Preview: Liberty Bowl – Iowa State vs. #20 Memphis

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O Liberty Bowl representa coisas diferentes para as duas equipes envolvidas: para Memphis é quase um prêmio de consolação, enquanto para Iowa State é o retorno à pós-temporada pela primeira vez desde 2012. A expectativa é um jogo com muitos pontos que, no final das contas, pode ir para qualquer lado.

📝 O que? AutoZone Liberty Bowl – Iowa State Cyclones (7-5) vs. Memphis Tigers (10-2)
🕛 Quando? Sábado, 30 de dezembro, às 15h30 (horário brasileiro de verão)
🌎 Onde? Liberty Bowl Memorial Stadium – Memphis, Tennessee
📺 Como assistir? WatchESPN e fique de olho no nosso Twitter

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📚 Histórico: Confronto nunca aconteceu
🆚 Último confronto: N/A
🎰 Linha de Vegas: 3,5 – Memphis

Raro exemplo de um bowl game que mudou de cidade-sede em sua história, o Liberty Bowl foi criado em 1959 com sede na Filadélfia e não se mudaria para a sede atual (Memphis) até 1965, quando o evento passou a ser jogado no Liberty Bowl Memorial Stadium. Desde 2014, o bowl escolhe a quarta melhor equipe da Big 12 contra uma equipe da SEC (independentemente do ranking dentro da conferência), porém este ano contará com Memphis, uma vez que faltaram times da SEC para preencher todos suas vagas (ter dois times no College Football Playoff e outro num Bowl de Ano Novo deu uma mexida nas coisas). Será a primeira vez na história que o time da casa jogará este bowl game!

🛤A estrada até Memphis

Iowa State parece enfim ter deixado para trás os tempos de mediocridade – mérito do head coach Matt Campbell. Apesar da derrota no ¡El Assico! contra Iowa na Semana 2, a equipe mostrou que poderia bater de frente contra times teoricamente melhores e deu a prova definitiva disso vencendo Oklahoma e TCU, equipes que estavam no top 5 à época de seus jogos contra os Cyclones. Dentro da Big XII mesmo, as quatro derrotas vieram por dez pontos ou menos – ou seja, este é um time que, com um pouco mais de sorte, talvez tivesse chegado até mesmo às dez vitórias.

Memphis, por outro lado, foi uma das melhores equipes do Group of Five este ano – e estar ranqueada em #20 ao fim da temporada regular é uma mostra disso. O grande destaque do começo da temporada foi a vitória sobre UCLA antes de entrar na competição dentro da American: os Tigers venceram sete das oito partidas intraconferência, perdendo apenas para UCF e garantindo o primeiro lugar da Divisão Oeste e vaga na final contra… UCF. O segundo confronto entrou para a lista dos melhores jogos do ano, contando com duas prorrogações até que os Knights se sagraram campeões. Ou seja, os Tigers foram 0-2 contra a equipe da Florida e 10-0 contra o restante de seus adversários.

Iowa State tem no linebackers/quarterback Joel Lanning um dos jogadores mais versáteis desta temporada.

Quando Iowa State tiver a bola

O ataque de Iowa State opera de maneira diferente da qual geralmente vemos, uma vez que houve uma certa rotação de quarterbacks – ao total, cinco jogadores já estiveram under center na temporada. Só que no final das contas, quem está lançando não importa tanto assim quanto se tem um grupo de wide receivers talentosos e altos como os Cyclones têm: Hakeem Butler (1,98 m – 586 jardas e seis touchdowns em 36 recepções), Allen Lazard (1,96 m – 799 jardas e nove touchdowns em 61 recepções) e Matthew Eaton (1,93 m – 208 jardas e quatro touchdowns em 21 recepções). Esses nomes são os principais motivos pelos quais a equipe é bastante eficiente na red zone, tendo conquistado 16 touchdowns aéreos em tais situações. Além disso, é possível citar o running back David Montgomery, que já ultrapassou as 1000 jardas em 2017 e será essencial para deixar a defesa adversária em alerta ao play-action.

