Preview: Hawai’i Bowl: Fresno State vs. Houston

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HULA HULA DE LÁ, QUEBRA QUEBRA DAQUI… É O BOWL NO HAWAII!

De um lado está Fresno State, que depois de três meses você viu o resultado. Do outro temos Houston, que nasceu torto e não se endireitou na temporada. Não, esse não é um jogo patrocinado pelo É o Tchan. Esse é o Hawaii Bowl 2017.

📝 O que? Hawai’i Bowl – Fresno State Bulldogs (9-4) vs. Houston Cougars (7-4)
🕛 Quando?
Domingo, 24 de dezembro, às 23h30 (horário de Brasília)  
🌎 Onde? 
Aloha Stadium – Honolulu, Havaí
📺 Como assistir? ESPN+

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📚 Histórico: Primeiro confronto entre as equipes na história
🆚 Último confronto:

🎰 Linha de Vegas: 1,5 – Houston

Nascido em 2002, o Hawai’i Bowl tem o costume de trazer ao espectador interessantes duelos na véspera do Natal. Tradicionalmente disputada pela universidade local (que já tem uma vaga automática caso chegue à marca das seis vitórias), o duelo não contará com os Rainbow Warriors em 2017, já que não conseguiram a elegibilidade após mais um fraquíssimo ano. Desde que o bowl foi criado, é a oitava vez que o programa não disputará a pós-temporada. A partir de 2014, seus tie-ins passaram a envolver a Mountain West e a American, além da anfitriã.

🛤 A estrada até Honolulu

Tanto seus antecedentes quanto a trajetória dos dois times nessa temporada divergem aqui. Desde que Derek Carr saiu lá da Califórnia, Fresno State não conseguiu ter bons desempenhos e seu retrospecto piorava a cada ano, culminando em um 1-11 em 2016, o pior da história do programa. Foi então que Jeff Tedford chegou com um staff completamente novo e, surpreendentemente, garantiu a divisão Leste e foi à final da Mountain West. Ninguém esperava um impacto tão imediato, ainda mais com um calendário que incluía Alabama, Washington, San Diego State, Boise State, Wyoming…Os Broncos, inclusive, suaram a camisa para finalmente derrotar a equipe de Tedford lá em Idaho, já que uma semana antes os Bulldogs saíram-se vencedores.

Já Houston vinha de uma de suas melhores épocas com Tom Herman. Sob seu comando, os Cougars não chegavam tão longe (venceram o Peach Bowl no ano retrasado) desde o final da década de 70. Porém a saída do treinador para Texas foi um baque. Major Applewhite, o antigo coordenador ofensivo, foi efetivado no cargo-chefe. A estreia contra UTSA foi cancelada devido ao furacão Harvey, o que não atrapalhou em nada a performance na segunda semana, quando derrotou a favorita Arizona. Mais tarde, outro upset contra a então #17 South Florida. No entanto, nos duelos mais importantes, a equipe de Applewhite não conseguiu se sobressair. Houston acabou caindo para Texas Tech, naquele que poderia ser o espetáculo que tantos queriam ver para utilizar como prova de que Houston poderia ir para a Big 12. Além disso, derrotas para adversários diretos da AAC eliminariam qualquer esperança do time em ir à final da conferência.

Quando Fresno State tiver a bola

Apesar de não ser tão potente (os 23,4 pontos por jogo são uma das 30 piores marcas do país), o ataque de Fresno State foi extremamente disciplinado durante essa temporada. A incrível média de menos de um turnover por jogo fez com que um setor pouco inspirado tecnica e taticamente pudesse ganhar jogos sem precisar fazer loucuras ofensivas. Outro grande ponto para o sucesso do trabalho de Kalen DeBoer foi sua linha ofensiva que cedeu apenas nove sacks na temporada, facilitando o trabalho do mediano quarterback Marcus McMaryion. Destaque para o guard Netane Muti, First Team da MWC pela Pro Football Focus.

O problema é que Fresno State enfrentará uma unidade que possui ninguém menos que Ed Oliver. Mesmo que seja apenas um segundo-anista, Oliver já está sendo comparado a diversos outros DLs dominantes na NFL como Haloti Ngata e Ndamukong Suh. Mas engana-se quem pensa que a defesa é composta apenas por ele: outros quatro jogadores também já derrubaram adversários atrás da linha ao menos cinco vezes na temporada, limitando seus oponentes a menos de 4 jardas por corrida. Isso daqui pode se tornar um duelo interressante, já que o ataque dos Bulldogs mostrou consistência e variedade notáveis em seu backfield, dividindo bem as carregadas entre seus três principais running backs.

Quando Houston tiver a bola

Houston passou por maus bocados na posição de quarterback. O tão aguardado Kyle Allen, vindo de Texas A&M, não vingou e seu reserva e xará Kyle Postma também não foi bem. Sobrou para D’Eriq King que, surpreendentemente, foi a salvação da temporada para os Cougars. King começou os últimos quatro jogos e completou 70% dos passes com apenas uma interceptação. Espere um caos ainda maior nessa unidade a curto prazo já que o grande mentor desses jogadores, o coordenador ofensivo Brian Johnson, foi para Florida. Com o jogo corrido não entrando, o time de Major Applewhite se tornou extremamente vulnerável em situações óbvias de passe. E esse pode ser o fator chave para ambas as equipes nesse confronto.

Mesmo com o ataque demonstrando ser muito consistente, o ponto forte de Fresno State certamente é seu setor defensivo. A maior razão dessa reviravolta na trajetória da equipe deve ser creditada a Orlondo Steinauer. Os Bulldogs saltaram de 94º para 12º defensivamente, cedendo quase a metade de pontos por jogo se comparado com o ano passado. Preste muita atenção nesse front sevenRobert Stanley, Tobenna Okeke, George Helmuth, Malik Forrester, Jeffrey Allison… São vários os nomes que, apesar de desconhecidos, fizeram barulho em 2017. Foram 26 sacks considerando apenas os jogos dentro da conferência. Será o melhor pass rush que King e os Cougars enfrentarão nessa temporada.

🔜 Draftáveis

Do lado de Fresno State, os nome para esse Draft são provenientes do bom desempenho de sua linha ofensiva. Aaron Mitchell é uma espécie de coringa e tem tamanho, agilidade e força para jogar em várias posições na unidade. Já Micah St. Andrew é um dos principais guards dessa classe no pass protection, mas tem o agravante de só ter jogado bem nessa temporada. Os dois devem ser UDFA.

Já em Houston, enquanto Ed Oliver não se torna elegível, o maior destaque da equipe nessa situação é o wide receiver Linell Bonner. Embora seus números tenham diminuído com relação ao ano passado, Bonner ainda foi o alvo mais utilizado da equipe em 2017: foram 73 recepções e quatro touchdowns nessa bagunça ofensiva que se transformou o time texano. Conhecido por ter uma das mãos mais confiáveis dessa classe (menor índice de drops da FBS), pode aparecer lá pelos mid-late rounds.

 🔮 Previsão

Bassi Henrique João Vitor Kelvin Matheus Nick Vitor Weinny

 

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