Preview: Frisco Bowl – Louisiana Tech vs. SMU

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Na edição inaugural do Frisco Bowl (que leva o nome da cidade-sede do evento, localizada na região metropolitana de Dallas-Fort Worth), nada mais justo que convidar uma equipe da região a participar, certo? Esta parece ser uma ótima oportunidade de SMU – cujo campus é em Dallas – terminar a temporada perto de sua torcida e estrear Sonny Dykes como novo head coach (já que Chad Morris vai para Arkansas ano que vem).

Adivinha qual equipe Dykes irá enfrentar na sua estreia pelos Mustangs? Louisiana Tech, equipe que esteve sob seu comando entre 2010 e 2012! Agora, comandada por Skip Holtz (filho da lenda viva do college football Lou Holtz), Tech procura fechar um decepcionante 2017 de forma positiva.

📝 O que? DXL Frisco Bowl – Louisiana Tech Bulldogs (6-6) vs. SMU Mustangs (7-5)
🕛 Quando?
Quarta-feira, 20 de dezembro, às 23h (horário brasileiro de verão)
🌎 Onde? 
Toyota Stadium – Frisco, Texas
📺 Como assistir? WatchESPN

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📚 Histórico: Louisiana Tech lidera a série com 3 vitórias e 1 derrota
🆚 Último confronto:
Louisiana Tech 41, SMU 10 (2004)
🎰 Linha de Vegas: 5 – SMU

O Frisco Bowl nasceu daqueles raros casos (ou nem tanto) de bowl games que precisam mudar de cidade para sobreviver. A origem do evento vem do Miami Beach Bowl, criado pela American no Marlins Park de Miami, que teve sua primeira edição em 2014 – numa partida épica entre Memphis e BYU que terminou em 55 a 48 após dois overtimes e uma briga generalizada entre as duas equipes. No entanto, o público fraco das edições seguintes fez com que a American decidisse vender a administração do evento para a ESPN Events que, a partir deste ano, decidiu realocar o bowl para o Toyota Stadium de Frisco, atual casa do FC Dallas (MLS).

🛤 A estrada até Frisco

2017 foi um ano promissor para SMU – na medida do possível. A equipe que era treinada pelo treinador em ascensão Chad Morris nos proporcionou alguns dos jogos mais divertidos desta temporada: por exemplo, os Mustangs conseguiram arrancar um 56 a 36 contra TCU, vice-campeã da Big 12. No entanto, dentro da American, a equipe não conseguiu as vitórias importantes que necessitava para chegar à final de conferência; derrotas contra Houston, Memphis e UCF tiraram da equipe a chance de lutar por título inédito da AAC. Mesmo assim, o 7-5 já foi uma ligeira melhora comparado ao 5-7 de 2016.

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Por outro lado, Louisiana Tech teve um ano que deixou a desejar – exceto no campo de jogadas bizarras, como a que aconteceu no jogo dos Bulldogs contra Mississippi State. Para uma equipe que esperava brigar pelo título da C-USA, um mísero quarto lugar na divisão oeste da conferência (atrás de North Texas, Southern Miss e até mesmo UAB, programa que havia saído de um hiato de dois anos) parece pouco. Entretando, Tech venceu as duas partidas que jogou no Texas este ano (contra Rice e UTEP). Significa? É o vamos ver nesta terça.

Jarred Craft, running back de Louisiana Tech

Quando Louisiana Tech tiver a bola

Nesta temporada, o ataque de Louisiana Tech teve uma queda significativa de produção em relação ao ano anterior. De acordo com o ranking S&P+ feito por nosso amigo Bill Connelly do SB Nation, a eficiência ofensiva time caiu de 12ª posição da FBS em 2016 para a 56ª colocação em 2017; a perda de alguns dos principais playmakers da equipe durante a offseason – como quarterback Ryan Higgins e os wide receivers Carlos HendersonTrent Taylor – afetou bastante a unidade ofensiva dos Bulldogs. No entanto, isso não quer dizer que Tech não tenha potencial para jogadas explosivas: Jarred Craft, principal running back da equipe ano passado, contou com o valioso reforço de Boston Scott no backfield, providenciando uma alternativa providencial para quando o jogo aéreo do atual titular under center (J’Mar Smith, redshirt sophomore que só está em sua primeira temporada completa como starter) não funcionar.

A grande sorte de Louisiana Tech é que a defesa de SMU tem sido um vexame completo nesta temporada: os Mustangs ocupam a posição de número 121 no S&P+ defensivo, com um melancólico #127 no S&P+ defensivo em jogadas de corrida. Ainda assim, os Bulldogs devem ficar de olho em alguns talentos de SMU que podem reverter um cenário favorável para Tech; o principal deles é o defensive end Justin Lawler, que está entre entre os top 10 jogadores da FBS por sacks em 2017 (9,5). Lawler é a ameaça mais palpável à progressão do ataque aéreo dos Bulldogs, mas pode também atrapalhar o desempenho dos corredores.

Quando SMU  tiver a bola

Temos aqui um dos ataques mais dinâmicos do college football: a unidade ofensiva de SMU é a oitava melhor da FBS de acordo com o ranking S&P+. E essa estatística não vem do acaso: os Mustangs realmente têm um dos ataques mais explosivos da NCAA, mesmo considerando o nível das defesas adversárias. O jogo aéreo é, de longe, a principal arma do “Pony Express” versão 2017: o quarterback Ben Hicks vem mostrado nítida evolução na sua temporada de sophomore, conseguindo quatro passes para touchdown em três jogos seguidos neste ano. Claro que ter Courtland Sutton e Trey Quinn como principais alvos ajuda, não é? Juntos, os dois têm 2208 jardas recebidas e 24 touchdowns, formando a dupla de wide receivers mais dinâmica do futebol americano universitário.

Este corpo de recebedores é certamente o mais forte que Louisiana Tech enfrentou na temporada inteira. Ainda que a defesa dos Bulldogs não seja um desastre completo (está em 106º lugar no S&P+ para jogadas de passe), o desempenho medíocre da secundária da equipe contra as melhores equipes da C-USA nesta temporada faz com que a gente tenha ressalvas sobre a confiabilidade da unidade contra nomes do calibre de Sutton e Quinn.

Courtland Sutton, wide receiver de SMU

🔜 Draftáveis

No time de Louisiana Tech, temos dois prospects defensivos para ficar de olho: na secundária, o free safety Secdrick Cooper, senior que teve duas interceptações e um fumble recuperado no ano; já na linha defensiva, o defensive end Jaylor Ferguson (junior) foi o líder da equipe em sacks com seis em 2017, além de ser atualmente o terceiro na FBS em sacks na carreira com 26,5. Ambos foram selecionados para o time All-Conference USA e podem sair nas últimas rodadas do próximo Draft da NFL.

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Já por SMU, os Mustangs contam com dois prospects ofensivos de respeito – ambos recebedores: Courtland Sutton (junior) Trey Quinn (redshirt junior). Sutton vem cheio de hype para este Draft e provavelmente será escolhido na primeira rodada, talvez até no top 10. Quinn também vem ganhando interesse de alguns scouts da NFL, com desempenhos que chegam até a eclipsar os de Sutton nos últimos jogos – o RS junior certamente está entre os 15-20 melhores wide receivers da classe, se ele quiser declarar-se para 2018.

 🔮 Previsão

Bassi Henrique João Vitor Kelvin Matheus Nick Vitor Weinny
               

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