Preview: Pinstripe Bowl – Iowa vs. Boston College

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O percurso desta bowl season, que atravessa os Estados Unidos de costa à costa, chega desta vez à Big Apple. Esta edição do Pinstripe Bowl, auto-intitulado “O bowl de New York”, reúne dois times de tradições similares no college football que nunca se enfrentaram e possuem certa proximidade com a cidade-sede: Boston College, que participará do evento pela segunda vez em quatro anos e conta (pela curta distância de Boston para NYC) com uma certa base de torcedores na cidade, e Iowa, equipe que faz parte da Big Ten – conferência que tenta expandir sua área de influência para o nordeste dos EUA nos últimos anos. As duas equipes também são marcadas pelo jogo físico nas trincheiras e predominância do jogo terrestre – características que, pelo que vimos nesta temporada, devem se reproduzir de forma até divertida nesta quarta.

📝 O que? New Era Pinstripe Bowl – Iowa Hawkeyes (7-5) vs. Boston College Eagles (7-5)
🕛 Quando? Quarta-feira, 27 de dezembro, às 20:15 (horário brasileiro de verão) 
🌎 Onde? Yankee Stadium – The Bronx, New York City
📺 Como assistir? ESPN+ e fique de olho em nosso Twitter

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📚 Histórico: Primeiro confronto na história
🆚 Último confronto: Nunca existiu
🎰 Linha de Vegas: 2,5 – Iowa

Criado e administrado pelo New York Yankees desde 2010, o Pinstripe Bowl é o segundo bowl game a ser criado em Nova Iorque; o primeiro, jogado no antigo Yankee Stadium e chamado Gotham Bowl (1961-62), foi um fracasso de público e crítica devido à péssima organização. Atualmente, o bowl tem acordos com a Big Ten (até 2021) e a ACC (até 2019). O primeiro confronto B1G-ACC deste bowl contou com a presença de Boston College, aliás: numa partida eletrizante, Penn State venceu os Eagles por 31-30 na prorrogação em 2014.

🛤 A estrada até New York City

A temporada 2017 de Boston College pode ser dividida em duas metades: a primeira vai até a Semana 6, após a derrota para Virginia Tech. Naquele ponto da temporada, a equipe havia perdido quatro das seis partidas que disputou no ano, inclusive as três dentro da ACC (derrotas acachapantes contra Clemson, Wake Forest e os já mencionados Hokies) e Notre Dame. A partir daí, a coisa mudou completamente; os Eagles foram 5-1 nas seis partidas seguintes, conseguindo vencer com autoridade adversários como Florida State, Louisville e Syracuse, além de perder para NC State por apenas um field goal. No final da temporada, um terceiro lugar na divisão Atlantic da conferência ficou de bom tamanho. 

Já Iowa alternou a temporada entre momentos de brilhantismo (quase todos com a home-field advantage do Kinnick Stadium) e mediocridade,  alguns deles já na parte final da temporada. Entre os pontos altos podemos destacar a obliteração de Ohio State por 55-24 – resultado que praticamente eliminou os campeões da Big Ten do College Football Playoff – e a “quase-vitória” sobre Penn State que escapou nos últimos segundos graças a uma recepção espírita de Saquon Barkley para touchdown; já os pontos baixos da equipe aconteceram entre as últimas semanas da temporada, como a derrota para Wisconsin por 38-14 e a inexplicável derrota para Purdue em casa na Semana 13 por 24-15. A equipe terminou no terceiro lugar da Big Ten West.

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iowa.70.png (70×70)Quando Iowa tiver a bola

As melhores partidas de Iowa na temporada mostraram um enredo parecido: a equipe não nega sua tradição de ter um ataque que favorece o jogo corrido, mas também possui certo balanço com o jogo aéreo – por incrível que pareça, foi passando a bola que, de acordo com os rankings S&P+ de Bill Connelly (SB Nation) que os Hawkeyes tiveram mais eficiência ofensiva, aparecendo no 30º lugar da FBS enquanto o ataque geral ocupa a 102ª posição. Podemos ver essa eficiência principalmente na partida contra Ohio State, na qual o quarterback Nathan Stanley soube capitalizar nos turnovers criados pelos Buckeyes e passou para cinco dos 25 touchdowns que conseguiu na temporada. No entanto, o destaque ofensivo da equipe (ainda que esta não seja a melhor temporada de sua carreira) segue sendo o running back Akrum Wadley, que é fundamental não só para que o ataque corrido vá bem mas para que as jogadas de play-action de Stanley funcionem também. Quando Wadley não consegue espaço para correr, Iowa costuma perder feio.

