Preview: Citrus Bowl – #14 Notre Dame vs. #17 LSU

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Depois de receber o Camping World Bowl, Orlando será palco de outro jogo desta pós-temporada: o Citrus Bowl entre Notre Dame e LSU, duas equipes que contam com jogos corridos dominantes mas chegam à partida em situações quase diametralmente opostas.

📝 O que? Citrus Bowl presented by Overton’s – #14 Notre Dame Fighting Irish (9-3) vs. #17 LSU Tigers (9-3)
🕛 Quando? Segunda-feira, 1º de dezembro, às 16h (horário brasileiro de verão)
🌎 Onde? Camping World Stadium – Orlando, Flórida
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📚 Histórico: Notre Dame lidera a série por 6-5
🆚 Último confronto: Notre Dame 31, LSU 28 (2014)
🎰 Linha de Vegas: 3,0 – LSU

Um dos bowls mais antigos fora dos New Year’s Six, o Citrus Bowl foi criado em 1947 e recebeu o vencedor da Ohio Valley Conference (OVC) enfrentando outras equipes do Sul dos EUA nos 20 primeiros anos do evento. Nas décadas seguintes, o Citrus Bowl teve tie-ins com a Mid-American Conference (MAC), a Southern Conference (SoCon) além da Atlantic Coast Conference (ACC) antes de estabelecer o contrato atual de colocar frente a frente uma equipe da Big Ten contra outra da SEC, vigente desde 1992. Atualmente, o Citrus Bowl fica com a escolha mais alta de cada conferência abaixo das escolhas feitas pelo College Football Playoff, mas como Wisconsin acabou parando no Orange Bowl, o Citrus teve a possibilidade de convidar Notre Dame – esta será a segunda edição consecutiva do bowl sem um time da Big Ten, já que ano passado Louisville (da ACC) foi convidada para enfrentar justamente LSU.

🛤 A estrada até Orlando

Depois do abismal 4-8 de 2016, Notre Dame começou a temporada com altas expectativas e permaneceu assim mesmo após a derrota apertada para Georgia na Semana 2 – a partir daí, foram sete vitórias consecutivas contra adversários até respeitáveis (incluindo USC, NC State e Michigan State) por um placar combinado de 304-130. Só que nas três últimas semanas da temporada, o time teve duas derrotas, sendo uma delas o atropelamento por 41-8 para Miami. Com três derrotas, os Fighting Irish não conseguiram vaga em um dos Bowls de Ano Novo (New Year’s Six), mas pelo menos jogará no dia 1º.

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Já LSU teve uma trajetória totalmente oposta: o time começou com duas derrotas em seus cinco primeiros jogos e após o upset para Troy muitos já pediam a cabeça do head coach Ed Orgeron (sim, em seu primeiro ano inteiro com a equipe). Mas depois disso as coisas melhoraram e os Tigers venceram seis dos últimos sete jogos – a única derrota foi para a toda-poderosa Alabama – e terminaram o ano como melhor equipe da SEC fora de um dos Bowls de Ano Novo (Bama e Georgia disputando o College Football Playoff, Auburn no Peach Bowl) e, portanto, representando a conferência no Citrus Bowl.

O backfield e a linha ofensiva foram as grandes forças de Notre Dame em 2017.

Quando Notre Dame tiver a bola

A notícia ruim é que o jogo aéreo da equipe está desfalcado, já que três dos principais alvos do quarterback Brandon Wimbush não jogarão: os suspensos Kevin Stepherson e Alize Mack e o lesionado Chase Claypool – eles foram, em conjunto, responsáveis por 44% das jardas e dos touchdowns aéreos do time ao longo da temporada. A notícia boa é que eles não farão tanta falta assim, por dois motivos: primeiro porque o melhor nome do ataque aéreo, Equanimeous St. Brown – de fato, O MELHOR NOME -, ainda jogará; e em segundo lugar porque os Fighting Irish são um time run-first.

O grande destaque do jogo terrestre é o running back Josh Adams com 1.386 jardas e nove touchdowns, seguido pelo próprio Wimbush, com 736 jardas e 14 touchdowns. Estamos falando de uma unidade que conquista 6,91 jardas (ajustadas) por carregada, terceira maior marca da FBS! Grande parte do sucesso vem, claro, pela forte linha ofensiva que a equipe tem, discutivelmente a melhor de toda a FBS e cujos destaques são o guard Quenton Nelson e o tackle Mike McGlinchey, do qual falaremos em mais detalhes na seção Draftáveis.

