnico com mais escolhas na primeira rodada do draft, atrás apenas de Bobby Bowden (32) e Joe Paterno (32).

Com isso, iremos analisar os principais prospects para o Draft de 2018 que acontecerá em Dallas. Começando com Alabama.

#29 Minkah Fitzpatrick

Defensive back – Junior – 1,85 m, 92 kg
Cinco estrelas – Jersey City (NJ)

Pontos fortes

Minkah Fitzpatrick é provavelmente um dos defensive backs mais dominantes em todo o college football. Com todas as habilidades necessárias para jogar como safety e nickelback, ele começou a jogar como true freshman e tomou a SEC em assalto. Sua produção é um reflexo direto de instintos e muito estudo, e durante os três anos como titular na defesa de Saban, ele também melhorou bastante seu peso.

Pontos fracos

Seu único downside é o tamanho, considerado um pouco baixo para jogar como um corner desde o primeiro dia, contudo isso nunca foi problema durante a sua carreira no college, especialmente contra recebedores mais altos.

Onde deve parar?

Graças a sua habilidade e experiência é muito provável que Minkah saia ainda entre as cinco primeiras escolhas do draft.

#3 Calvin Ridley

Wide receiver – Junior – 1,85 m, 86 kg
Cinco estrelas – Coconut Creek (FL)

Pontos fortes

Sendo mais um excelente recebedor saindo de Alabama, Calvin Ridley tenta seguir os passos de Julio Jones e Amari Cooper. Mesmo tendo pouca produção por causa do seu quarterback, Ridley desde o seu ano como freshman teve números muito espetaculares para o padrão de Alabama e se tornou o principal recebedor da equipe. Sua velocidade faz com que todo passe lançado em sua direção se torne um lance perigoso. E ele é bem versátil, visto que produz separação com muita facilidade e sua força faz com que ganhe em passes mais disputados.

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Pontos fracos

Apesar das incríveis habilides físicas e técnicas, Ridley é um pouco baixo para a posição, em comparação com os 1,91 m de Julio Jones, e não tem um frame que o proteja contra rotas pelo meio do campo.

Onde deve parar?

Ridley é talentoso o suficiente para sair entre as dez primeiras escolhas do draft.

#94 Da’Ron Payne

Nose tackle – Junior – 1,88 m, 140 kg
Cinco estrelas – Irondale (AL)

Pontos fortes

Da’Ron produziu as duas jogadas mais espetaculares da semifinal entre Clemson e Alabama, com uma interceptação e um touchdown. Mas o que mais chama a atenção é o poderio de Payne. Diferentemente do que os seus stats indicam, ele é um jogador extremamente disruptivo no backfield, com o dom físico para mover o interior da OL a seu favor e ser efetivo em qualquer esquema defensivo na NFL.

Pontos fracos

Seu ponto mais baixo foi não ter transformado o seu talento físico em uma produção direta. Suas técnicas de hand placement enquanto sai do snap para atacar o linha ofensiva tem melhorado, mas ainda sim pode não ser tão eficiente no próximo nível.

Onde deve parar?

Da’Ron tem um teto bem alto, a única questão é como ele irá se desenvolver no último jogo da sua carreira e durante o Combine, mas dificilmente o DT de Alabama ficará disponível até o fim do primeiro dia do draft.

#15 Ronnie Harrison

Defensive back – Junior – 1,91 m, 97 kg.
Quatro estrelas – Tallahassee (FL)

Pontos fortes

Apesar de Alabama não ser conhecida como uma DBU (Defensive Back University), tem produzidos sólidos jogadores para a NFL nesta área. Harrison, assim como Fitzpatrick, tem contribuído para o time de Tuscaloosa desde o seu primeiro ano. Com números sólidos para um safety, Harrison costuma se alinhar na linha de scrimmage como um quarto linebacker e é muito bom contra a corrida. Além de criar uma presença poderosa no meio do campo como safety.

Pontos fracos

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Assim como boa parte dos defensive backs que saem do college, Harrison tem dificuldade para encaixar tackles com frequência. Acaba sempre atacando em um ponto mais alto o corredor e tende a usar muito o ombro, ao invés dos braços, para dar tackles mais fortes.

Onde deve parar?

Apesar das suas habilidades, Harrisson não foi tão dominante em campo como Fitzpatrick e por isso deverá sair no segundo dia do draft.

#32 Rashaan Evans

Linebacker – Senior – 1,91 m, 106 kg
Cinco estrelas – Auburn (AL)

Pontos fortes

Assim como em outros anos, o time de Alabama tem muitos nomes no seu corpo de linebackers. Com algumas lesões importantes ao long ode 2017, Rashaan Evans assumiu a titularidade e com ela a posição de líder dessa defesa. Com um Football IQ alto, muito talento físico, Evans é uma máquina no esquema defensivo do Saban. Não só ele é bom contra corrida, excelente como pass rusher mas o seu principal diferencial é na cobertura, algo que ele faz como poucos.

Pontos fracos

Apesar de sempre atacar os bloqueadores com muita força, algumas vezes, devido a uma aparente falta de técnica, acaba sofrendo em não colocar as mãos nos adversários e isso faz com que ele seja inutilizado durante a corrida. Além disso, apesar de ser um Senior, Evans sempre foi um jogador rotacional na defesa que começou a jogar mais no seu junior year.

Onde deve parar?

Desde 2006 o time de Alabama teve 7 linebackers draftados nos dois primeiros rounds da NFL, é bem provável que Evans se junte a essa estatística, especialmente no segundo dia.

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