Draftbilidade – Semana 2 do College Football

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Após falarmos dos melhores jogos, das melhores jogadas e dos jogadores que estão na briga pelo Troféu Heisman, chegou o momento da nossa semana em que avaliamos a “draftabilidade” de alguns jogadores do college na Semana 2.

Se o Draft fosse uma bolsa de valores, quais jogadores teriam suas ações em alta após esta rodada? E quais perderam valor? Confira abaixo.

📈 Ações valorizadas

Saquon Barkley (RB, Penn State)

Dê a bola para ele – é só isso que eu tenho a dizer sobre o desempenho de Barkley nas últimas duas semanas. No ano passado ele já tinha se consolidado como um bom prospect para o Draft, mas ele tem mostrado ainda mais qualidades. É um ótimo corredor, além de conseguir receber as bolas no backfield e vez ou outra faz trabalho como bloqueador. No último jogo contra Pitt ele correu 14 vezes e conseguiu 88 jardas e um touchdown, mas o grande impacto foi no jogo aéreo recebendo um total de 45 jardas em quatro recepções, além de outro touchdown. Para fechar essa versatilidade toda, ainda retornou dois chutes para 50 jardas. All around Barkley.

Josh Rosen (QB, UCLA)

Muitas perguntas surgiram depois da sua lesão no ano passado, mas Rosen começa a respondê-las jogo após jogo. Com nove touchdowns em dois jogos e aproveitamento de 68% em seus passes, ele encanta os olheiros com a sua mecânica. Para um jogador tão novo, ele tem um movimento muito fluido e limpo do momento em que recebe o snap até arremessar a bola ao recebedor. A título de comparação, ele tem uma finesse comparável à de Matt Ryan. Se UCLA não tiver outra temporada desastrosa, é bem provável que Rosen volte a ser cotado para a primeira rodada do próximo Draft.

Harold Landry (DE, Boston College)

Landry conseguiu o seu primeiro sack na derrota contra Wake Forest, mas mesmo assim demonstrou como pode ser dominante na linha defensiva, conseguindo outros cinco tackles e desviando um passe. Até o momento ele tem atuado como um dos melhores defensive ends para três descidas, especialmente pela forma como tem dominado contra jogadas de passe mas também por sua habilidade contra o jogo corrido.

James Washington (WR, Oklahoma State)

Um dos melhores recebedores do país! Graças ao combo Rudolph-Washington, o que poderiam ser rotas de médio ganho se tornam big plays: a recepção de 66 jardas que resultou num touchdown contra South Alabama foi a sua sétima para mais de 50 jardas desde o ano passado. Washington é muito veloz e também é muito forte, quebrando tackles logo após receber a bola e correndo para longas distâncias.

Mitch Hyatt (OL, Clemson)

Hyatt talvez não tenha o melhor físico para ser um tackle na NFL, mas ele compensa com toda a sua técnica e agilidade para segurar o pass rush contra o backfield de Clemson. Sendo titular em todos os jogos desde o seu ano como calouro em 2015, ele já tem experiência em dois títulos nacionais contra Alabama e foi parte essencial do drive que resultou no título dos Tigers passou pelas mãos do lineman, segurando duas blitzes de Bama para conversões de terceira descida.

📉 Ações desvalorizadas

Luke Falk (QB, Washington State)

Ir para o banco depois de uma performance medíocre é sempre preocupante, especialmente quando se é cotado para ser um dos melhores quarterbacks para o próximo Draft. Luke saiu depois de ter lançado uma interceptação, quando retornou ao campo foi atingido e voltou para a sideline com receio de uma possível concussão. Falk já sofreu com lesões anteriormente, mas era esperado que ele carregasse o ataque dos Cougars esse ano.

Tanner Lee (QB, Nebraska)

O quarterback dos Huskers, transferido de Tulane, teve um jogo duro contra Oregon. Lançando quatro interceptações contra três touchdowns, Lee não conseguiu manter a sua equipe em campo contra uma defesa não-tão-forte como a dos Ducks. Com apenas 19 passes bem sucedidos de 41, Lee começa o processo contrário da sua pré-temporada e de seu primeiro jogo em Lincoln.

Mason Rudolph (QB, Oklahoma State)

Apesar de ser um dos melhores quarterbacks do país e ter jogado bem, Rudolph está sob o microscópio de vários olheiros, especialmente avaliando a força do seu braço e precisão a longa distância. Alguns scouts o comparam com Chase Daniel e Colt McCoy, um quarterback que pode se movimentar, muito certeiro nos passes e que tem se beneficiado de um sistema explosivo.

Jarrett Stidham (QB, Auburn)

Depois de ter se transferido de Baylor no final de 2015, Stidham esperava se tornar o novo grande quarterback de Auburn depois da saída de Cam Newton. Infelizmente no seu encontro contra Clemson, Jarrett foi sackado 11 vezes e pouco produziu quando não estava sendo pressionado pela linha defensiva dos Tigers. Demonstrando muita dificuldade para se movimentar dentro do pocket e conseguir aliviar a pressão recebida, Stidham começa a ver o seu stock cair mais do que ele imaginava.

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