CFP Semifinal Preview: Sugar Bowl – #1 Clemson vs. #4 Alabama

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rematch do rematch. Esse é o cenário antes da semifinal do College Football Playoff entre Alabama e Clemson neste Ano-Novo, a saideira desta bowl season antes do National Championship no dia 8 de janeiro. Tigers e Crimson Tide irão se enfrentar pela 3ª vez desde o advento do novo formato; as primeiras foram nos dois últimos National Championships, com Alabama levando a melhor em 2015 e Clemson em 2016. O vencedor do desempate em New Orleans ganha vaga para enfrentar o campeão do Rose Bowl (Oklahoma ou Georgia) em Atlanta valendo o título nacional desta temporada.

📝 O que? Allstate Sugar Bowl – #1 Clemson Tigers (12-1) vs. #4 Alabama Crimson Tide (11-1)
🕛 Quando? Segunda-feira, 1º de janeiro, às 23:45 (horário brasileiro de verão)
🌎 Onde? Mercedes-Benz Superdome – New Orleans, Louisiana
📺 Como assistir? ESPN e fique de olho no nosso Twitter

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📚 Histórico: Alabama lidera a série por 13-4
🆚 Último confronto: Clemson 35, Alabama 31 (2017)
🎰 Linha de Vegas: 3 – Alabama

Um dos bowls mais antigos da pós-temporada do college football, o Sugar Bowl aconteceu pela primeira vez no Ano-Novo de 1935 com o time da casa, Tulane, vencendo Temple por 20-14; o evento foi sediado no Tulane Stadium até 1974, e no ano seguinte o Louisiana Superdome passou a receber a partida – e dali não saiu mais até hoje. O Sugar Bowl foi um dos bowls selecionados para a Bowl Championship Series (BCS) entre 1998-2013 e é um dos seis bowls de Ano-Novo do College Football Playoff desde 2014. Tradicionalmente com vaga reservada à SEC, o evento entrou em acordo com a Big 12 para receber o campeão da conferência (quando este ficar de fora do Playoff, obviamente). Enquanto Alabama é o time que mais participou do Sugar Bowl (15, com um record de 8-7), Clemson vai para apenas sua 2ª participação no evento – a primeira foi uma derrota para LSU em 1959.

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🛤 A estrada até New Orleans

Diferente do que aconteceu no ano passado, não teremos o duelo com uma das equipes invictas e muito menos entre os então ranqueados em primeiro e segundo lugar no país. Clemson leva vantagem no ranking graças a sua derrota para Syracuse ter acontecido mais cedo na temporada, sem a presença do seu quarterback titular e fora de casa. Alabama por sua vez, chega a sua quarta aparição consecutiva e tenta levar a melhor de três contra o time da Carolina do Sul. As duas equipes passaram por algumas mudanças significativas após o título do ano passado, mas Clemson precisou repaginar as principais peças do seu ataque. Com Kelly Bryant assumindo as rédeas como quarterback, o backfield com dois novos running backs e um novo trio de recebedores, o time de Dabo Swinney continuou dominante defensivamente.

A maré vermelha de Tuscaloosa precisou torcer para uma derrota durante as finais de conferências para chegar aos playoffs. A derrota contra Auburn no Iron Bowl parece ter abalado o time de Nick Saban. Sendo a primeira vez no ano todo que o time de Alabama ficava atrás do placar, a equipe não conseguiu se manter dominante como em todas as outras partidas da temporada, sofrendo em não encaixar o jogo aéreo contra um front seven dominante.

O DL Christian Wilkins é o destaque da defesa de Clemson e um jogador que sair bem cedo no draft.

