NY6 Preview: Fiesta Bowl – #9 Penn State vs. #11 Washington

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Mais uma vez, dois dos melhores times de futebol americano universitário dos Estados Unidos viajam à Glendale, Arizona, para se enfrentarem no Fiesta Bowl. Dessa vez, Penn State tem a difícil tarefa de sobrepor a forte defesa de Washington no primeiro jogo sem o coordenador ofensivo Joe Moorhead (contratado por Mississippi State) no comando do ataque, enquanto o quarterback Jake Browning e companhia têm, do outro lado, um problema tão grande quanto, ao enfrentar a defesa dos Nittany Lions no primeiro jogo sem o também coordenador ofensivo Jonathan Smith (contratado por Oregon State).

📝 O que? PlayStation Fiesta Bowl – #9 Penn State Nittany Lions (10-2) vs. #11 Washington Huskies (10-2)
🕛 Quando? Sábado, 30 de dezembro, às 19h (horário brasileiro de verão)
🌎 Onde?  University of Phoenix Stadium – Glendale, Arizona
📺 Como assistir? ESPN+

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📚 Histórico: Penn State lidera a série com duas vitórias
🆚 Último confronto: Penn State 13, Washington 10 (1983)
🎰 Linha de Vegas: 2,0 – Penn State

Um dos mais tradicionais bowls do college football e parte dos New Year’s Six, o Fiesta Bowl é jogado desde 1971 e já definiu em algumas ocasiões o campeão nacional da modalidade. Apesar da distância para a Pensilvânia, esta é a sétima vez que Penn State é qualificada para o Fiesta Bowl, sendo a última em 1997, válido pela temporada de 1996. Mais do que isso: os Nittany Lions nunca perderam no Fiesta Bowl! Já os Huskies fazem a sua primeira aparição no bowl nesses mais de 40 anos de história – embora o jogo não seja território desconhecido ao seu head coach, Chris Petersen, que já venceu a partida duas vezes quando comandava Boise State (em 2007 contra Oklahoma – um dos melhores jogos de todos os tempos – e em 2010 contra TCU).

🛤 A estrada até Glendale

Tanto Penn State quanto Washington começaram a temporada sonhando com algo a mais do que uma vaga no Fiesta Bowl. Os Huskies buscavam retornar aos playoffs pelo segundo ano consecutivo, enquanto Penn State buscava aparecer pela primeira vez entre os quatro melhores do país, após a controversa decisão do comitê em 2016 que colocou Ohio State nos playoffs, ao contrário dos campeões da Big Ten no ano. Contudo, campanhas parecidas entre si impediram o feito para ambos, os colocando frente a frente em Glendale.

Do lado de Penn State, a temporada começou da forma do que deveria. Solidificados por uma boa defesa e com um dos melhores running backs do país, Saquon Barkley, comandando o ataque, os Nittany Lions venceram as sete primeiras partidas no ano. A seguir, contudo, dois adversários difíceis e fora de casa: os eventuais campeões da Big Ten, Ohio State, e Michigan State, em um dia chuvoso em East Lansing. Penn State perdeu ambas as partidas seguidas e praticamente saiu da disputa pelo College Football Playoff ainda na Semana 9, apesar de tê-las perdido por um total de quatro pontos (por um ponto para os Buckeyes, por três para os Spartans). Mesmo tendo vencido todo o resto de suas partidas, faltou, entre outras coisas, uma vitória de grande destaque na tabela de Penn State, e as 10 vitórias em 12 partidas foram suficiente apenas para uma vaga dentro do top 10 dos rankings finais.

Pelo lado de Washington, nada de muito diferente. Os Huskies também estavam virtualmente eliminados da briga pelos playoffs com alguns jogos de antecedência para o final da temporada, e as condições adversas da Pac-12 fizeram com que o time de 10 vitórias estivesse fora da final da conferência também com uma semana de antecedência. Com uma potente defesa, especialmente contra o jogo terrestre, os Huskies iniciaram a temporada vencendo as seis primeiras partidas, até que aconteceu a #Pac12AfterDark: uma inexplicável derrota para Arizona State fora de casa, por um estranho placar de treze a sete. Washington chegou a se recuperar na temporada, mas uma complicada viagem a Stanford entregou à equipe a segunda derrota. No final das contas, também faltou uma grande vitória na tabela dos Huskies, sendo a maior delas contra Washington State na Apple Cup, um jogo que só serviu para evitar que o maior rival fosse à final da Pac-12. Por alguma coincidência, os resultados da temporada fazem Washington viajar para Glendale, no Arizona, bem perto de onde a esperança de playoff dos Huskies começou a ruir.

Saquon Barkley (26) e Trace McSorley (9) são os destaques ofensivos de Penn State.

http://i.turner.ncaa.com/dr/ncaa/ncaa7/release/sites/default/files/images/logos/schools/p/penn-st.70.pngQuando Penn State tiver a bola

A dinâmica dupla formada por Trace McSorley e Saquon Barkley foi responsável por um ataque bastante prolífico em 2017. Enquanto McSorley passou de forma eficiente, para mais de 3.000 jardas e completou uma alta porcentagem de 65% dos passes, Barkley foi responsável por mais de 1.100 jardas terrestres, além de ser um dos maiores alvos do quarterback para o jogo aéreo e retornar eventuais punts e kickoffs. Não é à toa que o running back esteve cotado para o Heisman por uma boa parte da temporada. O grande problema para o ataque é que quando Barkley não conseguiu ter bons jogos, Penn State teve problemas para vencer: nas duas derrotas no ano, o running back não passou das 100 jardas de scrimmage. Isso aconteceu especialmente contra defesas mais fortes no front seven, que conseguiram expor todos os problemas na linha ofensiva do ataque comandado por Moorhead e James Franklin.

