Preview: Las Vegas Bowl – #25 Boise State vs. Oregon

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O último confronto entre Oregon e Boise State, em 2009, marcou a estreia de Chip Kelly como head coach e foi um jogo que terminou com altas emoções – e um soco de LeGarrette Blount, então running back de Oregon, em Byron Hout, defensive end de Boise State. O que esperar do confronto de 2017, que terá como palco a Cidade do Pecado?

📝 O que? Las Vegas Bowl – #25 Boise State Broncos (10-3) vs. Oregon Ducks (7-5)
🕛 Quando?
Sábado, 16 de dezembro, às 18h30 (horário brasileiro de verão)
🌎 Onde? 
Sam Boyd Stadium – Las Vegas, Nevada
📺 Como assistir? WatchESPN

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📚 Histórico: BSU lidera a série por 2-0
🆚 Último confronto:
Boise State 19, Oregon 8 (2009)
🎰 Linha de Vegas: 7,5 – Oregon

O Las Vegas Bowl nasceu em 1992 como substituto do California Bowl, tomando para si o tie-in deste à época e colocando frente a frente os campeões da MAC e da Big West. Embora não tenha tanta expressão como outros jogos mais tradicionais, este bowl game já foi cenário de um jogo histórico: em 1995, a NCAA resolveu colocar em teste uma regra de overtime na pós-temporada para avaliar se era viável usá-la na temporada regular, e o Las Vegas Bowl daquele ano se tornou o primeiro jogo da história da FBS a ir para prorrogação – Toledo derrotou Nevada por 40 a 37. Na temporada seguinte, essa regra passou a ser utilizada e, desde então, não tivemos mais jogos terminados em empate no college football. Dentre os jogos mais recentes, podemos destacar a reedição da Guerra Santa, rivalidade entre BYU e Utah, em 2015 e o confronto do ano passado entre San Diego State e Houston, duas das melhores equipes do Group of Five na temporada.

🛤 A estrada até Las Vegas

Acostumada a derrubar equipes do Power Five, Boise State teve uma temporada um pouco diferente: foram duas derrotas nos dois confrontos contra times das conferências mais fortes, incluindo a ENTREGADA para Washington State na Semana 2. Dentro da Mountain West, entretanto, o time dominou: a única derrota veio na última rodada da temporada regular para Fresno State, a qual vingaria uma semana depois conquistando o título da conferência jogando em casa.

Sob nova direção, Oregon teve uma temporada de altos e baixos, incluindo alguns atropelamentos quando um jogador chave (veja abaixo) não esteve em campo. Nas duas últimas partidas, entretanto, os Ducks se mostraram renovados e derrotaram Arizona e Oregon State por um placar combinado de 117 a 38. Porém a saída de Willie Taggart após apenas uma temporada para assumir o programa de Florida State foi a maior derrota do ano – o então coordenador ofensivo Mario Cristobal assumiu como seu substituto definitivo e já treinará a equipe no Las Vegas Bowl.

Justin Herbert, quarterback de Oregon

Quando Boise State tiver a bola

Boise State tem um ataque bastante disciplinado, que não entrega a bola para o adversário e consegue capitalizar em situações até mesmo desfavoráveis. O problema é que os dois maiores responsáveis por touchdowns do time estão sofrendo com lesões e têm status questionável para a partida deste sábado: o running back Alexander Mattison e o tight end Jake Roh. É difícil imaginar que sem tais apoios o quarterback Brett Rypien consiga carregar o ataque sozinho (apesar de ter tido uma temporada bastante eficiente com 2515 jardas e 14 touchdowns), apesar da presença do playmaker Cedrick Wilson – extremamente importante na final da MWC com 148 jardas -, uma vez que o ataque pode se tornar muito unidimensional e facilmente decifrável.

A chegada de Jim Leavitt – ex-coordenador defensivo de Colorado –  em Eugene mudou instantaneamente a qualidade da defesa dos Ducks e, embora a unidade não seja o maior destaque do time, conta com nomes como Troy Dye, linebacker que já acumula na temporada 103 tackles (14 para perda de jardas), quatro sacks e uma interceptação. Dye e companhia podem fazer estrago contra a instável linha ofensiva de Boise State, que conta com um segundo-anista e dois calouros, incluindo o left tackle.

Quando Oregon tiver a bola

Oregon também conta com um grande running back que não vai estar em campo: Royce Freeman, que escolheu ficar no banco para se poupar para o Draft da NFL. De qualquer forma, o maior destaque da temporada dos Ducks tem sido o quarterback Justin Herbert. Nos sete jogos em que ele esteve under center, Oregon ficou 6-1 e suas stats foram bastante positivas: 1750 jardas, completando 2/3 dos passes para 13 touchdowns e apenas três interceptações. Se não tivesse sido a lesão que sofreu na clavícula, possivelmente teria se consolidado como melhor quarterback de toda a Pac-12, ajudando Oregon a ter uma temporada melhor.

De qualquer forma, Boise State também tem um playmaker defensivo capaz de conter os avanços dos Ducks: o linebacker Leighton Vander Esch, nomeado Jogador Defensivo do Ano na Mountain West após uma performance excelente (foram 129 tackles – 16 destes só na final da conferência -, três sacks e três interceptações). A defesa como um todo merece destaque em um aspecto que, como sabemos, é essencial para o resultado de um jogo, a “batalha dos turnovers“. A unidade já roubou a bola dos adversários 26 vezes e, não coincidentemente, o time tem resultados melhores quando isso acontece, já que BSU não forçou turnovers em apenas três partidas do ano e duas delas foram derrotas.

Leighton Vander Esch, linebacker de Boise State

🔜 Draftáveis

Por Oregon, podemos citar Tyrell Crosby e Arrion Springs. O primeiro, discutivelmente o melhor offensive tackle do país, não cedeu nenhum sack ou hit o ano todo e só sofreu três pressões, além de ser excelente na corrida. Provavelmente um dos melhores prospects all-around, se conseguir transicionar bem pode ser um daqueles jogadores que se torna titular na NFL desde seu primeiro dia na liga. Springs é um dos melhores cornerbacks da Pac-12, dificilmente cedendo passes e atuando muito bem na cobertura homem a homem, além de saber se virar bem no apoio contra a corrida. Apesar de nos últimos três anos não ter demonstrado tanta consistência, o seu ponto principal são as suas habilidades físicas – afinal de contas, sabemos que os olheiros da NFL se derretem por um cornerback alto.

Do lado de Boise State, Jabril Frazier é o maior destaque, sendo um excelente prospect em todos os aspectos como edge rusher: é seguro contra a corrida e pressiona muito bem contra o passe. Um dos pontos principais é que ele só tem um tackle perdido durante toda a temporada e, embora tenha facilidade para jogar em pé, poderia facilmente jogar como RDE. Cedrick Wilson também merece uma menção aqui: jogador muito explosivo, consegue criar boas separações durante as rotas e tem sido um alvo muito seguro durante os últimos dois anos, especialmente por sempre conseguir recepções longas e normalmente ganhar nas bolas 50-50.

🔮 Previsão

Bassi Henrique João Vitor Kelvin Matheus Nick Vitor Weinny
               

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