Preview: Cure Bowl – Western Kentucky vs. Georgia State

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Com ambas entrando na temporada de técnico novo, Western Kentucky e Georgia State tiveram seus momentos em 2017, mas não embalaram.  Agora, Hilltoppers e Panthers não veem no Cure Bowl apenas uma chance de terminar a temporada com mais de 50% de aproveitamento. Mais que isso, os dois se espelham nesse duelo como uma chance de afirmação para seus recém-contratados treinadores.

📝 O que? AutoNation Cure Bowl – Western Kentucky Hilltoppers (6-6) vs. Georgia State Panthers (6-5)
🕛 Quando? Sábado, 16 de dezembro, às 17h30 (horário brasileiro de verão)
🌎 Onde?  Camping World Stadium – Orlando, Flórida
📺 Como assistir? Fique de olho em nosso Twitter

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📚 Histórico: Western Kentucky lidera a série com 1 vitória
🆚 Último confronto: Georgia State 28, Western Kentucky 44 (2013)
🎰 Linha de Vegas: 6.5, Western Kentucky

O Cure Bowl é um dos caçulas da Bowl Season e terá em 2017 apenas sua terceira edição. O jogo realizado em Orlando pode não ter ainda um grande prestígio esportivo, mas certamente já pode ser considerado um dos bowls mais legais da pós-temporada. E o motivo é muito nobre, indo além do esporte: o Cure Bowl recebeu este nome para chamar atenção para a pesquisa e prevenção contra o câncer de mama. Os lucros da partida também são destinados para a causa.

🛤 A estrada até Orlando

O que era pra ser uma nova temporada de glórias para Western Kentucky com a chegada de Mike Sanford, se transformou em pura ilusão. Em outubro, os Hilltoppers conseguiram quatro vitórias importantes e ficaram muito perto de mais uma final da C-USA, a terceira consecutiva. Isso tudo viria por água abaixo após uma sequência de três derrotas seguidas. Tudo bem, o excelente técnico Jeff Brohm havia saído para Purdue, mas ainda assim o ataque liderado pelo experiente quarterback Mike White chegava cheio de expectativas. WKU só foi conquistar sua elegibilidade na penúltima semana num jogaço contra Middle Tennessee, com direito a três prorrogações.

O novíssimo programa de Georgia State recomeçava mais um capítulo em sua curta trajetória. Criada em 2010, a equipe chegou nessa temporada com o terceiro técnico, após a demissão de Trent Miles. Em seu lugar, entrava Shawn Elliott, que apareceu para o mundo com a conquista de três campeonatos da FCS com Appalachian State, em meados da década passada. Além do novo head coach, os diretores reformularam a antiga casa do Atlanta Braves (MLB) e reinauguraram com o nome de Georgia State Stadium. Elliott em seu primeiro ano já teve um impacto significativo: os Panthers conquistaram a vaga para um bowl pela segunda vez em sua história. Mas a surpreendente derrota para Idaho (que se despediu da FBS) no último dia 2 deu um gostinho de “quero mais” para os fãs.

Mike White, quarterback e líder do ataque de Western Kentucky.

 Quando Western Kentucky tiver a bola

Sem contar com várias peças do ano passado, o ataque de Western Kentucky sofreu uma notória recaída. Seu jogo terrestre não entrou de maneira alguma (2,1 jardas por tentativa) e o setor chefiado pelo coordenador ofensivo Junior Adams foi ficando cada vez mais unidimensional e dependente de Mike White. Mas o signal-caller conseguiu cobrir essas falhas com seu poderio aéreo que liderou a C-USA com 3.826 jardas, 24 touchdowns e apenas 7 interceptações. Algo extraordinário considerando a porosidade da sua linha ofensiva: foram 3,5 sacks cedidos por jogo.

A boa notícia para a equipe de Mike Sanford é que o pass rush de Georgia State também é pífio. Os Panthers tiveram bastante dificuldades para chegar no quarterback adversário – apenas 4,75% dos snaps defensivos resultaram em sack. A secundária também não inspira muta confiança (o safety Bryan Williams é a grande estrela, sendo um dos líderes da equipe em tackles e tendo a metade de interceptações de todo o setor). O ponto forte é seu front seven que, unido ao fraquíssimo desempenho por terra do adversário, não deve ter problemas. Mas dar tempo e espaço para White não é uma boa ideia se você quer vencer a partida.

Quando Georgia State tiver a bola

Talvez o fator de desequilíbrio do jogo esteja nas mãos do coordenador ofensivo Travis Trickett. O wide receiver Penny Hart é de longe o talento mais marcante desse duelo. Em apenas duas temporadas (teve uma lesão no pé no ano passado), o redshirt sophomore somou 145 recepções para mais de 2.200 jardas e 16 touchdowns. O problema é que Hart não vem tendo muita ajuda, já que o segundo jogador com mais recepções no time é o running back Glenn Smith. Para Georgia State ir bem nesse jogo, Hart tem que achar o caminho da end zone, coisa que não fez nos últimos três jogos.

O segredo para Western Kentucky é quebrar o conservadorismo do ataque de Georgia State. O quarterback Conner Manning (não, não tem parentesco com a “real” família Manning) vem sendo eficiente com seus 64,7% de passes completados, porém o plano de jogo dos Panthers é muito limitado. Então, se a defesa forçar Manning a sair do pocket, os Hilltoppers têm uma chance aqui, ainda mais contando com a melhor secundária da C-USA. Mas convenhamos que, com 0,8 sacks por partida em 2017, o pass rush também vai ser algo complicado pro lado de WKU.

O dono do ataque de Georgia State, o wide receiver Penny Hart

🔜 Draftáveis

Talento solitário nesse jogo em se tratando de draft, o quarterback Mike White fez uma carreira muito sólida em WKU. Desde que saiu de South Florida, em 2014, foram 61 touchdowns e 14 interceptações. Nesse ano, White também se transformou em uma ameaça terrestre, tendo anotado o mesmo número de corridas que havia feito nos dois anos anteriores somados. Foram ainda seis touchdowns por terra para o camisa 14 dos Hilltoppers. Só que, infelizmente, White nasceu na época errada. Vou mais além: ele se formou no ano errado. Rodeado por diversos talentos claramente melhores na mesma posição, o senior não deve ter muito espaço e provavelmente não irá sair antes da sexta rodada.

🔮 Previsão

Bassi Henrique João Vitor Kelvin Matheus Nick Vitor Weinny

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