Preview: Music City Bowl – #21 Northwestern vs. Kentucky

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Seguimos nossa cobertura desta bowl season rumo à cidade mais musical dos Estados Unidos: Nashville, coração da country music e parte da nação da SEC, que recebe mais uma vez o Wildcat Bowl  Music City Bowl: conhecido por ser um prêmio de consolação às equipes da SEC e de conferências como ACC e Big Ten que não conseguem entrar na disputa pelo título de conferência, neste ano o bowl recebe um confronto bastante interessante entre duas equipes que apresentaram uma evolução notável nos últimos dois anos – e que, acima de tudo, compartilham o mesmo nickname. 

📝 O que? Franklin American Mortgage Music City Bowl – Northwestern Wildcats (9-3) vs. Kentucky Wildcats (7-5)
🕛 Quando? Sexta-feira (29 de dezembro), às 19:30 (horário brasileiro de verão) 
🌎 Onde? Nissan Stadium – Nashville, Tennessee
📺 Como assistir? ESPN+ e fique de olho em nosso Twitter

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📚 Histórico: Northwestern lidera a série com uma vitória
🆚 Último confronto: Northwestern 7, Kentucky 0 (1928)
🎰 Linha de Vegas: 7,5 – Northwestern

O Music City Bowl foi jogado pela primeira vez em 1998, ainda no maior estádio de Nashville à época – o Vanderbilt Stadium, casa dos Commodores. No ano seguinte, com a inauguração do estádio do Tennessee Titans (atual Nissan Stadium), o evento se mudou para a sede que ocupa até hoje. Sempre com a presença de uma equipe da SEC, o bowl já teve acordos com a finada Big East (1998-2001) e Big Ten (2002-05) antes de assumir o formato atual: desde 2014, o Music City Bowl tem parceria com o TaxSlayer Bowl e recebe a equipe restante da ACC/Big Ten que ficar de fora do bowl sediado em Jacksonville (além do time da SEC previamente escolhido).

🛤 A estrada até Nashville

Nossa Noroestense™ vem protagonizando uma das histórias mais bonitas desta temporada de college football. Ao contrário da maioria das equipes, Northwestern teve seus jogos mais difíceis logo no começo da tabela. O time começou de forma pouco promissora, sendo destruído por Duke e perdendo (de forma previsível) para Penn State e Wisconsin. Após um 2-3 no início da temporada, a equipe engrenou de forma sensacional e tomou o apelido de “Cardiac Cats” para si: os Wildcats venceram TRÊS partidas seguidas na prorrogação – contra Iowa, Michigan State e Nebraska – e o time venceu as outras SETE partidas restantes em 2017. Com isso, Northwestern ficou na segunda posição da Big Ten West atrás de Wisconsin.

Por outro lado, Kentucky iniciou a temporada prometendo causar certo impacto dentro da SEC e acabou morrendo na praia – ou na bluegrass: os Wildcats foram 5-1 na primeira metade da tabela (poderia até ser 6-0 caso o time não tivesse permitido uma virada inexplicável de Florida em casa), mas 2-4 na segunda metade – perdendo os dois últimos jogos, para Georgia (42 a 13) e para Louisville de Lamar Jackson (44 a 21). A última impressão deixada pelo time neste ano está longe de ser positiva, mas para Kentucky, um programa acostumado com a mediocridade dentro de uma das conferências mais fortes da FBS, um 7-5 já algo a se comemorar. Kentucky vai para a quinta aparição no Music City Bowl e a primeira em dez anos, sendo o programa que mais participou do evento.

Justin Jackson, running back de Northwestern

Quando Northwestern tiver a bola

Northwestern tem no running back Justin Jackson sua grande arma ofensiva para tentar vencer este Music City Bowl. Sua carreira universitária tem tudo para terminar com mais uma performance brilhante; Jackson já é o recordista histórico do programa em jardas (5283) e touchdowns (39) terrestres, além de precisar apenas de 17 jardas para ocupar a terceira posição na história da Big Ten em jardas na carreira. Jackson vem numa crescente neste fim de temporada (marcando 310 jardas nos últimos dois jogos) e provavelmente deve superar a marca acima. No jogo aéreo, a Noroestense não é um time tão ameaçador – o quarterback Clayton Thorson tem sido bem inconstante nesta temporada, alternando entre partidas elogiáveis e outras sofríveis – mas possui um matchup favorável contra uma defesa de Kentucky que deixa a desejar contra o passe.

