Preview: Cactus Bowl – Kansas State vs. UCLA

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Este é um confronto que promete mais pelos aspectos extracampo do que pela partida em si. Embora as temporadas de Wildcats e Bruins tenham deixado a desejar em 2017, a chance de ver a lenda viva Bill Snyder naquela que possa ser a última vez dele no comando de K-State já é um baita chamativo para este Cactus Bowl; do lado de UCLA, embora Josh Rosen deva ficar de fora da partida, vale ver como a equipe se sairá com Jedd Fisch como head coach interino após a demissão de Jim Mora mês passado – e a subsequente contratação de Chip Kelly (ex-treinador de Oregon) para o cargo.

📝 O que? Cactus Bowl – Kansas State Wildcats (7-5) vs. UCLA Bruins (6-6)
🕛 Quando? Entre os dias 26 e 27 de dezembro (terça e quarta-feira), meia-noite (horário brasileiro de verão) 
🌎 Onde? Chase Field – Phoenix, Arizona
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📚 Histórico: UCLA lidera por 2-1
🆚 Último confronto: UCLA 40, Kansas State 35 (Alamo Bowl, 2015)
🎰 Linha de Vegas: 6,5 – Kansas State

Talvez este seja um dos atuais bowl games que mais tenha mudado de nome durante sua história. Iniciado em 1989 como Copper Bowl (1989-96), o Cactus Bowl também já se chamou Insight.com Bowl (1997-2001), Insight Bowl (2002-11) e Buffalo Wild Wings Bowl (2012-13) antes de assumir a atual nomenclatura. O Cactus Bowl também passou por substanciais mudanças de localidade: o bowl já foi jogado em Tucson, casa do Arizona Wildcats (1989-99), e no Sun Devil Stadium de Arizona State (2006-15) antes de voltar para o Chase Field, que também foi sede do evento durante 2000-05.

🛤 A estrada até Phoenix

Foi uma temporada de altos e baixos – mais baixos que altos, para ser sincero – em Manhattan, a Little Apple do Kansas. K-State começou a temporada com um ataque explosivo, marcando 110 pontos nos dois primeiros jogos (contra uma equipe da FCS e outra da FBS que deveria estar na FCS, que fique bem claro), porém a promissora combinação do quarterback Jesse Ertz e do running back Alex Barnes começou a ruir a partir da derrota para Vanderbilt por 14 a 7 na Semana 3; a partir daí, tudo veio ladeira abaixo para os Wildcats: Ertz se machucou no jogo contra Texas e praticamente encerrou sua carreira no college football, enquanto K-State venceu apenas dois dos seis jogos seguintes. No entanto, a equipe terminou a temporada de forma positiva com vitórias sobre Oklahoma State e Iowa State para garantir a elegibilidade para a bowl season.

Já para UCLA, a temporada começou com um clássico instantâneo, ou o “Grávida de Taubaté Classic versão 2017” como gostamos de chamar: os Bruins reverteram uma desvantagem de 44 a 10 para 45 a 44 contra Texas A&M com um partidaço de Josh Rosen, mas esse acabou sendo o clímax da equipe este ano; derrotas para Memphis na Semana 3 e para Stanford (blowout, aliás) no jogo seguinte derrubaram as chances de UCLA ir longe  no cenário do Playoff e da Pac-12. Os Bruins seguiram alternando bons e maus momentos (como derrotas acachapantes contra Arizona, Utah e Washington) antes de demitirem Jim Mora após a derrota para USC e conseguirem a elegibilidade para pós-temporada vencendo Cal na semana seguinte, a última da temporada.