Contra este jogo corrido de Iowa, Boston College terá seu matchup mais desfavorável desta partida: embora no geral a unidade seja boa (35º lugar no S&P+), o time cai para a 70ª posição quando só a contenção do jogo terrestre é levada em conta. A defesa também está entre as trinta piores da FBS em jardas cedidas por jogo em terra. Como a prioridade de Iowa é justamente essa, os Eagles devem se preparar para forçar turnovers de Stanley ou Wadley se quiserem conseguir um tempo extra de posse de bola.

O running back Akrum Wadley, de Iowa

boston-college.70.png (70×70)Quando Boston College tiver a bola

Se Iowa possui ataque predominantemente corrido, Boston College vai além. Quem comanda o ataque dos Eagles é o running back AJ Dillon, eleito o Freshman of The Year na ACC este ano. Dillon tomou a conferência de assalto na segunda metade da temporada, marcando 1099 jardas e 11 touchdowns nos últimos seis jogos, sendo muito importante para a remontada da equipe no fim da temporada. Neste bowl, Dillon deve mostrar um aperitivo do que pode fazer no ano que vem, quando deve entrar na discussão entre os melhores corredores do college football. Já no jogo aéreo, a situação da equipe tem sido mais turbulenta: o quarterback titular da equipe, Anthony Brown, machucou o joelho e ficou de fora das duas últimas partidas da temporada; o titular deve ser Darius Wade que, ainda que tenha mostrado um desempenho decente substituindo a Brown, não aparenta ser capaz de conduzir o ataque se o jogo corrido de Dillon não estiver funcionando.

Como toda equipe da Big Ten que se preze, Iowa possui uma defesa cascuda contra o jogo terrestre: a equipe é a 16ª melhor do país defensivamente de acordo com o ranking S&P+, e conta com nomes de impacto para tentar parar AJ Dillon: o principal deles é Josey Jewell, um dos melhores linebackers da FBS e jogador defensivo do ano na sua conferência. Jewell é uma dor de cabeça para os ataques aéreos adversários (conseguiu 4.5 sacks e duas interceptações na temporada), mas sua principal função nesta partida deve ser conter Dillon; sua facilidade para entrar e combater as linhas ofensivas do outro lado deve causar certos transtornos para o jogo terrestre de Boston College.

O running back AJ Dillon, de Boston College

🔜 Draftáveis

Do lado de Iowa, o principal prospect é o cornerback Josh Jackson, um junior que só tem participado mais nas partidas da equipe este ano e mostrou ter habilidades excepcionais de perseguir os passes adversários: Jackson conseguiu sete interceptações e 18 passes desviados nesta temporada e, se tiver mais uma boa apresentação neste Pinstripe Bowl, deve garantir espaço entre as três primeiras rodadas do próximo Draft da NFL. Além dele, os já mencionados Akrum Wadley e Josey Jewell (ambos devem cair entre a 3ª e 5ª rodadas) são talentos interessantes para se observar nos Hawkeyes.

Já por Boston College, temos um grande prospect que deve monopolizar a atenção dos scouts neste jogo – o defensive end Harold Landry. O senior é edge rusher de origem e obteve destaque em 2016 ao atingir a marca de 16.5 sacks na temporada, recorde histórico do programa e marca mais alta da FBS naquele ano. Embora Landry tenha caído de produção em 2017 e seja questionado por ser undersized para sua posição, ele pode aumentar sua cotação para o próximo Draft se conseguir jogar bem apesar da persistente lesão no tornozelo.

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🔮 Previsão

Bassi Henrique João Vitor Kelvin Matheus Nick Vitor Weinny

 

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