E um front seven forte é exatamente o que Washington propõe defensivamente. Os Huskies são liderados pelo melhor jogador de defesa da Pac-12, o lineman Vita Vea, com grande potencial de quebrar linhas ofensivas e ajudar a unidade na criação de jogadas negativas. Dessa forma, Washington é a melhor defesa contra o jogo terrestre no college football em números brutos – apesar de bons ataques terrestres não terem feito parte da tabela dos Huskies na temporada. Quando enfrentou Stanford, por exemplo, a defesa cedeu mais de 160 jardas apenas para Bryce Love, apesar deste ter jogado com uma lesão no tornozelo. O front seven ainda conta com o outro tackleShane Bowman – formando uma das melhores duplas no interior da defesa no college football – e o linebacker Tevis Bartlett, com 12 tackles para perda de jardas no ano.

Se Penn State não conseguir estabelecer o ataque pelo chão, terá de enfrentar um dos melhores pass rushes do país, com uma linha ofensiva que não é boa protegendo o quarterback. Dessa forma, o grande matchup aqui está nas trincheiras, em uma batalha que Penn State certamente perderá. A dúvida é, contudo, por quanto: uma linha ofensiva que funcione apenas o necessário já é o suficiente para Barkley e McSorley colocarem pontos no placar e, assim, deixar os Nittany Lions em situação favorável.

http://i.turner.ncaa.com/dr/ncaa/ncaa7/release/sites/default/files/images/logos/schools/w/washington.70.pngQuando Washington tiver a bola

A dupla Browning e Myles Gaskin não fica tão atrás assim dos adversários. Apesar de um declínio nos stats em relação a 2016, o quarterback ainda é um dos melhores do país e já provou ser capaz de liderar o ataque dos Huskies em jogos importantes. Nessa temporada foram pouco mais de 2.500 jardas aéreas, quase 70% dos passes completos. Já o running back corre uma média superior a 6,0 jardas por carregada, sendo responsável por mais de 1.200 jardas pelo chão na temporada. Finalizando os destaques do lado dos Huskies está o wide receiver Dante Pettis, que além de melhor recebedor do time, é um dos melhores retornadores do college football no time de especialistas.

Já a defesa de Penn State também figura entre as melhores do país, também com um forte front seven. Em números reais, a defesa dos Nittany Lions é ainda melhor que a dos Huskies atacando o quarterback, com incríveis 38 sacks no ano. Liderados pelo linebacker Jason Cabinda e o safety Marcus Allen, essa defesa também é boa segurando corredores adversários e consistirá num macthup e tanto para Gaskin e companhia.

Jake Browning (3) e Myles Gaskin (9) são um dos melhores duos QB-RB de toda a Pac-12.

🔜 Draftáveis

O principal prospect de UW para 2018 é Vita Vea, um dos defensive tackles mais produtivos de todo o país que está no top 10 da Pro Football Focus tanto contra o passe quanto contra a corrida. Seus números são apenas um reflexo do poderio que ele possui: sua combinação de força, tamanho e agilidade faz com que ele seja um grande problema atacando o centro de toda e qualquer linha ofensiva. Além disso, é bem provável que ele consiga se encaixar em qualquer esquema defensivo na NFL, seja o 3-4 ou 4-3, praticamente o cravando como uma escolha de primeira rodada.

Além de Vea, é possível citar também Dante Pettis, um dos jogadores mais empolgantes de se ver esse ano, tendo sido destaque especialmente nos special teams, tendo oito punts retornados para touchdown. Sua velocidade é algo que o torna extremamente mortal, não só na hora de produzir separação entre os marcadores, mas também para correr após a recepção. Apesar de não ser alto, graças às suas habilidades físicas ele consegue encontrar com facilidade os buracos nas coberturas – seu único porém é normalmente precisar fazer a recepção em dois tempos, o que acaba produzindo um número relativamente alto de drops.

Já por Penn State, o destaque óbvio é Saquon Barkley, que decidiu começar o ano com pedreiragem e se tornou o trator do ataque dos Nittany Lions. Com números ridículos e com uma habilidade que faz você se questionar se não está jogando videogame, o running back tem todas as habilidades necessárias para ir para o próximo nível. Com uma capacidade assustadora de atingir sua top speed e uma força extraordinária, Barkley é capaz de escapar do tackle de um linebacker com facilidade e pular sobre um cornerback. Apesar de não ser muito utilizado no jogo aéreo, ele também consegue transformar pequenas corridas em jogadas de mais de 40 jardas. Ainda no ataque, Mike Gesicki talvez não chame muita atenção pelos seus números, mas foi muito importante para cementar o jogo corrido de Barkley e facilitar os passes de McSorley, sendo um tight end perfeitamente capaz de jogar na NFL: acostumado com alguns esquemas de zone blocking utilizados em Penn State, ele também tem vantagem física contra linebackers e safeties que tentam alinhar contra ele.

🔮Previsão

Bassi Henrique João Vitor Kelvin Matheus Nick Vitor Weinny

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