Helmet Sticker #01 – Vem merda no ventilador em Ole Miss

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Quem me conhece sabe que eu sou fã do falecido jornalista policial Luiz Carlos Alborghetti (1945-2009), um dos precursores da imprensa marrom paranaense e brasileira e, embora eu não concorde com praticamente nenhuma de suas posições – extremamente reacionárias, diga-se de passagem -, acredito que sempre há uma expressão (muitas vezes chula) dele para explicar qualquer situação cotidiana. E é justamente uma das frases mais conhecidas do Alborghetti que escolhi para ilustrar a atual situação do programa de futebol americano da Universidade do Mississippi: “vem merda no ventilador.”

Caso você ainda não esteja familiar com os problemas que Ole Miss vem tendo com a NCAA, vale lembrar que em fevereiro o programa se auto-impôs um banimento da próxima pós-temporada após receber uma nova série de denúncias da NCAA, levando para 21 o total de violações às regras do órgão máximo do desporto universitário americano  – que acusou Ole Miss de “falta de controle institucional”.

Entre as acusações estão bizarrices como o pagamento de um valor entre US$ 13 a 15,6 mil para um recruta que nem assinou sua letter of intent com a universidade. Essa é uma das onze alegações Level I (falha severa de conduta) feitas pela organização contra Mississippi.

Como desgraça pouca é bobagem, o advogado Bruse Loyd (defensor de Barney Farrar, ex-membro da comissão técnica de Ole Miss que está envolvido em algumas das denúncias) recentemente afirmou que a universidade “está tão próxima quanto possível” de receber a famosa death penalty – suspensão de todas as atividades de um programa universitário dada pela NCAA por pelo menos um ano, imposta no futebol americano apenas em SMU em 1987. Se ocorresse em Ole Miss, provavelmente seria a punição mais rigorosa a violações das regras da NCAA na história do college football. Loyd também acredita que seu cliente serve de bode expiatório para as várias acusações contra o departamento atlético da Universidade do Mississippi.

Nesta semana, Ole Miss publicou sua defesa contra as alegações da NCAA. Além de negar qualquer infringimento às regras de recrutamento, a universidade colocou no documento alguns detalhes curiosos: o programa tentou entrar em contato – sem sucesso – com Dan Mullen, head coach da rival Mississippi State, para responder questões sobre Leo Lewis (linebacker dos Bulldogs que acusou a universidade de tentar pagá-lo para jogar pelos Rebels e Hugh Freeze de recrutá-lo de forma ilegal).

Se isso foi uma tentativa desesperada ou uma manobra calculada de defesa é difícil afirmar, mas o certo é que a situação pode piorar em Oxford justamente durante a próxima temporada de college football: as acusações da NCAA podem ser revistas e a universidade pode sofrer ainda mais sanções. Ou seja… pode vir mais merda ainda no ventilador de Ole Miss.

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