Falando na defesa dos Wildcats (de Kentucky), a unidade vem de péssimas aparições nos últimos jogos na temporada: após começar a temporada como uma das melhores defesas terrestres do college football (sem levar mais de cem jardas terrestres em cada um dos primeiros cinco jogos) a equipe permitiu 727 jardas e oito touchdowns contra Georgia e Louisville ao fim da tabela regular. As dificuldades deste setor devem persistir com um corredor da qualidade de Justin Jackson. Contra o jogo aéreo, ainda que a secundária seja medíocre, os Blitz Bros da equipe – outside linebackers Josh Allen e Denzil Ware – são perigosos na pass rush e devem levar bastante pressão a Thorson.

Quando Kentucky tiver a bola

Não é só a Noroestense que tem um running back que estabelece recordes e costuma ameaçar as defesas adversárias. Benny Snell Jr, que já detém o recorde de touchdowns terrestres de Kentucky (31) e é o líder da SEC na mesma categoria este ano (18), vem disputando jarda a jarda a liderança em jardas terrestres na conferência com Kerryon Johnson (Auburn). Ainda que Snell não consiga as aberturas necessárias para correr com a bola, Kentucky tem no quarterback Stephen Johnson outra esperança por terra: Johnson conseguiu 358 jardas e três touchdowns nesta temporada por esse meio. Além desse fato, Johnson pode ser fundamental para uma vitória de Kentucky se recuperar a ótima forma que apresentou no começo da temporada.

Talvez a unidade mais dominante a aparecer neste Music City Bowl, a defesa de Northwestern ficou marcada por não dar refresco nem aos melhores running backs que a equipe enfrentou na temporada: se nem Jonathan Taylor (Wisconsin) e Saquon Barkley (Penn State) conseguiram chegar a 90 jardas contra os Wildcats da Big Ten, fica difícil acreditar que Benny Snell conseguirá. No entanto, há um ponto fraco nessa defesa, justamente o que permitiu uma vitória supreendente de Duke: apesar de ocupar a 24ª posição no ranking S&P+ defensivo de Bill Connelly (SB Nation), a defesa de Northwestern cai para o 79º lugar quando apenas situações de passe são consideradas. Na partida contra Duke, o quarterback  Daniel Jones abusou do braço (29/45, 305 jardas, dois touchdowns) e de scrambles (16 corridas, 108 jardas e outros dois touchdowns) para vencer facilmente Northwestern – mesma receita que Johnson pode replicar para Kentucky vencer este jogo.

O running back Benny Snell Jr., de Kentucky

🔜 Draftáveis

Do lado de Northwestern, temos alguns prospects que merecem nossa atenção para o próximo Draft da NFL; o principal deles é o running back Justin Jacksonsenior que vem carregando o jogo corrido dos Wildcats nas costas desde 2014. Ainda que Jackson não tenha sido tão exigido nesta temporada como nas anteriores, ele mostrou um aproveitamento excepcional por corrida (cerca de 4,5 jardas por carregada) e foi decisivo para a recuperação da Noroestense na temporada. Além dele, temos a dupla de safeties Godwin Igwebuike Kyle Queiro, que possui um notável potencial para quebrar jogadas longas de passes adversários.

Já por Kentucky, temos o principal prospect deste Music City Bowl: o outside linebacker Josh Allen. O junior é o líder do time em sacks (7) e tackles for loss (10,5) nesta temporada, e caracteriza-se por aproveitar seu bom tamanho (1,96 m) para estender as jogadas de pass rush e se livrar dos bloqueadores adversários. Ele não é tão forte no ponto de ataque, mas esta não é a especialidade de sua posição no lado fraco. Assim como seu xará de Wyoming, ele já chegou a ser cotado como escolha de primeira rodada em 2018.

🔮 Previsão

Bassi Henrique João Vitor Kelvin Matheus Nick Vitor Weinny
               

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