Preview: Final da American – #14 UCF vs #20 Memphis

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Assim como praticamente todas as finais das conferências maiores (Sorry, Pac-12!) este jogo é muito importante e decidirá o destino da campeã: sendo UCF e Memphis as ranqueadas mais altas do Group of Five no momento, é claro que a vaga em um dos Bowls de Ano Novo de prestígio (os New Year’s Six) será dada à vencedora dessa partida. Além disso, há um fator interessante a se considerar: o revanchismo de Memphis.

Tudo isso significa uma coisa: devemos ter um jogão!

Data e Horário: Sábado, 2 de dezembro, às 15h (horário de Brasília)
Onde: Spectrum Stadium – Orlando, Flórida
Confronto durante a temporada: UCF 40, Memphis 13
Linha de Vegas: 7, UCF

O que vale?

O advento do College Football Playoff e a “retomada” dos bowl games mais tradicionais veio com uma condição interessante: a equipe melhor ranqueada dentre as representantes das conferências menores (o chamado Group of Five) teria uma vaga automática num dos jogos mais importantes da pós-temporada. Na edição inaugural em 2014 foi Boise State, depois Houston e ano passado Western Michigan. Dessa vez, quem se sentará na mesa dos adultos será Memphis ou UCF – simples assim.

Além disso, podemos dizer que está em jogo para UCF uma temporada invicta: os Knights estão 11-0 neste momento e podem chegar a 12-0, marca inversa do 0-12 que tiveram apenas dois anos atrás – evidência forte do ótimo trabalho que Scott Frost vem fazendo em Orlando e explicação fácil do porquê Nebraska, sua alma mater, está muito interessada em contratá-lo como novo head coach.

Quando Memphis tem a bola

Claro que quando se fala em “Memphis” e “quarterback“, o primeiro nome que vem à cabeça é Paxton Lynch, mas o atual signal caller Riley Ferguson tem feito uma ótima temporada: já são 32 touchdowns e 3500 jardas em 2017! Claro que parte disso se deve ao esquema ofensivo do head coach Mike Norvell – outro candidato a vários cargos vacantes – e também ao elenco de apoio, cujo destaque é Anthony Miller, um dos melhores wide receivers dos quais ninguém está falando nesta temporada.

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A defesa de UCF, embora seja boa para os padrões do Group of Five, teve um desempenho aquém do esperado na partida da semana passada contra South Florida, cedendo um caminhão de jardas para o quarterback Quinton Flowers. De qualquer forma, pelo menos no papel há talento suficiente na secundária para segurar Ferguson – como fizeram na partida de setembro, em que o interceptaram três vezes.

Quando UCF tem a bola

Memphis tem um quarterback subestimado e UCF também: McKenzie Milton, que vem num crescendo interessante nos últimos jogos. Aliás, em termos de números “brutos”1 UCF tem certamente um dos cinco melhores ataques da FBS, no qual os destaques são – além do próprio Milton com seus 69% de passes completos para 3300 jardas e 30 touchdowns – o recebedor Tre’Quan Smith, que já teve três jogos de pelo menos 100 jardas recebidas nesta temporada e o running back Adrian Killins Jr, que tem a incrível média de 7,1 jardas por carregada!

Do outro lado da bola, entretanto, as coisas não são muito empolgantes. Memphis, uma das equipes que estava querendo entrar para a Big XII, parece ter o estereótipo típico dos programas dessa conferência: ataques bons, defesas nem tanto. No fim das contas, a única certeza que temos é que o ataque de UCF brilhará, deixando esse jogo com basicamente duas possibilidades: um placar semelhante ao de setembro a favor de UCF ou um shootout emocionante daqueles que merecemos ver numa final de conferência e no qual o vencedor será basicamente a equipe que tiver a posse de bola nos segundos finais.

Draftáveis

Por UCF, o ataque é cheio de novatos ou segundo-anistas jogando em posições fundamentais, então não dá para prever ninguém como draftável. Na defesa, o grande destaque é o linebacker Shaquem Griffin, eleito o melhor jogador defensivo da AAC. O problema é que ele tem apenas uma mão, então provavelmente ele não apareça entre os queridinhos dos olheiros.

Do lado de Memphis, o ataque tem dois nomes interessantes para o próximo draft, o seguro e móvel quarterback Riley Ferguson e seu principal alvo, o wide receiver Anthony Miller. Defensivamente, quem deve ser escolhido é o free safety Jonathan Cook.

  1. Ou seja, sem o devido ajuste pela força da tabela e oponentes enfrentados – coisa que EU particularmente não gosto de usar por N motivos que já expliquei neste texto.
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