NY6 Preview: Peach Bowl – #13 UCF vs. #7 Auburn

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De um lado, um time que vem numa temporada invicta; do outro, um que fez quatro jogos contra equipes que estão disputando o College Football Playoff (ganhando apenas dois). Nesta partida imprevisível, que será o encore de Scott Frost com UCF, pode acontecer de tudo – até mesmo uma vitória da equipe favorita!

📝 O que? Chick-fil-A Peach Bowl – #13 UCF Knights (12-0) vs. #7 Auburn Tigers (10-3)
🕛 Quando?
Segunda-feira, 1º de janeiro, às 15h30 (horário de Brasília)  
🌎 Onde? 
Mercedes-Benz Stadium – Atlanta, Georgia
📺 Como assistir? ESPN+

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📚 Histórico: Auburn lidera por 3-0
🆚 Último confronto:
Auburn 28, UCF 10 (1999)
🎰 Linha de Vegas: 9,5 – Auburn

Jogado por muitas décadas nos já demolidos Atlanta–Fulton County Stadium e Georgia Dome, o Peach Bowl desta temporada será o primeiro no novíssimo Mercedes-Benz Stadium. O evento é patrocinado pela Chick-fil-A, uma das maiores redes de fast-food dos Estados Unidos, que inclusive deu nome ao bowl game entre 2006 e 2013, suprimindo a nomenclatura original que faz referência ao pêssego, fruta símbolo do estado.

🛤 A estrada até Atlanta

As temporadas de UCF e Auburn não poderiam melhorar muito. Do lado da equipe do Alabama, essa sobreviveu bem a uma tabela extremamente complicada, conquistando bons resultados como a vitória contra Alabama no Iron Bowl, e Georgia na temporada regular, mas terminou com um gosto amargo após ser atropelada pelos Bulldogs no rematch que valia o título da SEC. Liderados por um dos quarterbacks que mais se desenvolveu durante a temporada, em Jarrett Stidham, um jogo terrestre físico e potente e uma defesa que merece os mesmos adjetivos, Auburn não teve grandes dificuldades para passar por equipes como Mississippi State, chegando ao número de 10 vitórias em 13 partidas na temporada. As outras derrotas, além de Georgia na final da SEC, foram para Clemson em Death Valley e um upset sofrido contra LSU, na versão da Louisiana do Death Valley.

Do lado de UCF, perfeição. Os Knights não tiveram dificuldades para passar pela tabela da American, que incluiu times ranqueados como Memphis – duas vezes, com a final da AAC – e outros adversários perigosos, como South Florida e Navy. Com as ameaças do furacão Irma, Central Florida teve de mudar sua tabela consideravelmente, remarcando a partida da temporada regular contra os Tigers, o que resultou no cancelamento do jogo contra Georgia Tech e Maine, além de adicionar durante a temporada um confronto contra Austin Peay, para ter onze jogos na temporada regular (um a menos do que o normal). Com um ataque prolífico e uma defesa que força muitos turnovers, UCF passou pela maior parte dos adversários com tranquilidade, mas também fez dois dos jogos mais emocionantes de 2017, na final da American versus Memphis, e contra os Bulls.

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Quando UCF tiver a bola

A explosividade é a característica principal de UCF na temporada. O principal nome do ataque de Central Florida é o quarterback McKenzie Milton, que completa quase 70% de seus passes tentados, para uma boa média de jardas por tentativa, resultando em números próximos de 3800 jardas passadas e 35 touchdowns. O sophomore ainda é móvel quando necessário, e já conquistou cerca de 500 jardas pelo chão, além de mais sete pontuações. Desses números aéreos, mais de 1000 jardas foram recepcionados pelo wide receiver Tre’Quan Smith, que tem uma absurda média de 20 jardas por recepção. Com tanta atenção na dupla, a última arma de UCF se torna o running back Adrian Killins Jr., que não é tão acionado – apenas 112 carregadas, dividindo a carga com outros corredores – mas, como todo o ataque dos Knights, é explosivo, com média de 6,8 jardas por tentativa.

Do outro lado, Auburn tem discutivelmente a melhor defesa de todo o college football em 2017. Com uma linha defensiva muito acima da média, capaz de pressionar o quarterback e segurar ataques pelo chão. No primeiro confronto entre os Tigers e Georgia, o ataque terrestre dos Bulldogs foi completamente parado, e a sua dinâmica dupla de running backs parou com cerca de 50 jardas apenas. Atacando o backfield, o maior destaque é o defensive end/linebacker Jeff Holland, com 11,5 tackles para perda de jardas e 8,5 sacks na temporada.

