Preview: Outback Bowl – Michigan vs. South Carolina

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O Outback Bowl desta temporada é uma reedição da partida que aconteceu em 1º de janeiro de 2013, com Michigan enfrentando South Carolina. E bom, só existe uma coisa a ser mostrada desse jogo (se bem que provavelmente todos vocês já devem ter visto, mas é sempre bom lembrar):

Jadeveon Clowney Hit vs Michigan

Esta versão do jogo tem duas coisas mais interessante do que o acontecerá em campo: alguns dos principais jogadores de Michigan estarão com o cabelo tingido de laranja por causa de uma ação para arrecadar fundos para a Fundação Chad Tough, que destina recursos para o estudo de tumor cerebral em crianças, a razão do falecimento de Chad Carr, neto do histórico ex-treinador de Michigan Lloyd Carr. Caso você queira contribuir com a iniciativa, clique aqui. E também teremos um dos nomes mais engraçados da cobertura do college football, Ryan Nanni, como o mascote da famosa cebola do Outback durante o terceiro período.

📝 O que? Outback Bowl – Michigan Wolverines (8-4) vs. South Carolina Gamecocks (8-4)
🕛 Quando? Segunda-feira, 1º de dezembro, às 15h (horário brasileiro de verão)
🌎 Onde? Raymond James Stadium – Tampa, Flórida
📺 Como assistir?  WatchESPN e fique de olho no nosso Twitter

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📚 Histórico: South Carolina lidera a série com 2 vitórias e 1 derrota
🆚 Último confronto: South Carolina 33, Michigan 28 (2013)
🎰 Linha de Vegas: 8 – Michigan

Este bowl teve início em 1977, mas era chamado de Hall of Fame Bowl e era realizado em Birmingham, no Alabama, onde fica o Hall da Fama do College Football. Mas em 1986, o Hall decidiu não continuar sua associação com a partida e ela foi realocada para Tampa, ainda com o mesmo nome. Em 1996, a rede de restaurantes Outback, originária da Austrália da cidade da Flórida, comprou os direitos nominais do jogo e trabalha com o bowl até hoje.

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🛤 A estrada até Tampa

Michigan foi o time que menos teve titulares retornando de 2016 para 2017, com apenas cinco deles voltando, mas mesmo assim a expectativa era alta. E os Wolverines abriram a temporada com quatro vitórias, inclusive contra Florida, mas uma lesão do quarterback Wilton Speight fez com que John O’Korn fosse titular na rivalidade contra Michigan State e isso não deu nada certo, com Michigan perdendo no meio de um temporal. Depois disso, os comandados de Jim Harbaugh fizeram o que era basicamente esperado: perderam dos melhores times que enfrentaram – Penn State, Wisconsin e Ohio State – e venceram as outras partidas.

Os Gamecocks tiveram um ano bem curioso, que começou com duas vitórias contra a boa NC State e Missouri, mas foi seguido logo de uma derrota contra Kentucky e dificuldade para bater Louisiana Tech. E assim como Michigan, South Carolina fez basicamente o que se esperava depois disso: perdeu dos times melhores que enfrentou (Texas A&M, Georgia e Clemson) e venceu os jogos restantes. No fim, uma boa temporada para o técnico Will Muschamp.

Mo Hurst foi o melhor DL do país contra o passe e a corrida, de acordo com o Pro Football Focus.

Quando Michigan tiver a bola

O ataque de Michigan não foi nada constante durante a temporada por dois motivos: os problemas com os quarterbacks – a lesão de Speight, a falta de talento de O’Korn e a concussão que tirou Brandon Peters do jogo contra Ohio State – e a falta de experiência na linha ofensiva e nos recebedores. Espere um jogo mais baseado na corrida com a boa dupla de running backs Chris Evans e Karan Higdon, que somaram 1590 jardas e 17 touchdowns, sendo ameaças de big play a cada snap. E com Peters de volta, os tight ends Sean McKeon e Zach Gentry são as principais ameaças no jogo aéreo.

South Carolina tem uma defesa que dá para chamar de acima da média. A unidade não é realmente eficiente, mas consegue limitar jogadas explosivas e segura relativamente bem os adversários dentro da red zone. E a defesa ganha uma boa contribuição do ataque, já que ele não comete tantos turnovers e não deixa os adversários com boa situação de campo muitas vezes.

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Quando South Carolina tiver a bola

O ataque de South Carolina é o que se espera em um time treinado por Will Muschamp: uma unidade extremamente mediana. Os Gamecocks não são nada eficientes e têm muitas dificuldades para conseguir jogadas explosivas e finalizar suas campanhas. Após um bom primeiro ano, o quarterback Jake Bentley não chamou a atenção em nada, tomou muitos sacks e teve apenas 16 touchdowns acompanhados por 11 interceptações. Parte disso pode ser ligado ao fato de que o homem mais perigoso do ataque de SC, Deebo Samuel, sofreu uma lesão feia no início da temporada e não voltou mais.

Como já virou costume, a defesa de Michigan é sensacional sob o comando do coordenador Don Brown. A unidade é extremamente agressiva, ficando entre as dez melhores do país em sacks e tackles para perdas de jardas, e é a mais eficiente da FBS, de acordo com o sistema S&P+. O destaque fica para os três fortes nomes da linha defensiva: o defensive tackle Maurice Hurst e os defensive ends Chase Winovich e Rashan Gary, que passaram muito tempo nos backfields adversários. O único problema é que apesar de criar muitas jogadas negativas, a defesa cede um número grande de big plays.

Em seu segundo ano em Columbia, Jake Bentley ainda não provou todo o seu potencial.

🔜 Draftáveis

Depois de entregar um bom número de jogadores ao último draft, Michigan deve ter uma presença bem menos no evento de 2018. O defensive tackle Maurice Hurst é uma segura escolha de primeira rodada após um ano sensacional tanto contra a corrida quanto contra o passe. Seu companheiro de linha Chase Winovich ainda não decidiu se vai para o próximo nível, mas poderia ser uma opção viável no segundo dia, assim como o offensive tackle Mason Cole, que é tido como um bom prospecto para a posição de center na NFL. Além deles, o linebacker Mike McCray também é um nome que pode ser chamado.

Enquanto isso, os Gamecocks têm dois bons jogadores para as rodadas intermediárias do draft: o linebacker Skai Moore, que é excelente em cobertura – algo que as defesas da NFL exigem cada vez mais de seus LBs –, e o cornerback Jamarcus King.

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🔮 Previsão

Bassi Henrique João Vitor Kelvin Matheus Nick Vitor Weinny
               

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