Preview: Holiday Bowl – #16 Michigan State vs. #18 Washington State

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Seguimos nossa cobertura desta bowl season com aquele evento que pode ser chamado de Rose Bowl Genérico – queira ou não, é difícil ficar sem listar semelhanças entre o Holiday Bowl e aquele bowl de Pasadena que, historicamente, bota uma equipe da Pac-12 contra um adversário da Big Ten em pleno sul da Califórnia, não é? É lógico que as duas equipes que irão se enfrentar nesta partida começaram a temporada almejando o Avô de Todos Eles, mas o Holiday Bowl não deixa de ser um dos bowls independentes mais antigos dos Estados Unidos e já possui uma longa história para chamar de sua. Quer cenário melhor mais legal de renovar um confronto que não acontece há 40 anos do que San Diego?

📝 O que? San Diego County Credit Union Holiday Bowl – #16 Michigan State Spartans (9-3) vs. #18 Washington State Cougars (9-3)
🕛 Quando? Madrugada de quinta (27) para sexta-feira (28 de dezembro), à meia-noite (horário brasileiro de verão) 
🌎 Onde? SDCCU Stadium – San Diego, Califórnia
📺 Como assistir? Fique de olho em nosso Twitter

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📚 Histórico: Michigan State lidera a série com 5 vitórias e 2 derrotas
🆚 Último confronto: Washington State 23, Michigan State 21 (1977)
🎰 Linha de Vegas: 1 – Washington State

Indo para a sua 40ª edição neste ano, o Holiday Bowl foi fundado em 1978 para dar à defunta Western Athletic Conference (WAC) uma vaga automática para a bowl season após a conferência perder sua tie-in com o Fiesta Bowl no Arizona – na época, o campeão de conferência ganhou o direito de jogar em San Diego. Tal parceria com a WAC durou até 1997, quando a Pac-12 passou a ter vaga automática para o Holiday Bowl juntamente com a Big 12. As duas conferências se enfrentaram no – até então – estádio do San Diego Chargers até 2014, quando a vaga da Big 12 passou para a Big Ten. Esta é a primeira participação de Michigan State no Holiday Bowl, e a quarta de Washington State; os Cougars venceram uma partida e perderam duas, incluindo a última do evento (derrota para Minnesota por 17 a 12 em 2016).

🛤 A estrada até San Diego

Esta temporada de Michigan State foi marcada pela contribuição de um conhecido elemento da natureza: a chuva. As duas vitórias mais emblemáticas dos Spartans em 2017 contaram com a presença daquele que tornou-se o 12º jogador do time alviverde. Contra o arquirrival Michigan Wolverines, a chuva que se aproximou de Ann Arbor no segundo tempo deixou o ataque do time da casa inoperante e proporcionou a upset dos visitantes; já contra Penn State, em East Lansing, os Spartans perdiam por 14 a 7 antes de uma tempestade paralisar o jogo por mais de três horas. Depois da pausa, Michigan State conseguiu a virada e venceu por 27 a 24. No entanto, derrotas para Northwestern e Ohio State dentro da conferência – em tempo bom, diga-se de passagem – tiraram a equipe da briga pelo título da Big Ten.

Washington State, por sua vez, foi fundamental para criar todo o caos que deixou a Pac-12 fora da disputa por uma vaga no College Football Playoff. Os Cougars começaram a temporada de forma arrasadora, vencendo os seis primeiros jogos com uma virada arrasadora contra Boise State e outro drama contra USC; no entanto, a história de Cinderela de Wazzu acabou com derrotas acachapantes para Cal (37-3) e Arizona (58-37). O time ainda deu um sopro de esperança dentro da divisão norte da conferência ao vencer Stanford em casa, mas outra derrota humilhante – dessa vez no clássico contra Washington na Apple Cup por 41 a 14 – acabou de vez com as chances da equipe de chegar à final da Pac-12.

Brian Lewerke foi bem em seu segundo ano como quarterback em East Lansing.