Para Central Florida, será fundamental proteger Milton e garantir que ele tenha a melhor situação possível no pocket. A defesa dos Knights é boa protegendo o quarterback, mas terá o seu maior teste no Peach Bowl. Quando a bola sair da mão de Milton, terá que passar por uma defesa que não força tantos turnovers, mas é eficiente defendendo o passe. O principal duelo nesse cenário será entre o wide receiver Smith e o cornerback Carlton Davis, que ainda é dúvida para o bowl devido a uma doença não divulgada pelo programa.

Quando Auburn tiver a bola

Jarrett Stidham cresceu consideravelmente em seu tempo em Auburn como titular, fazendo uma grande temporada e sendo, de longe, o melhor quarterback do programa em algumas temporadas. Stidham protegeu bem a bola, lançando apenas quatro interceptações no ano, enquanto completou quase 67% dos passes e fez o ataque dos Tigers andar mais de 2800 jardas. O principal alvo do quarterback é o wide receiver Ryan Davis, que tem mais recepções do que os outros três próximos alvos de Auburn juntos, contando pouco mais de 750 jardas no ano. É necessário falar tanto de Auburn passando a bola para o Peach Bowl porque seus principais running backs estão machucados, apesar de serem grande parte do ataque. Kamryn Pettway se machucou logo no início do ano, enquanto Kerryon Johnson – o principal na posição na temporada, correndo para mais de 1300 jardas e 17 touchdowns – jogou lesionado a final da SEC e ainda não está 100% para o Peach Bowl.

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A defesa de UCF não é tão boa segurando os adversários, e a quantidade de jardas cedidas assusta, mas é necessário lembrar que os ataques enfrentados na American tem características parecidas com os Knights: rápidos, que fazem diversos snaps e buscam colocar o máximo de pontos possíveis no placar. Auburn tem um ataque mais metódico, e deve controlar o relógio sem nenhuma dificuldade em Atlanta, mas também não deve colocar tantas jardas na defesa adversária, preferindo menos campanhas ofensivas, mantendo Milton fora do jogo. Para evitar isso, UCF aposta em Shaquem Griffin, melhor defensor dos Knights e que tem grande potencial atacando o backfield, com mais de 10 tackles para perda de jardas e cinco sacks. O matchup contra a linha ofensiva de Auburn é positivo, visto que essa é uma unidade que cede muitos sacks e jogadas atrás da linha de scrimmage no geral.

Por fim, Auburn tem problemas com fumbles, e enfrenta a defesa na segunda colocação em margem de turnovers (subtração das mudanças de posse ganhas pelas posses perdidas), além de ser a quinta defesa que mais força roubos de bola na NCAA. Fazendo as mesmas ressalvas que enfrentou ataques piores e que costumam fazer mais snaps, UCF ainda merece respeito nesse quesito, e pode muito bem vencer a batalha de turnovers contra Auburn, permitindo que o ataque tenha oportunidades de colocar a equipe no jogo. Em termos de destaques individuais, olho em Kyle Gibson e Mike Hughes, de quatro interceptações cada em 2017.

🔜 Draftáveis

Por UCF, o ataque é cheio de novatos ou segundo-anistas jogando em posições fundamentais, então não dá para prever ninguém como draftável. Na defesa, o grande destaque é o linebacker Shaquem Griffin, eleito o melhor jogador defensivo da AAC. O problema é que ele tem apenas uma mão, então provavelmente ele não apareça entre os queridinhos dos olheiros.

Pelo lado de Auburn, a linha ofensiva tem sido ótima após os problemas contra Clemson, abrindo espaços para Kerryon Johnson e protegendo bem Jarrett Stidham. Boa parte disso se deve a dois jogadores elegíveis, o center Austin Golson e o guard Braden Smith. Na defesa, os dois principais nomes estão na secundária: o cornerback Carlton Davis, um dos melhores jogadores disponíveis na posição – mas ainda junior, então pode ser que ele não saia -, e o free safety Stephen Roberts.

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 🔮 Previsão

Bassi Henrique João Vitor Kelvin Matheus Nick Vitor Weinny

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