Alex Barnes, running back de Kansas State

Quando Kansas State tiver a bola

O ataque de K-State, que prometia ter uma das duplas ofensivas mais dinâmicas do college football, acabou passando longe de atingir seu potencial: como já foi mencionado, Jesse Ertz se machucou no meio da temporada (lesão no joelho) e os Wildcats tiveram que se virar com os reservas – atualmente, Skylar Thompson (#3 no depth chart) é o quarterback titular. Embora Thompson tenha certo potencial – oito touchdowns totais nas sete partidas em que esteve em campo, vencendo seis – e seja parecido com Ertz no quesito de também ser funcional no jogo corrido, ele ainda é freshman e pode cometer erros evitáveis em momentos cruciais da partida. O principal trunfo dos Wildcats continua sendo o running back Alex Barnes: com 702 jardas e seis touchdowns na temporada, Barnes deve carregar as esperanças de Kansas State por terra.

A defesa de UCLA é um desastre contra o jogo corrido: 91º lugar no S&P+ defensivo contra a corrida, contribuindo para um 120º defensivo no S&P+ considerando todas as equipes da FBS. Considerando que, além de Barnes, Kansas State conta com a experiência de Dalvin Warmack Justin Silmon no backfield, espera-se que os Bruins tenham sérias dificuldades para conter o ataque terrestre dos Wildcats. No jogo aéreo, a história é outra: se o front seven de UCLA conseguir pressionar Skylar Thompson (o que não será muito difícil), as chances de que Thompson forneça turnovers gratuitos para os Bruins é considerável, algo que pode ser capitalizado pelo ataque da equipe.

Quando UCLA tiver a bola

Aparentemente o grande mistério acabou: Josh Rosen, o estrelado quarterback  de UCLA, ficará de fora do Cactus Bowl por razões médicas. Quem assume a titularidade então é Devon Modster, que apareceu apenas quatro partidas na temporada e apenas em uma como starter (contra Utah), portanto o espaço amostral para analisá-lo é pequeno – ainda assim, o jogo contra Kansas State é uma boa oportunidade para ele ganhar experiência e se solidificar como titular a partir de 2018, já na era Kelly. No jogo corrido, a equipe teve uma notável evolução em relação a 2016, mas ainda está longe de atingir números bons: uma média de cerca de quatro jardas por carregada é pouco para um time que não contará com seu quarterback; a ligeiramente talentosa dupla de running backs composta por Bolu Olorunfunmi Soso Jamabo deve ser mais eficaz no jogo terrestre se os Bruins quiserem levar vantagem neste jogo.

A defesa de Kansas State é bem mediana, estatisticamente falando: 75º, de acordo com o ranking S&P+ criado por Bill Connelly, do SB Nation. No geral, a unidade teria sérias dificuldades para conter Rosen – mas como ele está fora desse jogo, o matchup será bem mais favorável para os Wildcats. O front seven é comandado pelo defensive end Reggie Walker e pelo tackle Will Geary, ambos candidatos ao prêmio Nagurski de melhor jogador defensivo do college football. Porém o destaque da defesa é mesmo a secundária, que conta com os bons cornerbacks DJ Reed Duke Shelley. Reed, aliás, não só conseguiu quatro interceptações este ano como também dois touchdowns em retornos de punt e kickoff, consolidando os special teams de K-State como um dos melhores da FBS.

Jordan Lasley, wide receiver de UCLA

🔜 Draftáveis

Com Josh Rosen fora do Cactus Bowl, as atenções se voltam para outros prospects que podem aparecer no Draft da NFL ano que vem. Do lado de UCLA,  o center Scott Quessenberry pode aparecer no fim da terceira rodada ou no começo da quarta. O inside linebacker Kenny Young também pode aparecer nas últimas rodadas em 2018.

Já por Kansas State, temos o safety Kendall Adams – um hard-hitter com bastante atleticismo – podendo aparecer na quarta rodada, além do wide receiver Byron Pringle e os já mencionados DJ Reed e Reggie Walker (ambos potenciais escolhas de sexta rodada).

🔮 Previsão

Bassi Henrique João Vitor Kelvin Matheus Nick Vitor Weinny

 

 

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