Preview: Armed Forces Bowl – Army vs. San Diego State

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Duas equipes que vêm de boas temporadas se encontram neste que pode ser um festival de jogo terrestre. Quem vencerá: o momento de Army, que vem de sua segunda vitória consecutiva contra a rival Navy, ou a motivação de San Diego State, que sabe que merecia um bowl game melhor?

📝 O que? Lockheed Martin Armed Forces Bowl – Army Black Knights (9-3) vs. San Diego State Aztecs (10-2)
🕛 Quando? Sábado, 23 de dezembro, às 18h30 (horário brasileiro de verão) 
🌎 Onde? Amon G. Carter Stadium  – Fort Worth, Texas
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📚 Histórico: SDSU lidera a série por 2-0
🆚 Último confronto: San Diego State 42, Army 7 (2012)
🎰 Linha de Vegas: 6,5 – SDSU

A empresa de seguros Armed Forces Insurance é a grande inspiração e patrocinadora primária deste bowl game, que conta inclusive com a entrega de uma premiação, o Great American Patriot Award, no intervalo. Ao contrário do que acontece na maioria dos casos, os tie-ins do Armed Forces Bowl são um tanto quanto bagunçados: de 2013 pra cá, a cada ano o jogo tem contrato com conferências diferentes e em 2017 o objetivo primário era colocar frente a frente Army (independente) e uma equipe da Big Ten, mas a boa campanha de San Diego State – que é da MWC – fez com que a equipe saltasse na frente. Vale destacar que o número de vitórias somadas pelas duas equipes é o segundo maior que este bowl game já viu – o recorde foi de 23 em 2003, no confronto entre TCU (11) e Boise State (12).

🛤 A estrada até Fort Worth

Jeff Monken parece enfim ter engrenado com Army. O único resultado realmente ruim de 2017 foi o (esperado) atropelamento perante Ohio State na Semana 3 (38 a 7), uma vez que as outras duas derrotas foram em jogos com placares muito apertados (21 a 7 para Tulane e 52 a 49 para North Texas). Só que o verdadeiro destaque do ano foi a vitória sobre Navy por 14 a 13 na Semana 15 – depois de perder o confronto por 14 anos (2002-15), esta foi a segunda vitória consecutiva dos Black Knights, feito que não acontecia desde 1995-96.

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San Diego State também teve outra boa temporada, com vitórias até mesmo sobre duas equipes da Pac-12 (Arizona State e Stanford) e um relativo domínio sobre a Mountain West Conference: as únicas derrotas dos Aztecs no ano vieram pelas mãos de Boise State e Fresno State, as finalistas da conferência. Grande parte desse desempenho se deveu a um running back que liderou a FBS em jardas terrestres e, mesmo assim, não foi sequer finalista da maior premiação dada à sua posição – um verdadeiro desrespeito com o atleta, assim como a colocação num bowl inferior como este também foi desrespeitosa com o programa.

Ahmad Bradshaw, o líder do option tão seguro de Army.

Quando Army tiver a bola

Para quem acompanha o college football, não é surpresa nenhuma que o ataque de Army opera numa triple option, pautada basicamente pelo jogo corrido e com pouquíssimos passes – a equipe foi literalmente a que menos passou a bola em 2017, apenas 61 vezes. O destaque obviamente é o quarterback Ahmad Bradshaw, que lidera a equipe com 1566 jardas e 12 touchdowns por terra, mas o ataque dos Black Knights realmente é um esforço coletivo, e alguns nomes que podem se sobressair são Darnell Woolfolk (725 jardas e 12 touchdowns), Kell Walker (592/6), Andy Davidson (546/4) e até mesmo Connor Slomka (181/4).

Mesmo tendo tido um bom tempo para se preparar para enfrentar o sistema “diferentão” de Army, a defesa de San Diego State talvez demore para pegar no tranco, uma vez que não é tão boa penetrando as linhas ofensivas adversárias – claro que em termos de pass rush, isso é indiferente, mas muitos tackles para perda de jardas seriam uma boa maneira de segurar o adversário do bowl game. De qualquer forma, trata-se de uma unidade que vem de bons desempenhos contra a corrida em esquemas tradicionais, tendo cedido uma média de apenas 4,12 jardas por corrida, 17ª melhor marca da FBS – foram apenas 184 jardas terrestres cedidas nos últimos quatro jogos da temporada!

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Quando San Diego State tiver a bola

Como dissemos acima, SDSU tem em Rashaad Penny o líder de jardas terrestres desta temporada – até agora, foram 2027 em 275 corridas (média de 7,5), conquistando 19 touchdowns. Neste que será o último jogo de sua carreira universitária, ele certamente vem com motivação extra por ter sido deixado de fora da lista de finalistas do Doak Walker Award. Vale citar que ele teve pelo menos 200 jardas em cada um dos seus últimos quatro jogos – a competente defesa de Army, por outro lado, cedeu 200+ jardas terrestres apenas cinco vezes nesta temporada, portanto este é um matchup interessante a ser observado.

Apesar de ser um ataque run first, o quarterback Christian Chapman tem se mostrado bastante competente como game manager e pode ser o diferencial na partida, especialmente se a defesa dos Black Knights conseguir segurar Penny.

Rashaad Penny, um dos melhores running backs da temporada 2017.

🔜 Draftáveis

O principal prospect em quem ficar de olho nessa partida é justamente Rashaad Penny. Numa classe cheia de destaques na posição de running back, é fácil não prestar atenção a um nome do Group of Five, mas Penny tem se mostrado um bom jogador mesmo quando ainda não era titular (como reserva de Donnel Pumphrey ano passado, ele teve mais de 1000 jardas!), impressionando todos que o analisam com sua agilidade, motor e elusividade, além de ser bastante versátil recebendo passes e fazendo retornos – o que só aumenta seu stock. Este é claramente um jogador com potencial para ser uma estrela na NFL.

Outro nome de SDSU que podemos citar é o defensive back Kameron Kelly que, embora seja um pouco inconsistente nos seus tackles, é um jogador bastante versátil (já jogou – e bem – tanto como safety quanto como cornerback) além de ser bastante instintivo.

Por Army, é difícil imaginar algum jogador sendo draftado, porém a linha ofensiva tem um destaque no tackle Brett Toth, que pode acabar parando na NFL de alguma maneira. Vale frisar, entretanto, que não é muito comum ver jogadores das academias de serviço se tornando profissionais.

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🔮 Previsão

Bassi Henrique João Vitor Kelvin Matheus Nick Vitor Weinny

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