Redshirt #01 – John Franklin III e a lição não aprendida

Browse By

Na tarde de hoje, veio ao conhecimento da imprensa que John Franklin III, um dos protagonistas da primeira temporada de Last Chance U, resolveu deixar Auburn para ir para Florida Atlantic. Isso não me surpreendeu exatamente. Ao observar mais uma mudança de uniforme – a quarta em quatro anos – pude confirmar que, mesmo se esforçando muito, a orientadora acadêmica Brittany Wagner não conseguiu ensinar uma lição muito importante para o jovem quarterback durante o documentário da Netflix: entender seus limites para conseguir alcançar seus objetivos. Franklin “The Third” vem cometendo erros atrás de erros na condução da sua carreira universitária, que podem lhe custar a chance de um dia chegar à NFL.

A tentativa de se tornar titular em dois dos dez maiores programas do futebol americano universitário é um passo muito maior do que sua perna. Mesmo sendo um dual-threat muito atlético, o jogador insiste em querer tomar de assalto a função mais importante dentro das quatro linhas, ainda mais no ano de chegada em um programa. Não é assim que funciona. Muitos tem o talento, mas nem todos têm a sorte que Jalen Hurts teve em Alabama: estar no lugar certo, na hora certa e preparado para o desafio. John nunca esteve em nenhuma das três condições.

Faltam exemplos de auto-conhecimento e paciência para o jovem quarterback (que pode até mesmo virar wide receiver ao longo do ano) tendo em vista que até mesmo Tom Brady teve que esperar por sua chance em Michigan. Quando analisamos o talento de Franklin, vemos muito potencial bruto, mas muito distante do que se espera para um titular de um programa do porte de Auburn ou Florida State.

A escolha pelo programa de FAU é tardia – e muito provavelmente uma opção desesperada – já que De’Andre Johnson, também estrela da série na temporada subsequente a que John esteve, têm as mesmas características que ele. E ainda há o ponto que incluiu uma forte concorrência pela vaga por lá com os veteranos. Ter desprezado a carta-proposta de Ohio (e muito provavelmente de diversas outras escolas de menor brilho esportivo), com um discurso de “estão apenas gastando papel”, não foi apenas um momento de soberba, como também uma amostra da arrogância que está obrigando que ele passe pela quarta faculdade nesses últimos quatro anos.

Se tivesse ido jogar em Ohio com os Bobcats, Franklin provavelmente teria vencido a batalha contra Quinton Maxwell, e hoje seria titular em Athens.

Essa é a última chance de aprender com essa decepção que a vida aplicou nele em Auburn. Esperamos mais humildade, como, por exemplo, a que Wyatt Roberts teve. O seu rival pela posição na série abusou da calma (e da sorte) para realizar seu sonho: estar em Mississippi State, mesmo que como walk-on e membro apenas do ‘practice squad’. Nem todos nascem para serem protagonistas, ainda mais em um esporte de equipe como o futebol americano.

Mesmo apontando todos esses erros, quero que ele termine a sua carreira de maneira digna, ainda mais por [alerta de clubismo] deixar a porcaria equipe de Auburn e se juntar ao traidor treinador Lane Kiffin, que sabe fazer ataques funcionar.

Comentários

comments

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Veja também