Para equilibrar um pouco as coisas, LSU também estará sem parte de sua defesa na partida: o grande paymaker Arden Key e os linebackers Corey Thompson e Donnie Alexander. Felizmente, para os Tigers, estes são jogadores mais acionados na defesa ao passe, permanecendo o interior do front seven praticamente intacto, incluindo Devin WhiteChristian Lacouture, que somam 190 tackles e 21 sacks. No geral, é uma defesa bastante física e rápida, assim como a de Miami que basicamente humilhou Notre Dame durante a temporada regular – ou seja, a vida de Wimbush e Adams não será nada fácil.

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Quando LSU tiver a bola

LSU também conta com uma boa linha ofensiva que ajuda um grande running back a brilhar – estamos falando de Derrius Guice, que, ao contrário do que se esperava, jogará  o seu bowl game. Ao longo do ano, ele já acumulou 1.153 jardas (média de 5,3 por carregada) e 11 touchdowns, formando com Darrel Williams (776 jardas e nove touchdowns) um grande one-two punch. Ou seja, quando o assunto é jogo corrido, as duas equipes estão praticamente num empate técnico – mas LSU tem no jogo aéreo um diferencial: o quarterback Danny Etling não é nenhum Baker Mayfield, mas desde a chegada do coordenador ofensivo Matt Canada, vimos sua performance melhorar: do ano passado pra cá, ele foi de 7,9 a 9,2 jardas por passe, de 11 a 14 touchdowns e de cinco a apenas duas interceptações. O chame de “game manager” se quiser, mas ele é uma dos heróis esquecidos dos Bayou Bengals e pode fazer a diferença na partida.

A favor de LSU também está o fato da defesa dos Irish, embora estatisticamente boa contra o jogo corrido, ter se mostrado muito inconstante na reta final da temporada, especialmente nos jogos contra Wake Forest, Miami e Navy – além de não ter apresentado resistência nenhuma a Bryce Love no jogo contra Stanford que, não por coincidência, a equipe perdeu. De qualquer forma, o linebacker Te’von Coney deve ser a principal arma de ND para deter os adversários por terra – já são 99 tackles no ano e com certeza ele ultrapassará os 100 no jogo -, enquanto o defensive tackle Jerry Tillery é a esperança da equipe para tentar desestruturar Etling no pass rush.

O maior destaque ofensivo de LSU é o running back Derrius Guice (5), mas o quarterback Danny Etling (16) tem melhorado seu desempenho.

🔜 Draftáveis

Quenton Nelson, offensive guard de Notre Dame, certamente será uma escolha de primeira rodada no próximo Draft da NFL. Ao longo de sua carreira em South Bend ele tem se mostrado eficiente tanto na proteção ao passe (cedeu apenas um sack e quatro pressões) quanto no auxílio ao jogo corrido – o site Pro Football Focus o avaliou com uma nota de 95,3 no run-blocking, maior dentre os guards desta classe e consideravelmente superior até mesmo ao segundo lugar da lista (Will Hernandez, de UTEP, com 87,5).

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Ao seu lado, outro first-rounder no left tackle Mike McGlinchey, que se mostrou ainda mais consistente ao longo dos últimos três anos, tendo cedido um total de cinco sacks e seis hits – sim, só isso em três anos! Ainda assim, sua melhor faceta também é no auxílio ao jogo corrido (sua nota na PFF é 95,9 no run-blocking, também líder desta classe). Ainda poderíamos citar aqui novamente o próprio Josh Adams, que deve se declarar para o Draft.

Por LSU, o maior destaque é mesmo Derrius Guice que, embora não tenha tido os números que acumulou em 2016, continuou se mostrando um corredor extremamente físico e praticamente pronto para a NFL. Uma estatística interessante a seu respeito é o fato de 1.636 das 2.983 jardas acumuladas durante sua carreira terem sido conquistadas após o primeiro contato, mostrando uma habilidade ímpar para se desvencilhar de tackles dos adversários.

🔮 Previsão

Bassi Henrique João Vitor Kelvin Matheus Nick Vitor Weinny
               

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