Quando Clemson tiver a bola

Mesmo com a saída de Deshaun Watson, o time de Clemson continuou com o pé fundo no acelerador e com o seu mesmo ataque explosivo. O quarterback Kelly Bryant pode não ser tão mortal como passador quanto seu antecessor, mas é um jogador que consegue correr com força e habilidade pelo campo, criando mismatches entre os linebackers e horizontalizando ainda mais o ataque dos Tigers. Com outros dois running backs dividindo as carregadas, Travis Etienne e Tavien Feaster, os dois ultrapassaram a marca das cem corridas e com médias acima de 6 jardas por carregada. Apesar da equipe não ter recebedores tão dominantes, Hunter Renfrow continua uma ameaça para o time de Bama, tentando marcar novamente outros dois touchdowns como aconteceu nas duas últimas partidas.

Pode passar ano, mudar coordenador… Mas a defesa de Nick Saban continua a todos os cilindros, cedendo o menor média de pontos por jogo (11,5) no país. Neste ano, a unidade sofreu com um número grande de lesões entre os linebackers (um dos motivos para a derrota contra Auburn), mas ainda são extremamente competentes sob a liderança do senior Rashaan Evans, que teve 10 tackles para perda de jardas. A linha defensiva tem o defensive tackle Da’Ron Payne como uma força destruidora pelo meio, atraindo muitas marcações duplas na defesa contra o passe e segurando com sucesso as corridas feitas pelo interior. Mas por mais que vários nomes já tenham sido citados, os jogadores mais importantes da unidade estão na secundária, Minkah Fitzpatrick e Ronnie Harrison, os dois safeties que lideraram a equipe em tackles e aparecem muito em qualquer situação de jogo.

Quando Alabama tiver a bola

Como já é de costume, a Crimson Tide é um time que tem o jogo corrido como sua maior força ofensiva. Curiosamente, a unidade não tem nenhum jogador com mais de 1000 jardas na temporada, mas o monstro de três cabeças formado pelo quarterback Jalen Hurts e pelos running backs Damien Harris e Bo Scarborough continua sendo extremamente eficiente, dificultando a vida dos adversários com seus approachs diferentes (Bo impõe mais força que os dois). Mas existe um grande diferencial em relação ao ano passado: Hurts parece muito mais seguro como passador dentro do pocket, tendo lançado apenas uma interceptação no ano. E é claro que isso fica mais fácil quando se tem um recebedor tão bom quanto Calvin Ridley.

Talvez a melhor unidade em campo seja a defesa de Clemson, que vem produzindo como nunca (ou como sempre, se levarmos em consideração o período desde que o ótimo coordenador defensivo Brent Venables chegou ao programa). Segundo o ranking S&P+, Clemson tem a quarta melhor defesa da FBS em eficiência – que mede o sucesso de cada jogada dos ataques adversários – e a segunda em passing downs, aquelas situações de 2nd/3rd/4th and long em que o QB é forçado a passar a bola. Muito disso pode ser atribuído a todo o talento na linha defensiva, que cria caos como poucos outros times no college football. Por causa dela e do espaço criado, os Tigers aparecem em terceiro lugar em sacks (44) e em sexto em tackles para perda de jardas (104).

Minkah Fitzpatrick, o safety que é o grande líder da defesa de Bama.

🔜 Draftáveis

Por Clemson, temos o wide receiver e retornador Hunter Renfrow (redshirt junior), às vezes decisivo para o ataque dos Tigers, além do linebacker Kendall Joseph (redshirt junior) e do defensive end Clelin Ferrell (redshirt sophomore). Mas o nome mais importante do time da Carolina do Sul para o draft é o defensive tackle Christian Wilkins, que deve sair no Top 5. Ambos foram partes importantes da defesa campeã nacional na temporada passada, e continuam chamando a atenção dos scouts da NFL esse ano.

Alabama tem um grande número de underclassmen que chamam a atenção para o próximo draft, com destaque para o defensive back versátil Minkah Fitzpatrick, que deve ser uma das primeiras dez escolhas em abril. Outros três jogadores podem ouvir seus nomes relativamente cedo se decidirem sair: o wide receiver Calvin Ridley, o defensive tackle Da’Ron Payne e o safety Ronnie Harrison.

🔮 Previsão

Bassi Henrique João Vitor Kelvin Matheus Nick Vitor Weinny
               

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