Mas talvez nem seja preciso um running back de impacto, uma vez que a defesa de Memphis é seu grande calcanhar de Aquiles – e isso sendo gentil, já que em um dia MUITO BOM o melhor que se pode dizer a respeito da unidade é que ela é ruim, simples assim. O único ponto positivo é que trata-se de uma defesa que consegue facilmente forçar turnovers (já foram 30 na temporada), o que nos leva a única expectativa mínima de “surpresa” quando Iowa State estiver com a bola: os Cyclones são a única equipe na história do college a terminar a temporada regular sem sofrer um fumble sequer e os Tigers certamente tentarão manchar essa “temporada perfeita”.

Quando Memphis tiver a bola

Quem já assistiu algum jogo de Memphis na era Justin Fuente deve saber muito bem o que esperar do ataque – mesmo que o head coach agora seja Mike Norvell e o quarterback seja Riley Ferguson e não Paxton Lynch. A unidade joga de maneira rápida, porém extremamente eficiente, contando com playmakers capazes de lotar os placares (até então, a equipe está com média superior a 47 pontos por jogo). Ferguson está beirando as 4000 jardas (uma média de 9,0 por passe), com 36 touchdowns – maior parte deles, 17, para Anthony Miller. Os dois formam um dos duos QB-WR mais eficientes e em sintonia de todo o college football – falo com tranquilidade.

Apesar disso, não se trata de um ataque unidimensional, uma vez que os running backs também conseguem brilhar: Darrel Henderson, por exemplo, correu para 1154 jardas e nove touchdowns no ano, com a absurda média de 8,9 jardas por carregada (segunda maior da FBS) e além dele há também Patrick Taylor Jr, que lidera a equipe com 13 touchdowns por terra.

Por Iowa State, a defesa também não é o ponto forte, mas temos algumas amostras de como foi o desempenho da equipe enfrentando ataques similares durante a temporada, projetando mais ou menos o que esperar no jogo contra os Tigers. Nos jogos contra Oklahoma (vitória por 38-31) e Oklahoma State (derrota por 42-49), a equipe cedeu 515 e 522 jardas, respectivamente. Não foi uma exibição primorosa, claro, mas de alguma forma o time conseguiu se manter competitivo durante essas partidas e embora grande parte do mérito seja do próprio ataque, devemos frisar que a unidade cedeu média de apenas 5,4 jardas por recepção em 2017, limitando especialmente big plays. O grande nome dessa defesa é, sem dúvida nenhuma, o linebacker Joel Lanning, com 110 tackles (10 para perda de jardas) e cinco sacks – isso à parte de seus eventuais snaps como quarterback, em que já acumulou 115 jardas e um touchdown por terra, além de 3/4 passes e outro touchdown lançando a bola.

🔜 Draftáveis

Dois dos nomes que certamente serão chamados no próximo draft são justamente Riley Ferguson e Anthony Miller. Ferguson tem o tamanho (1,93 m, 95 kg) e o braço forte que os olheiros da NFL gostam de ver, mas é relativamente inexperiente (apenas dois anos como titular) e acaba caindo no mesmo estigma de todo quarterback do Group of Five: o nível da competição enfrentada. Além disso, atua num esquema ofensivo que de certa forma não o prepara devidamente para o jogo profissional, mas pode se tornar um jogador de domingo se cair numa equipe disposta a desenvolver seu talento. Miller, por outro lado, é um dos queridinhos desta classe e não deve passar do segundo dia sem ter seu nome chamado, uma vez que trata-se de um recebedor bastante “polido” com bom desenvolvimento em rotas e mãos capazes de recepcionar qualquer tipo de bola em qualquer lugar do campo.

Podemos citar também o próprio Lanning, que fez a transição de quarterback a linebacker em 2017 para ajudar o time mas talvez tenha ajudado mais ainda a si mesmo: apesar da relativa inexperiência, se mostrou um jogador bastante instintivo e físico na posição, com tamanho bom para o nível profissional. Possivelmente seja undrafted free agent, mas numa equipe com depth e tempo para se desenvolver, pode ter uma carreira na NFL.

🔮Previsão

Bassi Henrique João Vitor Kelvin Matheus Nick Vitor Weinny

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