Preview: Quick Lane Bowl – Duke vs. Northern Illinois

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Em Detroit, Duke e Northern Illinois se enfrentarão pela primeira vez na história. Dois times que se basearam na defesa para chegar à Bowl Season, Blue Devils e Huskies devem fazer um grande duelo defensivo, tanto pela qualidade das defesas, quanto pela falta de qualidade dos ataques, além de contarem com muito talento jovem que voltará para as suas respectivas universidades nos anos seguintes.

📝 O que? Quick Lane Bowl – Duke Blue Devils (6-6) vs. Northern Illinois Huskies (8-4)
🕛 Quando? Terça-feira, 26 de dezembro, às 20h15 (horário brasileiro de verão)
🌎 Onde? Ford Field – Detroit, Michigan
📺 Como assistir? ESPN+

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📚 Histórico: Esse será o primeiro confronto entre os programas
🆚 Último confronto: N/A
🎰 Linha de Vegas: 5,5 – Duke

Originalmente um duelo entre a ACC e a Big Ten, o Quick Lane Bowl volta a ter um participante da MAC. A conferência do Group of Five tem escolha condicional no bowl caso alguma das conferências não consiga enviar um time para a partida, sendo 2017 a segunda vez em quatro edições que isso acontece. A história dos bowls em Detroit, contudo, não é tão recente: apesar de serem organizações diferentes, o Quick Lane Bowl assumiu a posição do Little Caesar’s Pizza Bowl – nome mais recente, ou Motor City Bowl, em seu nome que durou mais tempo – que também acontecia no Ford Field e colocava frente a frente uma equipe da MAC contra algum time da Big Ten.

🛤 A estrada até Detroit

Duke teve uma das temporadas mais estranhas entre as equipes que se classificaram para a Bowl Season. Após um início de quatro vitórias nos quatro primeiros jogos – incluindo partidas contra times que hoje se encontram muito bem na temporada, como Northwestern – os Blue Devils perderam os próximos seis jogos. A série de derrotas começou com um jogo contra Miami, completamente justificada pela qualidade dos Hurricanes, mas seguiu com times como Virginia, Florida State e Pitt, todos em que Duke ou era melhor, ou que estavam em momentos muito ruins, além de Army e Virginia Tech. O detalhe mais impressionante é que, tirando Miami e Virginia Tech, todas essas derrotas foram por no máximo sete pontos. Quando parecia que os Blue Devils não chegariam mais à Bowl Season, eles venceram Georgia Tech e Wake Forest – o segundo fora de casa, apesar de ser um time melhor que Duke – chegando assim ao número mágico de seis vitórias.

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Do outro lado, Northern Illinois foi constante e fez uma ótima temporada, apesar de uma tabela mais complicada que o normal para o padrão do Group of Five. Com uma unidade defensiva extremamente competente contra o jogo terrestre, os Huskies tiveram apenas quatro derrotas na temporada, todas contra equipes boas ou competentes. Foram elas: Boston College, San Diego State, Toledo e, a pior delas, Central Michigan, todas por no máximo dez pontos. Do lado das vitórias nada de excepcional, sendo a maior delas contra Nebraska em Lincoln. Assim, tanto Duke quanto NIU retornam à Bowl Season dois anos após a última participação, em 2015.

O defensive end Sutton Smith foi essencial para a vitória de NIU sobre Nebraska com seis tackles e dois sacks.

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Quando Duke tiver a bola

Menos constante que Duke na temporada, só o quarterback sophomore Daniel Jones. Foram 12 touchdowns e 11 interceptações, acertando pouco mais da metade dos passes tentados – uma grande queda de qualidade em relação ao seu ano de calouro -, além de pouco mais de 400 jardas e seis touchdowns terrestres. Com um dos piores ataques da ACC, Duke foi dependente da defesa e, em algumas situações excepcionais, de boas partidas de Jones e da dupla de running backs Shaun Wilson e Brittain Brown, que somaram 1403 jardas pelo chão e 11 touchdowns. A única constante talvez seja a linha ofensiva, que cede mais de dois sacks por partida e tem dificuldade em manter defesas adversárias fora do backfield dos Blue Devils. Com tudo isso, é difícil prever qual a qualidade do ataque de Duke que vai aparecer em Detroit.

A defesa de Northern Illinois é a parte mais previsível desse matchup: vai ser boa. Os Huskies cedem uma média de apenas 112 jardas terrestres por jogo, e se há preocupações com o nível dos oponentes, essas são tranquilizadas quando se observa que mesmo um potente ataque terrestre de San Diego State não foi capaz de colocar bons números – uma média de apenas 3,5 jardas por carregada – contra essa defesa. Grande parte dos feitos da unidade defensiva dos Huskies vem com Sutton Smith, sophomore responsável por 14 sacks e mais de 28 tackles para perda de jardas. Somando apenas partidas contra Boston College e Western Michigan, o linebacker somou mais de 10 tackles atrás da linha de scrimmage. Contra Duke não deve ser muito diferente, e a defesa deve manter os Blue Devils fora da end zone em muitas oportunidades.

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https://i0.wp.com/i.turner.ncaa.com/dr/ncaa/ncaa7/release/sites/default/files/images/logos/schools/n/northern-ill.70.png?w=940Quando Northern Illinois tiver a bola

Por outro lado, Northern Illinois também passa longe de ser dos melhores ataques que você verá este ano. O maior destaque ofensivo, o running back senior Jordan Huff, perdeu jogos por lesão e também está fora do Quick Lane Bowl. Assim, o quarterback Marcus Childers assume o protagonismo do ataque. Em 2017, foram apenas 1440 jardas aéreas em um baixo número de tentativas, 15 touchdowns e cinco interceptações, além de ser o segundo do time para o ataque terrestre, com pouco mais de 450 jardas e cinco touchdowns. Marcus Jones, de apenas 82 carregadas no ano com uma média relativamente baixa de 4,2 jardas por tentativa, deve ser o titular na posição.

Assim como para o ataque de Duke, a situação do ataque de Northern Illinois também fica pior quando se coloca em perspectiva a defesa adversária. Liderados pelo sophomore Joe Giles-Harris, os Blue Devils têm uma das melhores defesas dentre as enfrentadas pelos Huskies no ano, especialmente quando o assunto é defender o passe: se Huff jogasse, talvez não seria um problema tão grande para NIU, mas sem ele, um jogo muito focado no passe pode não levar o ataque a lugar nenhum. Ainda sobre Giles-Harris: foram mais de 110 tackles, 15 para perda de jardas, além de 4,5 sacks em 2017.

Resumindo: a probabilidade desse jogo ter poucos pontos é muito alta!

Mesmo sendo apenas um segundanista, o linebacker Joe Giles-Harris já se tornou uma peça fundamental para a defesa de Duke.

🔜 Draftáveis

Apesar de ambos os lados terem bons jogadores como Sutton e Harris, poucos são elegíveis para entrar já em 2018 na NFL. São duas equipes jovens e de muito potencial, mas que ainda não farão sucesso dentro do Draft.

Assim, dentre os jogadores draftáveis já em 2018 estão o offensive tackle Gabe Brandner do lado de Duke, e o corneback Shawun Lurry dos Huskies, ambos cotados para a parte final do terceiro dia do Draft. Além deles, existe a possibilidade de Huff impressionar os scouts quando estiver saudável, participando do Combine e do Senior Day de Northern Illinois, e talvez até conseguir ser selecionado – ele tem talento pra isso, apesar de hoje estar sendo cotado como possível undrafted free agent.

🔮 Previsão

Bassi Henrique João Vitor Kelvin Matheus Nick Vitor Weinny

 

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