Preview: Alamo Bowl – #13 Stanford vs. #15 TCU

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Vices de suas respectivas conferências, duas das melhores equipes do país visitam o histórico Alamo, localizado no Texas, enquanto duelam no Alamo Bowl. De estilos completamente diferentes, Stanford e TCU fazem um dos matchups mais interessantes da bowl season, no que deve ser um dos bowls mais aguardados entre os que não estão entre os seis principais de ano novo.

📝 O que? Alamo Bowl – #13 Stanford Cardinal (9-4) vs. #15 TCU Horned Frogs (10-3)
🕛 Quando? Quinta-feira, 28 de dezembro, às 23h59 (horário brasileiro de verão)
🌎 Onde? Alamodome – San Antonio, Texas
📺 Como assistir? ESPN+

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📚 Histórico: TCU lidera a série com duas vitórias
🆚 Último confronto: TCU 31, Stanford 14 (2008)
🎰 Linha de Vegas: 2,5 – TCU

Desde 2009, o Alamo Bowl é destinado ao segundo melhor time da Pac-12 e da Big 12, hoje, tirando times escolhidos para a semifinal e/ou New Year’s Six. No passado, na verdade, pela maior parte da existência do bowl criado em 1993, o tie-in previa uma equipe da Big 12 enfrentando uma equipe da Big Ten. Nessa temporada, Stanford faz sua primeira aparição no Alamo, enquanto TCU volta ao Alamodome pela segunda vez, sendo a primeira em 2016 (válido pela temporada 2015). Na oportunidade, os Horned Frogs precisaram de três prorrogações para bater o também ranqueado Oregon.

🛤 A estrada até San Antonio

As duas equipes do Alamo Bowl tiveram temporadas muito diferentes, com a grande semelhança entre as duas a derrota repetida da temporada regular na final de suas respectivas conferências. Do lado de Stanford, uma tabela complicada e indecisão sobre a posição de quarterback fizeram o Cardinal perder dois dos três primeiros jogos, incluindo a primeira derrota das duas para USC, e San Diego State, ambas fora de casa. Com KJ Costello assumindo em definitivo a posição de titular, contudo, o Cardinal melhorou consideravelmente, só tendo mais uma derrota na temporada regular – Washington State, em Pullman – conquistando o norte da Pac-12. Na final de conferência, Stanford foi novamente derrotada por USC em um apertado jogo, terminando com a 13ª colocação no ranking do College Football Playoff. De qualquer forma, a temporada acaba com tons positivos, visto que o principal jogador – o running back Bryce Love – foi segundo lugar na votação do Heisman mesmo perdendo uma partida na temporada, além de ter sido limitado por lesão em diversas outras, muitas vezes mancando após o final de jogadas.

Do lado da equipe do Texas, uma temporada muito positiva. Liderados pelo quarterback Kenny Hill (ou, para os que lembram do jogador em Texas A&M, Kenny Trill), os Horned Frogs começaram a temporada com sete vitórias seguidas – incluindo Oklahoma State em Stillwater – antes de cair para Iowa State fora de casa. Até o final da temporada regular foi apenas mais uma derrota, para a campeã da Big 12, Oklahoma, também longe de seus domínios. TCU foi a segunda melhor equipe da conferência, chegando assim a decisão, mas voltou a perder para Oklahoma na final. Dessa forma, Texas Christian terminou a temporada com a 15ª colocação nos rankings finais do comitê, também fora dos seis bowls mais importantes da pós-temporada do college football.

O running back Bryce Love manteve a tradição de Stanford, ficando em segundo lugar no Heisman.

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Quando Stanford tiver a bola

O ataque de Stanford vai fazer o que faz por muitas temporadas: um jogo terrestre físico, controlando a posse de bola, cansando as defesas e colocando pontos no placar. Em 2017, o estilo de jogo é mantido através do melhor running back do país em Bryce Love, e uma boa linha ofensiva, tanto no jogo terrestre, quanto no jogo aéreo. Em relação ao passe, Stanford aposta no inexperiente, mas sólido KJ Costello, de apenas duas interceptações lançadas até agora e que já teve ótimas partidas e momentos nessa temporada, especialmente quando o wide receiver JJ Arcega-Whiteside ou os seus tight ends estão em um bom matchup contra a defesa. Uma outra arma nesse cenário é através do play action, quando o jogo terrestre está bem estabelecido.

