Student Section #2 – É o fim da linha, Art Briles. Só resta aceitar…

Browse By

Lá por meados do ano passado, Baylor foi alvo de um escândalo de proporções imensas, o qual teve como bode expiatório o então head coach Art Briles, demitido poucos meses antes do começo da temporada – nós já falamos muito sobre isso no nosso antigo podcast Goat House e também num dos textos do nosso Preview de 2016 e, portanto, eu pularei quaisquer explicações relativas a isso.

Pouco tempo depois, ele iniciou o que eu gosto de chamar de “Art Briles Redemption Tour” ao dar uma entrevista para o programa College Gameday da ESPN gringa na qual pediu desculpas por tudo que havia acontecido mas, com a maior cara lavada, não afirmou pelo que se desculpava: Era por saber de tudo e não falar nada? Era por não saber de nada quando, na posição de head coach, deveria saber? Até hoje não sabemos… O que sabemos, de fato, é que não colou: logo após a entrevista, o próprio âncora do programa, Rece Davis, disse que não o contrataria se fosse o responsável por algum programa universitário e Sam Ponder, também na bancada, o criticou fortemente.

Assim, a turnê foi adiada.

Neste fim de semana, entretanto, o ex-técnico dos Bears voltou às manchetes quando a equipe de futebol canadense Hamilton Tiger-Cats anunciou sua contratação como novo coordenador ofensivo. E a recepção foi novamente proporcional ao escândalo de 2016: desde torcedores declarando que deixariam de apoiar o time até um comunicado oficial da CFL atestando sua política de punição em casos relativos a violência contra mulheres. Vendo que havia dado um tiro no próprio pé, o front office dos Ti-Cats anunciou poucas horas depois que a contratação não mais aconteceria.

Não gosto de ser crítico em relação a outras modalidades de gridiron (até porque odeio quando qualquer pessoa menospreza a que EU gosto, o college), mas se me permitem uma piada eu gostaria de dizer apenas que: quando NEM NA CFL te querem, isso significa que a sua carreira acabou. Ponto.

Já está na hora de Briles entender de uma vez por todas que enquanto ele não der as devidas explicações sobre o seu papel no escândalo de Baylor, ele não será um técnico de futebol americano – pelo menos não em qualquer equipe que tenha o mínimo de bom senso a ponto de não querer ser associada com qualquer evento de violência sexual, grupo que inclui muitos programas universitários e, felizmente, a CFL (vamos ver o que vai acontecer no dia em que ele tentar ir para a NFL).

E mesmo depois de dar explicações, é possível que nada mude! Como eu costumo dizer, há basicamente duas possibilidades para que a situação tenha chegado no estado em que Baylor estava: ou ele foi conivente com o ocorrido – ao saber de tudo e não se pronunciar para evitar a expulsão de bons jogadores e, assim, perder jogos – ou, na melhor das hipóteses, incompetente, porque tudo ocorreu embaixo do seu nariz e ele não foi suficientemente perspicaz para perceber!

E como nós sabemos que na lista de atributos procurados em um técnico, incompetência e conivência com crimes não são itens que estão no topo, já é hora de darmos por encerrada essa turnê – só falta o próprio Art Briles aceitar isso…

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Veja também