NY6 Preview: Orange Bowl – #6 Wisconsin vs. #10 Miami

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O filho pródigo a casa torna! Após mais de uma década sem abrilhantar o bowl de sua cidade e que é um dos principais da Bowl Season há gerações, Miami volta a jogar o Orange Bowl nesta temporada pela primeira vez desde o Ano Novo de 2004 – um honroso prêmio de consolação a uma equipe que teve tudo para participar do College Football Playoff e bateu na trave. Desta vez, The U terá como adversária uma equipe que irá jogar longe de seu habitat natural e, assim como os Hurricanes, terminou a temporada de forma desoladora: os Badgers fecharam a temporada regular invictos, porém perderam a final da Big Ten e acabaram ganhando uma escapada do gélido inverno de Madison como recompensa. Será que vamos ver uma partida de “defesa vs. defesa” como o prometido? Confira aqui no preview completaço deste Orange Bowl.

📝 O que? Capital One Orange Bowl – #6 Wisconsin Badgers (12-1) vs. #10 Miami Hurricanes (11-2)
🕛 Quando? Sábado, 30 de dezembro, às 23:00 (horário brasileiro de verão)
🌎 Onde? Hard Rock Stadium – Miami Gardens, Florida
📺 Como assistir? ESPN+ Fique de olho no nosso Twitter

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📚 Histórico: Série empatada em 2-2
🆚 Último confronto: Miami 14-20 Wisconsin (2009)
🎰 Linha de Vegas: 4.5– Wisconsin

Um dos bowls mais antigos do atual calendário, o Orange Bowl foi jogado pela primeira vez no Ano Novo de 1935, com a equipe da casa perdendo para Bucknell por 26-0. Apenas três anos depois o Orange Bowl mudaria-se para o estádio homônimo, onde o evento seria jogado até 1996; a partir daí (exceto por um hiato em 1999) o Orange Bowl passou a acontecer no estádio que mudou inúmeras vezes de nome atual Hard Rock Stadium. Em 1998, o Bowl se tornou um dos quatro BCS Bowls (recebendo o National Championship duas vezes em 2001 e 2005) enquanto a partir de 2014 o Orange Bowl tornou-se um dos New Year’s Six Bowls do College Football Playoff, recebendo uma semifinal do sistema uma vez a cada três anos.

🛤 A estrada até Miami

O caminho de Wisconsin pra chegar a Miami foi, digamos, bastante discutido pela mídia especializada. Muitos experts argumentaram que a tabela dos Badgers era muito fraca e que a invencibilidade da equipe semana após semana não era suficiente para colocá-la entre os quatro melhores times do college football. Mesmo assim, a equipe terminou a temporada regular com um 12-0, vencendo adversários como Michigan e Iowa nas três últimas semanas. No entanto, a equipe sucumbiu logo na primeira oportunidade contra um adversário do mesmo calibre – Ohio State, na final da Big Ten.

Miami passou pelo mesmo drama. Além de ter uma tabela mais fraca do que a de outros concorrentes por uma vaga no CFP, o Hurricanes demoraram a ganhar respeito por parte dos pollsters porque a equipe simplesmente não conseguia “vencer e convencer” contra adversários bem mais fáceis na 1ª metade da temporada. Eventualmente, vitórias com autoridade sobre Virginia Tech (28-10) e Notre Dame (41-8) colocaram The U de vez na briga pelo Playoff. Mas o sonho de Miami não durou muito: derrotas para Pitt na última semana na temporada regular e para Clemson (de forma vexatória por 38-3) na final da ACC tiraram de vez uma provável vaga da equipe nas semifinais.

wisconsin.70.png (70×70)Quando Wisconsin tiver a bola

Só existe um jeito de Wisconsin conseguir progredir em suas campanhas e vencer o jogo: RUN THE DAMN BALL (corra com a desgraça da bola). Seguindo de maneira fiel o projeto de programa que o diretor atlético Barry Alvarez desenhou para os Badgers desde 1990, o ataque do time segue sendo baseado pela predominância de um jogo corrido bem cadenciado, fortalecido por uma linha ofensiva que é exportadora de talentos para a NFL – inclusive podemos arriscar que é uma das maiores commodities do estado de Wisconsin depois do queijo. A versão 2017 deste ataque tem no running back Jonathan Taylor (que está a 153 jardas de atingir as 2.000 nesta temporada) seu principal nome, além da valiosa contribuição de linemen como o tackle David Edwards e do guard Beau Benzschawel. Sobre o quarterback, bem… não dá para confiar em Alex Hornibrook e o maior exemplo disso foi na final de conferência: com Taylor ignorado de forma inexplicável, Wisconsin precisou de Hornibrook para se manter no jogo e ele provou ser completamente incapaz de conduzir a equipe para uma vitória. Dito isso, não é exagero concluir: ou Wisconsin corre com a bola de forma eficiente ou perde o jogo.