O jogo terrestre funcional é o primeiro passo para um bom jogo de Stanford em todas as partidas, mas é ainda mais fundamental nesse Alamo Bowl. Fazendo um dos melhores matchups da pós-temporada, e contrabalanceando Love, está a defesa de TCU. Os Horned Frogs, liderados pelo linebacker Tavin Howard e o lineman Mat Boesen tem um dos melhores front-seven do país, especialmente quando o assunto é defender contra a corrida: apenas três times cedem menos jardas terrestres por partida que a defesa dos Horned Frogs. De fato, a Big 12 não é famosa pelo jogo terrestre, mas esse detalhe só faz esse duelo mais interessante: Love é a prova de fogo para a defesa de TCU. Em relação ao jogo aéreo, não é diferente. Os Frogs tem um bom pass rush, liderado pelo próprio Boesen, de 11,5 sacks na temporada, e enfrentam uma das melhores linhas ofensivas protegendo o quarterback no college football. Se Stanford perder o primeiro matchup, precisará ganhar o segundo para ter chances na partida.

http://i.turner.ncaa.com/dr/ncaa/ncaa7/release/sites/default/files/images/logos/schools/t/tcu.70.pngQuando TCU tiver a bola

Os Horned Frogs têm um ataque bastante interessante, especialmente através do senior Kenny Hill. O quarterback já tem mais de oito mil jardas na carreira, sendo quase três mil dessas só em 2017, e é o principal responsável pelo bom desempenho do ataque de TCU no ano. São 21 touchdowns e apenas seis interceptações, completando mais de 67% dos passes. Pelo chão, o ataque dos Frogs é muito eficiente, apesar de não ser colocado em ação com tanta frequência. O principal responsável é o running back Darius Henderson, de pouco mais de 700 jardas na temporada, mas em apenas 128 tentativas, resultando em uma média de seis jardas por tentativa. Henderson é completado por Kyle Hicks, um pouco mais acionado, mas com menos jardas e menos touchdowns.

Para vencer, é fundamental que TCU tenha uma boa partida correndo com a bola. Em seus jogos mais apertados, incluindo derrotas, Stanford teve dificuldades parando corredores, abrindo espaço para os passes de quarterbacks adversários. Se Hill tiver espaço para lançar a bola, com a defesa de Stanford mais perto do box e com uma secundária mais exposta, o quarterback deve ter espaço suficiente para colocar muitos pontos no placar. Em termos de destaques do Cardinal, o maior deles na unidade defensiva é o lineman Harrison Phillips, de 16,5 tackles para perda de jardas e sete sacks em 2017. Phillips e a defesa de Stanford, bons criando jogadas negativas especialmente contra o passe, criam outro bom matchup do jogo, contra a boa linha ofensiva de TCU. Esse é um fator que entra em campo se os Horned Frogs insistirem no passe sem estabelecer um jogo corrido, assim como a secundária de Stanford, que conta com um dos melhores defensive backs da Pac-12 em Justin Reid, de cinco interceptações no ano.

O eterno Heisman de setembro Kenny Thrill virou um quarterback mais eficiente em TCU.

🔜 Draftáveis

O Alamo Bowl está cheio de talento para o Draft da NFL 2018. Love é o principal da lista, com talento que pode ser suficiente para uma escolha de primeira rodada no recrutamento, apesar que ainda é junior e pode retornar a Stanford para a próxima temporada. Ainda do lado do Cardinal, Phillips é um defensive tackle capaz de atacar linhas ofensivas e o backfield adversário com muita força e consistência, e pode se tornar uma peça importante no interior da linha de alguns times da NFL, saindo provavelmente tão cedo quanto a segunda rodada.

Do lado de TCU, o principal nome é o linebacker Travin Howard, uma das âncoras da poderosa defesa dos Frogs. Howard é conhecido pela habilidade de atuar em todos os setores necessários para um linebacker, sendo importante no pass rush, defendendo contra a corrida e até marcando tight ends no jogo aéreo. Um jack of all trades.

Por fim, Kenny Hill enfim chega ao término da sua carreira universitária. Depois de alguns anos conturbados em A&M e a sua transferência para TCU, ele finalmente cresceu nos últimos dois anos como passador, especialmente no seu último ano. Apesar de não ter números de vídeo-game como seus colegas de divisão, é um QB muito preciso e isso foi importante para a campanha de TCU. Hill não é considerado um grande prospect de quarterback, especialmente numa classe com tanto talento como a desse ano, mas deve ser selecionado em algum momento do recrutamento, a partir da metade do segundo dia.

🔮 Previsão

Bassi Henrique João Vitor Kelvin Matheus Nick Vitor Weinny
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