Quando Michigan State tiver a bola

Uma das razões para Michigan State ter chegado tão longe na temporada (mesmo sem que a mídia especializada acreditasse muito neste time) sem dúvida é, pasmem os senhores, o jogo aéreo. Sim, o quarterback Brian Lewerke está em ótima fase desde os últimos jogos da temporada regular e tornou o passe – ao contrário das tradições da equipe comandada por Mark Dantonio desde 2007 – o principal meio de movimentação do ataque em comparação ao jogo corrido. Embora a equipe ocupe o 106º lugar entre as equipes da FBS no ranking ofensivo overall do S&P+ de Bill Connelly (SB Nation), o time sobre para o 18º quando só o jogo aéreo é levado em conta. Lewerke às vezes força mais o passe que o necessário (o jogo contra Maryland na Semana 13 é um bom exemplo disso), mas tem mostrado ser uma dupla ameaça tanto passando a bola como em jogadas de scramble. Além de Lewerke, outra ameaças terrestre de Michigan State são os running backs Madre London (baita nome e muito importante para a vitória sobre Michigan em Ann Arbor) e LJ Scott, líder da equipe em jardas (788) e touchdowns (6) terrestres. Juntos com Lewerke, esses dois foram fundamentais para tornarem o ataque dos Spartans menos previsível e bem mais eficiente em 2017.

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No outro lado da bola, a defesa de Washington State contrariou o senso comum nesta temporada e apresentou um desempenho surpreendentemente bom. A unidade está no 23º lugar do ranking S&P+ defensivo, subindo para o oitavo quando considera-se a defesa contra o jogo aéreo, que é comandada por playmakers como o safety Jalen Thompson, o defensive back Robert Taylor, linebacker Jahad Woods e o defensive end Hercules Mata’afa, estrela da equipe com 21, 5 tackles for loss e 9.5 sacks nesta temporada.  Os dois últimos devem ser muito importantes para conter o jogo corrido de London, Scott e Lewerke, enquanto os dois primeiros devem ajudar a segurar os passes mais longos de Lewerke com interceptações.

Quando Washington State tiver a bola

Curiosamente, logo na melhor temporada de Washington State em décadas, o ataque da equipe – principalmente no setor aéreo – tirou um pouco o pé do acelerador. Conhecido por implementar em Pullman uma versão de alta octanagem da air-raid offense, o treinador Mike Leach resolveu não abusar tanto do forte braço do quarterback Luke Falk nesta temporada e deu mais espaço para o jogo corrido, com o surgimento de uma boa dupla de running backs em James Williams e Jamal Morrow. Os dois conseguiram 903 jardas terrestres e cinco touchdowns além de outras oito anotações recebendo passes. Sim, Falk continua sendo a principal estrela do time,  mas o fato dele ter um elenco bem melhor ao seu redor em 2017 e não precisar brilhar sozinho em todas as partidas tornou Wazzu bem mais dinâmica no ataque.

Mas é bom que Wazzu fique com um pé atrás nessa partida, especialmente contra um adversário do calibre de Michigan State: os Spartans terminaram mais uma temporada tendo uma das melhores defesas do college football, algo que aparece nos rankings S&P+; MSU ocupa a sétima posição no S&P+ defensivo, e a quarta quando apenas a defesa terrestre é considerada. Podemos esperar que o Sparty anule (ou pelo menos reduza bastante a presença) os corredores dos Cougars e tente forçar erros por parte de Luke Falk – quarterback que, apesar de ter mostrado uma eficiência rara de ver nos gridirons universitários, mostrou ser passível de falhas quando está sob pressão e atrás no placar.

O quarterback Luke Falk, de Washington State.

🔜 Draftáveis

Em uma classe sem tantos talentos que chamem a atenção do lado de Michigan State, podemos citar dois seniors que devem ser chamados por times da NFL ano que vem: o outside linebacker e capitão do time Chris Frey e o center Brian Allen. Frey se destacou como um dos poucos jogadores defensivos que apareceram bem na péssima temporada da equipe em 2016 (e seguiu jogando bem este ano), enquanto Brian Allen vem de uma honrosa carreira pelos Spartans, que começou com uma nomeação ao time Freshman All-American e All-Big Ten e vai terminando sendo um pilar da linha ofensiva do time. Os dois devem conseguir escolhas no último dia do Draft.

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Já por Washington State, o nome a ser lembrado vem atraindo os olhares dos scouts há muito tempo: o senior Luke Falk, estatisticamente o maior quarterback da história da Pac-12 em jardas aéreas, tem tamanho, braço e trabalho de pés ideais para um pocket passer que pode fazer sucesso na NFL. Sua tomada de decisões às vezes tem sido alvo de questionamentos pela mídia especializada, mas ainda assim ele é um dos melhores signal callers da próxima classe; Falk tem um teto alto e pode acabar sendo escolhido antes mesmo da segunda rodada. Além dele, os Cougars têm nos já mencionados Jamal Morrow (redshirt senior) Hercules Mata’afa (junior) seus principais talentos para o Draft da NFL ano que vem.

🔮 Previsão

Bassi Henrique João Vitor Kelvin Matheus Nick Vitor Weinny

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