Student Section #01 – Ai que saudade do meu ex…

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Mais um ano e novamente aquela sensação estranha. Eu já estive nessa posição antes, já vi muitos dos meus ídolos se “aposentarem”: Andrew Luck, Stepfan Taylor, Tyler Gaffney, Shayne Skov, Ben Gardner, Zach Ertz, Levine Toilolo, Devon Cajuste, Trent Murphy, Andrus Peat, Kevin HoganDavid DeCastro, Joshua Garnett, Ed Reynolds, Jordan Richards e tantos outros que partiram de Stanford desde 2012.

Agora, chegou a vez de Solomon Thomas e Christian McCaffrey, selecionados ambos entre as dez primeiras escolhas do último Draft pelo San Francisco 49ers e Carolina Panthers, respectivamente.

Thomas foi um dos melhores defensive ends universitários que eu já vi jogar (realmente acredito no que o Weinny disse no nosso podcast pré-Draft, ele deveria ser a first pick “moral”, mas enfim…), enquanto McCaffrey é, independente da minha opinião, um dos melhores e mais completos jogadores da história do college football, detentor do recorde de all-purpose yards numa temporada da NCAA. Sem dúvidas foram dois jogadores muito importantes para o time pelo qual eu torço.

Quando um jogador que você gosta encerra sua passagem pelo college football, há um misto de sentimentos – especialmente se for como underclassman1: por um lado, você fica muito feliz por saber que ele enfim será devidamente compensado pelo seu talento e capacidades (afinal de contas, o college é 100% amador); mas por outro lado, é realmente triste dar adeus a eles e imaginar o que será do seu time sem eles.

Mas com o passar o tempo, vai ficando cada vez menos difícil. Minha primeira grande “perda” foi Andrew Luck, o garoto dourado de Jim Harbaugh em Palo Alto. Foi EXTREMAMENTE DOLOROSO vê-lo vestindo sua camisa #12 no azul e branco do Indianapolis Colts ao invés do vermelho cardinal de Stanford – e mais doloroso ainda esperar um outro quarterback se ajustar ao esquema ofensivo do time.

Depois disso, ver os “heróis” do Rose Bowl de janeiro de 2013 partindo nos anos seguintes também foi difícil, incluindo Hogan (substituto de Luck under center). Havia uma ligação emocional muito forte com os caras que venceram aquele que considero até hoje o melhor jogo já feito por qualquer time pelo qual eu um dia torci na vida!

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Se eu disser que até hoje esses highlights me arrepiam, vocês acreditam? Mas enfim, prosseguindo…

Daí em diante, foi ficando cada vez mais tranquilo, até que cheguei ao ponto em que não sinto tanto o impacto dessas perdas. Foi o momento em que percebi a verdadeira essência dos esportes universitários: os atletas vão, mas os técnicos ficam – uma nuance um pouco difícil de assimilar quando se é fã de esporte profissionais nos quais reina o conceito do “craque”; no qual temos plena certeza de que Tom Brady é essencial para os Patriots e Cristiano Ronaldo para o Real Madrid, por exemplo.

Mas nos college sports, quem faz a diferença são os técnicos. É por isso que sempre temos plena certeza de que Clemson deve continuar relevante mesmo perdendo nomes importantes no ataque para 2017 (da mesma forma que perdeu grande parte da defesa antes de 2016 e ainda assim foi campeã nacional) por ter um cara competente como Dabo Swinney no comando; ou também que nem mesmo mais um “desmanche” sofrido por Ohio State neste Draft afetará as chances da equipe chegar novamente ao College Football Playoff porque o trabalho desenvolvido por Urban Meyer é grandioso demais. E Alabama, que teve cinco jogadores selecionados nas primeiras 34 escolhas deste ano, deve mais uma vez entrar na temporada como favorita ao título nacional por ter no comando Nick Saban, simplesmente o melhor técnico do college football em atividade!

Nunca é legal dizer adeus aos seus ídolos do college, claro, mas se o programa para o qual você torce tem um bom técnico, há pelo menos uma luz no fim do túnel. Embora eu cornete pra caramba o David Shaw e ache seu playcalling mais conservador que o pessoal que acha que a Terra é plana! suas decisões nas sidelines um tanto quanto questionáveis, sei que sempre posso contar com um bom recrutamento dele e um time de Stanford pronto pra brigar por outro título da Pac-12 – que já conquistamos três vezes desde 2012.

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Além do mais, vai saber, talvez o próximo Thomas ou McCaffrey já esteja no elenco neste momento, só esperando para me dar muitas alegrias nos próximos anos – antes de eventualmente dilacerar meu coração partindo para a NFL antes do que deveria. É como diz aquela música do filme O Rei Leão: It’s the circle of life…

  1. Quando o jogador não usa os seus quatro anos de elegibilidade no futebol americano universitário e sai “antes da hora” para a NFL.

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