Do outro lado, uma das melhores defesas que Wisconsin pode enfrentar na temporada: a de Miami, 21ª no ranking S&P+ defensivo computado por Bill Connelly (SB Nation). Isso já bota os Hurricanes numa posição confortável defensivamente, mas vale lembrar que o time vai para 10ª posição quando apenas o havoc factor (fator de devastação) é levado em conta; isso acontece porque a defesa de Miami REALMENTE é capaz de devastar qualquer ataque adversário quando ganha momentum e consegue faturar turnovers – 30 nesta temporada, segundo lugar na FBS. Nomes como o linebacker Shaquille Quarterman, o safety Jaquan Johnson e o cornerback Michael Jackson (baita nome) são os principais responsáveis por tal “fator devastação” e estarão só esperando Wisconsin arriscar mais jogadas de passe com o limitadíssimo Hornibrook; já a linha defensiva, que limitou bastante o jogo corrido de equipes como Notre Dame, Virginia Tech e até Clemson pode fazer o mesmo contra os Badgers.

O running back Jonathan Taylor, de Wisconsin

miami-fl.70.png (70×70)Quando Miami tiver a bola

No decorrer da temporada, o ataque tem sido o grande ponto de questionamento dos Hurricanes. Enquanto a defesa forçava turnovers e limitava as campanhas adversárias, a unidade ofensiva simplesmente não conseguia capitalizar nos turnovers e boas posições de campo – e até mesmo colocou partidas que deveriam ser vitórias simples (como contra North Carolina e Syracuse) em perigo. O time perdeu dois de seus principais jogadores ofensivos durante a temporada devido a lesões – o running back Mark Walton e o wide receiver Ahmmon Richards – e o quarterback Malik Rosier parecia ter perdido o rumo. No entanto, Rosier foi capaz de atingir alguns momentos de brilhantismo graças a uma ótima temporada do recebedor Braxton Berrios, que deve ser seu principal alvo neste Orange Bowl.

Tentar recuperar a boa forma ofensivamente não será uma tarefa fácil diante daquela que é a melhor defesa do college football em 2017. Sim, de acordo com o ranking S&P+ defensivo,  Wisconsin ocupa a primeira posição e está entre as dez melhores equipes da FBS em todos os segmentos analisados. A unidade defensiva dos Badgers é simplesmente completa, não mostrando nenhuma fraqueza aparente; quando a equipe perdeu para Ohio State, aliás, a defesa não comprometeu o time – pelo contrário, o ataque de Wisconsin perdeu aquele jogo. Um jogador da defesa dos Badgers que podemos destacar é o linebacker TJ Edwards; 1st-team All-American nesta temporada, Edwards é o quarterback dessa defesa e parece estar em qualquer lugar do campo, seja no pass rush contra Rosier como na contenção ao inconstante jogo corrido de Miami.

O wide receiver Braxton Berrios, de Miami

🔜 Draftáveis

Esse jogo está recheado de prospects que devem jogar aos domingos logo mais (ou menos) dos dois lados. Por exemplo, no time de Miami temos o já mencionado senior Braxton Berrioswide receiver com um notável senso de posicionamento e que vem aumentando sua cotação nos últimos meses, além do cornerback senior Dee Delaney e do defensive end senior Chad Thomas – jogador que não possui atleticismo de elite, mas é agressivo tanto contra a corrida como no pass rush.

Já do lado de Wisconsin, temos o principal prospect deste jogo: o tight end senior Troy Fumagalli (sobrenome familiar para os torcedores do futebol brasileiro, aliás). Fumagalli é provavelmente o melhor jogador de sua posição na atual classe e é uma escolha certa no segundo dia do Draft da NFL ano que vem. Além dele, temos na defesa a dupla de inside linebackers formada pelo senior Jack Cichy e o já mencionado junior TJ Edwards junto do strong safety junior D’Cota Dixon – os dois últimos devem aumentar ainda mais suas cotações se esperarem até a classe de 2019, mas já são nomes a serem guardados para o ano que vem.

🔮Previsão

Bassi Henrique João Vitor Kelvin Matheus Nick Vitor Weinny

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