CFP Semifinal Preview: Rose Bowl – #2 Oklahoma vs. #3 Georgia

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A primeira semifinal do College Football Playoff desta temporada será um jogo histórico, mesmo se não acontecer muito dentro de campo. Isso porque apesar de serem dois dos principais programas do futebol americano universitário, Georgia e Oklahoma nunca se enfrentaram. E também porque é só a segunda vez desde 1920 que o Rose Bowl não terá um time da Big Ten ou da Pac-12, os tie-ins costumeiros, com a outra exceção sendo o confronto entre Miami e Nebraska (então da Big 12, hoje da Big Ten) em 2001.

📝 O que? Rose Bowl Game presented by Northwestern Mutual – #2 Oklahoma Sooners (12-1) vs. #3 Georgia Bulldogs (12-1)
🕛 Quando? Segunda-feira, 1º de janeiro, às 20h (horário brasileiro de verão)
🌎 Onde? Rose Bowl – Pasadena, Califórnia
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📚 Histórico: As equipes nunca se enfrentaram
🆚 Último confronto: N/A
🎰 Linha de Vegas: 2 – Georgia

Se hoje existem bowls é justamente por causa do Rose. O “Vovô de Todos” foi realizado pela primeira vez em 1º de janeiro de 1902, quando Michigan bateu Stanford por 49 a 0 em um jogo que terminou com desistência no fim do terceiro quarto. Desde então, a partida faz parte de uma série de eventos promovidos pela Associação do Torneio das Rosas de Pasadena, que inclui a famosa Parada das Rosas, em que os times também desfilam nos últimos anos. Mas foi só em 1923 que a partida que até então era conhecida por Tournament East-West passou a ser chamada por Rose Bowl, já que foi o primeiro ano em que o jogo foi realizado no estádio homônimo. Em anos que não é a casa de uma das semifinais dos playoffs, o Rose reúne times da Big Ten e da Pac-12.

🛤 A estrada até Pasadena

Mesmo após a surpreendente aposentadoria do head coach Bob Stoops e com Lincoln Riley assumindo o cargo de supetão em junho, os Sooners tiveram uma ótima campanha sendo comandados pelo quarterback Baker Mayfield. Logo na segunda semana da temporada, a equipe venceu seu principal jogo marcado, contra Ohio State, fora de casa. E o time ainda bateu os ranqueados TCU (duas vezes) e a rival Oklahoma State no caminho para vencer a Big 12. A única derrota veio em casa, contra Iowa State, em um jogo extremamente estranho. Mas como os Cyclones se mostraram um time bom na temporada, a derrota não foi tão pesada.

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Assim como Oklahoma, Georgia conquistou uma vitória imensa fora de casa logo na segunda semana, batendo Notre Dame por 20 a 19. Isso impulsionou os Dawgs a ganhar todos os seus primeiros nove jogos do ano. A única derrota veio contra Auburn, quando os Tigers fizeram um excelente jogo e UGA não conseguiu aproveitar as oportunidades que teve. Só que na revanche, na final da SEC, o time do técnico Kirby Smart mostrou dominância após sair atrás no placar e venceu por 28 a 7 para garantir o título de conferência e a vaga nos playoffs.

Baker Mayfield teve um ano sensacional como quarterback e provocador.

Quando Oklahoma tiver a bola

O ataque dos Sooners é o mais eficiente do país. E isso mesmo após perder seus dois principais running backs – Joe Mixon e Samaje Perine – e um wide receiver finalista do Heisman em Dede Westbrook. Claro que boa parte disso passa pelo talento de Mayfield, que levou o Heisman em 2017, mas também precisamos destacar a ótima linha ofensiva, o tight end Mark Andrews e a evolução de garotos como o running back Rodney Anderson e o wide receiver CeeDee Lamb. Nos quesitos básicos do sistema S&P+, a unidade lidera o país em eficiência e jogadas explosivas, além de ficar no top 10 em finalização de campanhas.

Do outro lado também temos uma ótima unidade. Georgia cedeu mais que 20 pontos em apenas duas oportunidades – no apagão na primeira partida contra Auburn e em um atropelo contra Missouri. E não dá para falar que existe algum ponto vulnerável para se explorar, já que a defesa é extremamente eficiente, limita jogadas longas e contém muito bem os adversários dentro da red zone. Os destaques ficam com os dois ótimos linebackers Roquan Smith, que soma 92,5 tackles na temporada, e Lorenzo Carter.

Quando Georgia tiver a bola

UGA tem um ataque baseado no jogo terrestre por ter dois ótimos running backsNick Chubb e Sony Michel –, que somaram 2123 jardas e 26 touchdowns no ano. E se um dos dois estiver limitado, os Bulldogs ainda podem contar com o novato em ascensão D’Andre Swift. O trabalho dos três facilita bastante a vida do quarterback freshman Jake Fromm, que assumiu o cargo após a lesão de Jacob Eason e se mostrou extremamente eficiente quando é exigido.

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A defesa de Oklahoma é provavelmente a pior unidade dos playoffs, mas teve uma razoável melhora nos últimos três jogos da temporada, cedendo apenas 4,5 jardas por jogada 17 pontos por jogo. E curiosamente, ela sempre aparece bem em partidas grandes, como foi contra Ohio State, em que os Sooners conseguiram limitar as jogadas longas dos Buckeyes e colocaram JT Barrett em situações horríveis de passe. Se a unidade conseguir fazer algo parecido, podem ter algum sucesso contra o ataque de Georgia.

Nick Chubb e Sony Michel, a dupla sensacional de running backs de Georgia.

🔜 Draftáveis

Oklahoma tem três jogadores ofensivos que devem ter seus nomes chamados logo no primeiro dia: o quarterback Baker Mayfield – que aumentou muito bem seu stock em 2017 e pode até ser escolhido no top 10 –, o ótimo offensive tackle Orlando Brown e o tight end Mark Andrews. Defensivamente, três nomes são opções interessantes para o terceiro dia do processo: o linebacker Ogbonnia Okoronkwo, o cornerback Jordan Thomas e o safety Steven Parker.

Pelo lado de Georgia, os quatro dos jogadores citados especificamente no texto – os running backs Nick Chubb e Sony Michel, e os linebackers Lorenzo Carter e Roquan Smith – são prospectos extremamente discutidos pelos especialistas em draft sem que exista um consenso de verdade de quando deveriam sair. Além deles, o defensive tackle Trenton Thompson e o linebacker Davin Bellamy também devem ser selecionados.

🔮 Previsão

Bassi Henrique João Vitor Kelvin Matheus Nick Vitor Weinny

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