Preview: TaxSlayer Bowl – Louisville vs. #23 Mississippi State

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De um lado, um dos jogadores mais impressionantes que os gramados universitários viram nos últimos tempos, do outro um time praticamente sem “heróis”, que tem como principal trunfo o trabalho de equipe. Quem vencerá o TaxSlayer Bowl?

 

📝 O que? TaxSlayer Bowl – Louisville Cardinals (8-4) vs. #23 Mississippi State Bulldogs (8-4)
🕛 Quando? Sábado, 30 de dezembro, às 15h (horário brasileiro de verão)
🌎 Onde? EverBank Field – Jacksonville, Florida
📺 Como assistir? WatchESPN e fique de olho no nosso Twitter

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📚 Histórico: Série empatada em 2-2
🆚 Último confronto: Louisville 30, Mississippi State 21 (1976)
🎰 Linha de Vegas: 5,0 – Louisville

O TaxSlayer Bowl foi fundado em 1946 sob o nome de Gator Bowl e é o sexto bowl game mais velho a ser disputado, assim como o primeiro a ser televisionado nacionalmente. O evento já possuiu diversos patrocinadores (Mazda, Outback e Toyota são exemplos) e, desde 2011, a TaxSlayer – o jogo abandonou o nome tradicional em 2014 após uma renovação de contrato de seis anos com a empresa. O bowl tem afiliação primária com a SEC e desde 2015 adotou um tie-in híbrido com rotação de seis anos, três anos contra a ACC e três contra a Big Ten.

🛤A estrada até Jacksonville

Com o então vencedor do Heisman, Louisville chegou a 2017 com altas esperanças e nas cinco primeiras rodadas a única derrota foi para a favorita Clemson, mas em seguida teve um período turbulento em que perdeu para times que – teoricamente – deveria ter vencido, NC State, Boston College e Wake Forest. No entanto, mesmo que não tenha repetido o Heisman, Lamar Jackson teve mais um ano fenomenal e foi crucial na guinada positiva na reta final, com a equipe vencendo seus três últimos confrontos e garantindo vaga num bowl de prestígio até considerável.

Mississippi State, por outro lado, é um time bom e teve um ano até sólido, mas o fato de estar ranqueada é discutível só que essa não é a primeira vez que um time da SEC é over-ranked e também não será a última. É verdade que em seus primeiros nove jogos as únicas derrotas vieram para os finalistas da SEC, Georgia e Auburn, e que a terceira derrota veio apenas para Alabama, programa que dispensa apresentações, mas ainda assim os duelos fora da conferência foram no mínimo ridículos (Charleston Southern, Louisiana Tech, BYU e UMass). O ponto baixo do ano certamente foi a inesperada derrota para a rival Ole Miss no Egg Bowl e, logo em seguida, a perda do head coach Dan Mullen, que foi contratado por Florida.

O quarterback Lamar Jackson, de Louisville, foi vencedor do Heisman em 2016 e ficou em terceiro lugar em 2017.

Quando Louisville tiver a bola

Lamar Jackson. Ponto. Próximo tópico!

Brincadeiras à parte, o parágrafo acima resumiria muito bem o que esperar do ataque dos Cardinals. É verdade que o quarterback não apareceu tanto na mídia nesta temporada, mas seu ano foi fantástico comparado com qualquer quarterback senão o próprio ganhador do Heisman, Baker Mayfield. Jackson melhorou enquanto passador, o que não significou perda de mobilidade e habilidade de atacar as defesas com as pernas, e foi o grande responsável pelas vitórias de Louisville em 2017.

A linha ofensiva dos Cardinals, contudo, continua um problema constante na vida do quarterback. É uma das piores da conferência protegendo contra o pass rush, cedendo um alto número de sacks por partida, e tem em Mississippi State um adversário terrível. Apesar de ser uma defesa que cede muitas big plays, os Bulldogs têm uma capacidade formidável de atacar o backfield e criar jogadas negativas, liderados por Montez Sweat (12,5 tackles para perda de jardas e 9,5 sacks) e Jeffery Simmons (11 tackles for loss e 4,5 sacks), ambos First-Team All-SEC que, juntos, representam um grande perigo – MSU tem a 9ª maior front seven havoc rate[note]Somatória de tackles for loss, passes defendidos e fumbles forçados por uma defesa divididos pelo número total de jogadas enfrentadas[/note], 10,4%. Se o pass rush chegar em Jackson e Louisville ficar em situações óbvias de passe com frequência, será difícil imaginar um bom resultado em favor dos Cardinals. Por outro lado, a cada situação em que a defesa não pressionar o Heisman da última temporada, há um potencial de grande jogada que pode manter, drive a drive, Louisville na partida

Quando Mississippi State tiver a bola

Nick Fitzgerald foi o grande destaque do ataque extremamente físico de Mississippi State no ano, mas acabou sofrendo uma lesão feia no último jogo da temporada. Em seu lugar, veremos Keytaon Thompson que, com tempo suficiente para se preparar e não sendo jogado aos leões de surpresa, como aconteceu contra Ole Miss, pode ser produtivo – lembre-se, estamos falando de um quarterback recrutado por Mullen, o mesmo cara que “trouxe ao mundo” Alex Smith, Tim Tebow, Dak Prescott e o próprio FItzgerald, ou seja, Thompson é um dual-threat e poderá atacar tanto com suas pernas quanto lançando a bola. Para auxiliá-lo nessa árdua tarefa, o running back Aeris Williams deve ter participação ampliada, podendo melhorar seus números na temporada (até então, são 1019 jardas e cinco touchdowns).

Mesmo sem Fitzgerald, o ataque dos Bulldogs tem um matchup relativamente favorável contra Louisville, que teve muita dificuldade para parar o jogo terrestre durante toda a temporada chegando a ceder 364 jardas e cinco touchdowns terrestres para Boston College – ok, era o time do excelente running back AJ Dillon, mas ainda assim é uma marca absurda. E para piorar a situação, um dos poucos jogadores bons do front seven dos Cardinals, James Hearns, escolheu não jogar o TaxSlayer Bowl para se preparar para o Draft da NFL. Junte tudo isso ao fato de que Mississippi State tem uma das melhores linhas ofensivas da FBS (estatisticamente falando) e podemos assumir que eles vão conseguir mover a bola sem muitos problemas.

Montez Sweat (9) e Jeffery Simmons (94) foram os destaques da defesa de Mississippi State.

🔜 Draftáveis

A partida de 2017 já representa a quebra de um recorde para o TaxSlayer Bowl: no total, 14 times da NFL credenciaram olheiros para este jogo! Claro que maior parte da atenção estará voltada para Jackson, um prospect bastante intrigante: dois anos atrás, ninguém diria que ele poderia ser considerado uma escolha de primeira rodada, mas o seu desenvolvimento como passador tem sido significativo – mérito do seu head coach, Bobby Petrino – e ele terá a chance de provar seu valor enfrentando uma forte defesa.

Além de Jackson, outro draftável de destaque é o offensive tackle Martinas Rankin, bastante eficiente especialmente no que tange à proteção do quarterback ao passar a bola e também tem muita experiência abrindo caminho para as corridas de Fitzgerald e Williams ao longo da temporada. Apesar disso, tem bastante a melhorar nos bloqueios em jogadas de corrida, o que pode deixar alguns times da NFL em dúvida – ele se projeta como uma escolha de terceiro dia.

🔮Previsão

Bassi Henrique João Vitor Kelvin Matheus Nick Vitor Weinny

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