Alabama vs. Georgia – Matchups para ficar de olho no National Championship

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O The Fraternity continua sua ampla cobertura prévia do National Championship. Desta vez, chegou a hora de analisar os principais matchups que devem ditar o ritmo da partida. Sendo duas equipes da SEC com head coaches que tiveram uma forte parceria durante quase uma década (Kirby Smart, técnico de Georgia, descende da coaching tree de Nick Saban, treinador de Alabama), Alabama e Georgia deveriam ter duas filosofias bem parecidas: predominância do jogo corrido, com defesas físicas e dominantes contra o jogo corrido. Isto é verdade até certo ponto – Bulldogs e Crimson Tide têm como principal trunfo no ataque uma dupla de running backs e possuem defesas dominantes. Porém há algumas diferenças entre as duas equipes que podem decidir a partida. Dito isso, aqui estão os matchups mais importantes para ficar de olho neste National Championship:

Jalen Hurts vs. linebackers de Georgia

Alabama tem em seu quarterback uma arma não só no jogo aéreo, mas especialmente no jogo corrido – apesar de não ter tido uma temporada tão boa como em 2016, Jalen Hurts conseguiu 945 jardas terrestres (segundo no time) e oito touchdowns nesta temporada. Hurts não tem medo algum de sair do pocket e tentar conseguir um first down com os pés se algum espaço para a corrida estiver aberto, pelo contrário; o grande problema para Hurts, como foi demonstrado em partidas contra Auburn e Clemson, é quando as defesas adversárias o forçam a ficar no pocket e passar a bola. Não deixe a ótima proporção touchdown/interceptação de Hurts (17:1) lhe enganar: fora os passes óbvios para o wide receiver Calvin Ridley, quarterback do Crimson Tide não tem sido nada eficiente quando precisa fixar-se num dropback e buscar outro alvo.

Para tentar conter Hurts, Georgia contará com uma das melhores unidades de linebackers do college football, que vem tendo uma evolução incrível neste fim de temporada: Davin Bellamy, Lorenzo Carter Roquan Smith (All-American e grande estrela dessa defesa) são bastante instintivos e agressivos, tanto no pass rush como no jogo corrido (o recurso principal de Hurts). Sendo assim, podemos esperar que o quarterback de Alabama terá vida difícil se jogar da mesma maneira que apresentou durante 2017.

Ataque terrestre de Georgia vs. front seven de Alabama

Este deve ser o matchup mais importante desta partida. Sabe-se que a dupla de running back de Alabama (Damien Harris Bo Scarbrough) tem bastante potencial, mas a de Georgia (Nick Chubb Sony Michel) já é realidade: com 8284 jardas terrestres nas últimas quatro temporadas, a dupla dos Bulldogs já é recordista na história da FBS neste quesito. Contra uma medíocre defesa terrestre de Oklahoma (em parte graças a chamadas questionáveis do coordenador defensivo Mike Stoops), os dois deitaram e rolaram no último Rose Bowl, sendo responsáveis por 326 jardas e cinco touchdowns. Sem Chubb e Michel, Georgia não chegaria nem perto do National Championship. Porém a defesa terrestre de Alabama será o maior teste a esse ataque nesta temporada.

Tanto em média de jardas por carregada como no ranking S&P+ de Bill Connelly (SB Nation), Alabama é a melhor defesa da FBS contra o jogo corrido. A Crimson Tide anulou quase todos os ataques terrestres que enfrentou – à exceção de Auburn e Mississippi State – baseando-se num princípio simples: quando o quarterback não for uma ameaça no jogo corrido (como Jake Fromm, o signal caller de Georgia), há sempre uma maneira de anular os running backs. Nomes do front seven como o defensive tackle Da’Ron Payne serão fundamentais na contenção ao ataque terrestre dos Dawgs, o 7º melhor da FBS de acordo com o S&P+.

Aliás, o fato de Jake Fromm não ser uma ameaça no jogo corrido nos leva ao próximo matchup…

Jake Fromm vs. Minkah Fitzpatrick

quarterback calouro de Georgia tem sido uma grata surpresa no ataque dos Bulldogs: ainda que não tenha começado a temporada como titular (Fromm virou starter com a lesão de Jacob Eason logo no primeiro jogo de 2017, contra Appalachian State), Fromm mostrou maturidade para auxiliar o jogo terrestre na progressão de campanhas e nunca realmente comprometeu a equipe durante o ano, nem mesmo na final da SEC contra Auburn ou na semifinal dos playoffs contra Oklahoma. Do outro lado, entretanto, está o terror de vários ataques adversários desde 2015: o multifacetado defensive back Minkah Fitzpatrick, que pode jogar tanto como safety, cornerback ou até linebacker. Fitzpatrick é o jogador da secundária mais ativo na pass rush do Crimson Tide, sem medo de ir para a blitz ou disfarçá-la seguindo os conselhos do coordenador ofensivo Jeremy Pruitt. Tais combinações de jogadas com Fitzpatrick podem fazer com que Fromm, ainda sem muita experiência, caia numa armadilha fatal de Alabama e cometa turnovers.

Special teams (de ambos os lados)

Quem viu o último Rose Bowl percebeu que os especialistas não devem ser ignorados – sim, os famosos special teams podem decidir partidas importantes em situações específicas. Georgia capitalizou a vitória em cima após ter bloqueado um chute do kicker de Oklahoma para field goal, mas só chegou a esse ponto porque o linebacker reserva Tae Crowder segurou de forma sensacional o squib kick de Oklahoma no fim do primeiro tempo, dando a oportunidade para que o semi-brasileiro Rodrigo Blankenship, um dos melhores kickers da SEC, chutasse um FG de 55 jardas. Enquanto isso, Alabama (que tem um histórico recente de kickers questionáveis, incluindo o atual Andy Pappanastos) conta com um punter de elite: JK Scott, um dos três finalistas do prêmio Ray Guy de melhor punter este ano. As batalhas dos especialistas por uma boa posição inicial em campo foram importantes nas duas semifinais de Ano-Novo, e também devem ter um papel relevante nesta final.

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